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COMO ESCREVER UM ARTIGO CIENTÍFICO


Autoria:

Marcos Antônio Duarte Silva


Doutorando em Ciências Criminais, Mestre em Filosofia do Direito e do Estado (PUC/SP), Especialista em Direito e Processo Penal(Mackenzie), Professor da ULBRA/Ji-Paraná de Direito Penal e Criminologia e pesquisador CNPq e da PUC/SP.

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Resumo:

Como escrever um artigo, para tanto é importante salientar que existem passos a serem ministrados que podem e devem ser seguidos como ferramenta para auxiliar nesta tarefa. A importância de cada passo determina o sucesso, ou não para publicar.

Texto enviado ao JurisWay em 01/10/2017.



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É importante salientar que existem passos a serem ministrados que podem e devem ser seguidos como ferramenta para auxiliar nesta tarefa.

A importância de cada passo determina o sucesso, ou não da possível publicação.

Vejamos quais são esses passos:

1.Sobre o que deseja escrever? Determinar a área do assunto, do estudo, do curso. Especifique o máximo, ou seja, se vai escrever sobre, um exemplo, “as aves”, delimite o tema. Sobre o que vai escrever sobre as aves? Ainda, em sede de exemplo, pode definir da seguinte forma, através de observação, ou pesquisa, “A ave arara azul migratória de julho”. O tema está definido, enxuto, e principalmente, delimitado, não escreverá sobre todas as aves, mas especificamente sobre a “arara azul”.

2.Esta pesquisa pode ser feita no google, até para se verificar se o tema é recorrente, se é pouco explorado, etc. Verifique também disponibilidade de material, se há só artigos de internet, se há livros. Se houver poucos livros, e quase nenhum artigo, cuidado, você pode estar entrando numa pesquisa para artigo que não resultará em nada, não terá como escrever porque não se pode criar do nada.

3.Divida o tema em blocos, capítulos de forma a se preparar melhor em termos de pesquisa e escrita para adicionar ou tirar o que seja excesso, lembrando que tudo pode e deve ser provisório, ao final, pode estabelecer nome diferentes dos capítulos. Um exemplo livre de como se divide: TÍTULO, RESUMO (um apanhado de no máximo de 20 linhas, do que pretende escrever sobre o tema), PALAVRAS CHAVES (são aquelas palavras que enfatizará ao longo do texto, no mínimo 3, no máximo 5), SUMÁRIO (as melhores revistas pedem e é exatamente esta divisão por capítulos), INTRODUÇÃO (O que está motivando a escrever sobre o tema, e o mais importante, qual a problemática que despertou tal interesse), 1. Capítulo (ex. A arara azul, onde se encontra? ,2. Capítulo (Como esta ave se desenvolve), 3. Capítulo (A migração desta ave, e por quê?), 4. Capítulo (Por que há migração desta ave em julho?), Conclusão (um apanhado expondo como foi a pesquisa, como ela se desenrolou e, principalmente, quais caminhos chegou). Lembre se, normalmente, se estiver escrevendo para uma publicação, pode ser que se peça uma quantidade de capítulos, quando não pedir, lembre se não se alongue, passar de 4 capítulos, tem que ser um assunto realmente extremamente importante, inovador, e interessante, para prender o leitor. A média boa é de 3 a 4 capítulos no máximo.

4.Os capítulos não devem ser muito longo, e o artigo todo, não deve passar de 30 laudas, páginas. Num artigo de até 3 ou 4 capítulos esta é a média coerente. Se for até dois capítulos, não passar entre Resumo até conclusão de 15 páginas, se não os capítulos ficarão longos demais, comprometendo o texto todo, lembre se da divisão dos capítulos, se necessário inclua outro, mas, não escreva a cansar num único capítulo.

5.Uma vez separado o material para suprir a cada capítulo, agora cumpre a tarefa de escrever, e existe um estilo melhor de texto que é aquele impessoal, ou seja, o que tira expressões como “eu penso”, “eu cheguei a tal conclusão”, substituindo por “se pensa”, “pode se chegar à conclusão que”. Impessoalidade faz parte do mundo dos artigos científicos, a menos que seja uma pesquisa voltada e específica. Mas, mesmo assim cuidado, não há motivo para se expor, concluindo a cada frase, ou sentença o que se pensa, ou o quanto se chegou. Texto impessoal é melhor digerido e tem lugar nos textos mais aceitos para publicação.

6.Use palavras cientificas, ou mesmo o português culto, mesmo que algumas palavras tenham que ser explicadas, num ambiente científico não há espaço para o português coloquial (hoje, chamaria de irresponsável, o que se chama de coloquial, para se dizer que é popular e tem que atingir o maior número de leitores). Dicionário existe para extrair estas dúvidas, se não qual o lugar deles? Importante, tenha certeza de estar usando a palavra certa na grafia, e também no contexto, não porque é difícil ou incomum e trará a seu texto, um ar de sabedoria (sapiência). Saiba, através de consulta se o uso está correto.

7.Os capítulos têm que ter conexão, coerência e fluidez, assim sendo, não escreva de forma truncada, mas, a cada capitulo, a cada frase releia em voz alta para ver se está fazendo sentido para você, se não, mude, recrie, reescreva, caso contrário, não será compreendido.

8.Se prepare para as críticas e testes, eles virão: críticas porque é mais fácil se dizer o que não fazer, do que tentar fazer. Percebe se que a maioria dos críticos não escrevem nada, só criticam, o que é fácil fazer, difícil é escrever. Os testes são perguntas que os leitores podem enviar, para ver se você domina o assunto, tenha por hábito responder a tudo e a todos, caso contrário, se isso lhe perturba, deixa inseguro, não escreva. Só se escreve sobre o que se sabe, ou tem a pretensão de saber, caso contrário, melhor ler mais, para só depois escrever.

 

9.Sobre a problemática. No exemplo citado, ela aparece na questão da migração. É a descoberta porque este movimento migratório acontece, e em julho que carrega a problemática. Isso é deveras importante num artigo científico, pois levará o leitor a ler, para saber os porquês.

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