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A Teoria Motivacional de Gordon Allport na formação da Personalidade do Indivíduo


Autoria:

Lizya Marie Gomes Yukizaki


Profissão: servidora pública da Autarquia Conselho Federal de Enfermagem Ensino Superior: Curso de Direito, iniciado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e continuado na Universidade de Brasilia (UNB) Experiência profissional: como servidora pública do mesmo órgão que trabalho hoje, trabalhei por um período na área jurídica, auxiliando advogados e consultores jurídicos em pareceres, processos administrativos e outras questões relevantes na área.

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Texto enviado ao JurisWay em 10/07/2014.

Última edição/atualização em 22/07/2014.



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A Teoria Motivacional

 

A Teoria Motivacional de Allport tinha uma natureza dinânima e o problema central dessa teoria – não somente essa, mas toda e qualquer teoria da personalidade – era a questão da motivação. Para ele, o que determina tal motivação é o atual estado de um indivíduo e não o passado deste. E consequentemente, o comportamento é assim também definido, como algo que tem como fundamento o presente, a não ser que uma força motivadora no presente seja de algo que ocorreu no passado.

 

Autonomia Funcional da Motivação

 

Contrapondo-se a tendência de muitos psicólogos no sentido da motivação como uma força estática e com pouca interação, Allport defendia a idéia da independência dos motivos. Um comportamento pode ter se iniciado por um motivo, mas esse mesmo motivo pode não ser mais a razão para quel tal comportamento continue. Podem haver outras razões que não as iniciais. As forças motivadoras do passado tornaram-se independentes das suas cirscuntâncias de origem.

Pensemos num exemplo prático: o casamento monogâmico pode ter a motivação sexual no início, mas pode se perpetuar por outros motivos que não mais esse, como filhos, possível perda patrimonial no divórcio etc.

Allport deu o exemplo do desenvolvimento de uma árvore. Ela começa na semente, mas quando ela cresce totalmente, a semente não é mais necessária como fonte de nutrição. A árvore agora é autônoma e independente, não estando mais ligada funcionalmente a sua semente.

 

Níveis de Autonomia Funcional:

Allport propôs 2 níveis de autonomia funcional:

 

Autonomia Funcional Perseverativa:

O grau de autonomia funcional relacionada a comportamentos de nível inferior ou rotineiros. Ou seja, devido a sua pouca importância, não é considerado integrante da formação da personalidade do indivíduo.

Isso porque são comportamentos como vícios e ações físicas repetitivas como formas costumeiras de executar tarefas diárias. Mesmo não havendo reompensa externa, os comportamentos continuam por conta própria. Exemplos de Allport: rato treinado para percorrer um labirinto em busca de comida recebe mais alimento que o suficiente, ele pode continuar a percorrer o labirinto mas por outro motivo que não mais a comida. No humano, ele exemplifica com comportamentos rotineiros e familiares que continuamos tendo mesmo quando não há reforço externo.

 

Autonomia Funcional do Proprium:

 

Proprium:

Primeiramente, devemos, à luz de Allport, definir o que seria o elemento “proprium”. Para ele, o proprium é um termo usado para ego ou para o self. Essa definição é dada porque todas as funções do Self ou do Ego são funções próprias, verdadeiras e vitais da personalidade, de cada pessoa. (exemplos: senso corporal, pensamento racional, auto-imagem, anseios próprios, estilo de vida). O proprium é, então,  o conjunto dessas funções e assim, a base que marca as atitudes e intenções de um indivíduo. Talvez, mais importante que a própria conceituação, é a mutabilidade do proprium, que não é inato, mas sim fruto de um desenvolvimento ao longo do tempo.

 

Desenvolvimento do Proprium:

-Durante os 3 primeiros anos: Fase do eu corporal. Existe o senso de Self corporal, o senso de auto-identidade contínua, e auto estima ou orgulho. É quando as crianças começam a ficar cientes da sua própria existência e distinguir o seu próprio corpo dos objetos do ambiente. As crianças percebem que sua identidade permanece inalterada apesar das várias mudanças que estão ocorrendo e aprendem a ter orgulho de suas realizações.

-Entre os 4 e 6 anos: Fase da extensão do eu. Extensão do Self e auto-imagem. As crianças passam a reconhecer os objetos e pessoas que fazem parte do seu mundo e elaboram uma imagem real e uma idealizada de si mesmas e do seu comportamento. Além de ficarem cientes do fato de satisfazerem ou não as expectativas dos pais.

-Entre os 6 e os 12 anos: Fase do self como relação racional. As crianças percebem serem capazes de lidar com os problemas por meio da razão e do pensamento. Elas começam a aplicar a razão e a lógica a problemas cotidianos.

-Adolescência: Fase da luta pela autonomia. Os jovens começam a traçar metas e planos a longo prazo.

- Idade Adulta: adultos normais e maduros são funcionalmente autônomos, independente dos motivos da infância. Eles funcionam racionalmente no presente e criam conscientemente os seus próprios estilos de vida.

 

A importância das interações pais-filhos para a construção do proprium

Durante a fase de desenvolvimento do proprium, é essencial a prenseça e vínculo da mãe como fonte de afeto e segurança.

Se houver essa fonte, o proprium se desenvolverá positivamente, e consequentemente, também será positivo, constante e saudável o crescimento psicológico. O adulto formado será maduro e estável emocionalmente.

O memso não ocorre com crianças que forem frustradas. O self não amadurecerá adequadamente e o crescimento psicológico será retardado.

 

Autonomia Funcional do Proprium:

A autonomia funcional do proprium é mais importante que a autonomia funcional perseverativa e é essencial para o explicar o funcionamento da motivação adulta. Diferentemente da autonomia funcional perseverativa, que abrange ações físicas repetidas, vícios e tarefas diárias, o grau de autonomia funcional do proprium está associado aos nossos valores, autoimagem e estilo de vida, valores, sentimentos, intenções.

Sendo o proprium o termo usado para ego ou self, os motivos autônomos são peculiares ao indivíduo. Na construção do proprium, o ego determina quais motivos serão mantidos e quais serão eliminados. Nós mantemos os motivos que aumentam  a nossa auto-estima ou auto-imagem. Daí a relação entre interesses e habilidades do indivíduo. Gostamos e procuramos fazer o que fazemos bem.

Exemplo: a motivação para uma habilidade como tocar um instrumento pode não ter nada a ver com nossos interesses. Na infância podemos ter sido forçados a praticar e à medida que nos tornamos melhores naquilo que fazemos, nos compromotemos a tocar ainda mais. O motivo orginal (medo de reprovação e desgosto por parte dos pais) desapareceu e o comportamento contínuo de tocar aquele instrumento torna-se necessário para a nossa auto-imagem.

 

Processo de Organização do Funcionamento Autônomo:

Conjunto de processos perceptivos e cognitivos que são seletivos. Nós selecionamos apenas os motivos que são relevantes para os nossos interesses e valores da massa de estímulos existentes no nosso ambiente.

Esse processo de organização é regido por 3 princípios:

 

1 - Organização do nível de energia:

Explica como adquirimos novos motivos, que surgem de uma necessidade para ajudar a consumir o excesso de energia que, caso contrário, poderíamos expressar de formas prejudiciais e destrutivas.

Exemplo: pessoas que se aposenam têm energias extras que, idealmente, deveriam direcionar para novos interesses e atividades.

 

2 - Domínio e Competência:

É o nível em que decidimos satisfazer nossos motivos. Nã basta atingir um nível adequado. Adultos saudáveis e maduros são motivados a apresentar um desempenho melhor e mais eficiente sempre, a adquirir novas habilidades e aumentar o seu grau de competência.

 

3 - Padronização Autônoma:

Descreve uma luta pela coerência e integração da personalidade. Nós organizamos os nossos processos perceptivos e cognitivos ao redor do self, mantendo aquilo que amplia nossa auto-imagem e rejeitando o resto. Os nossos motivos autônomos dependem da estrutura ou do padrão do self.

 

Comportamentos fora do controle dos motivos funcionalmente autônomos.

 

Allport menciona que nem todos os comportamentos e motivos podem ser explicados pelos princípios da autonomia funcional. Exemplo disso são os reflexos, as fixações, as neuroses e atitudes geradas por impulsos biológicos. Eles não estão sob o controle dos motivos funcionalmente autônomos.

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