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Desmaterializando o direito


Autoria:

Gustavo Rocha


Advogado Pós-Graduado Gerente jurídico por 4 anos Membro da comissão especial de Processo Eletrônico da OAB/RS Membro da comissão especial de Fiscalização e Ética Profissional da OAB/RS Membro da comissão permanente de Acesso a Justiça do Conselho Federal da OAB Implanta gestão e softwares jurídicos desde 1997 Sócio da Consultoria GustavoRochacom, inscrita no CRA/RS 003799/O Presta exclusivamente consultoria nas áreas de gestão, tecnologia, marketing jurídico e processo eletrônico. 10 anos de consultoria direcionada em escritórios e departamentos jurídicos no Brasil e Portugal Mais de 2000 artigos publicados no portal www.gustavorocha.com Canal no Youtube (gustavorochacom) com aulas, palestras e dicas práticas Palestrante e professor convidado de universidades e cursos de Pós-Graduação pelo país nas áreas de gestão, tecnologia, marketing jurídico e processo eletrônico Contato direto: gustavo@gustavorocha.com

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Resumo:

Desmaterializando o direito

Texto enviado ao JurisWay em 09/10/2019.



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Temos visto uma modernidade líquida, já nos ensinou Zygmunt Bauman, onde as coisas são mais fugazes e tudo parece ser substituível.

Nesta esteira, temos que o próprio processo judicial era papel e hoje é virtual, os livros eram grossos e pesados, hoje são todos lidos em tablets ou celulares, bem como antes se gastava horas e custo para pesquisa de jurisprudência e teses, hoje tudo ao alcance dos dedos na internet.

Isto se reflete também em outros setores da nossa vida, pois praticamente tudo que fazemos hoje tem espelhos virtuais ou depende da internet para se operacionalizar.

E uma pensar se faz necessário e crítico diante desta realidade: Qual a nossa referência?

Antigamente, com tudo material, nosso livro, nosso autor, nossa base era toda referenciada em estudos, em conhecimentos aprofundados. Hoje, muito do nosso conhecimento é fugaz, se esvai com brevidade e já muda.

Pergunte a um advogado com mais anos de carreira, ele dirá que antes tinha certeza de decisões judiciais, pois as mesmas mudavam muito lentamente. Hoje, uma completa loteria, onde podemos ingressar com uma tese sólida e perder o processo menos de 2 ou 3 anos depois.

E a culpa disto seria a desmaterialização do direito?

Penso que não, em fato, afirmo que o problema disto é muito mais complexo do que tecnologia.

Ao meu sentir, temos problemas sociais profundos, questões que vão do sociológico, antropológico e passam pelo histórico, sem perder de vista o político, econômico e profissional.

E, mesmo com toda esta celeuma, vem a tecnologia e queremos aplicar a mesma como em outros países – para não ficarmos pra trás, dizem alguns – e esquecemos do mais básico e elementar antes da tecnologia: Temos que ter conceitos, temos que pensar o porque a tecnologia é ou não útil.

Sempre a partir de conceitos é que podemos criar algo diferencial com tecnologia ou sem ela.

Tanto, que nos recentes estudos pelo mundo a fora o que mais temos é que em eventos de tecnologia as palavras mais usadas são propósito, gestão, pessoas!!!

Sim, PESSOAS!

A tecnologia sem um propósito definido, sem pessoas certas, sem gestão não passa de firulas para aparecer a pessoas sem conhecimento e profundidade.

Vamos evoluir de verdade?

Desmaterializar sim, pois não precisamos de matéria. PRECISAMOS de propósito e pessoas!!! E evoluir nesta senda não é o futuro, é a realidade de agora!

#FraternoAbraço

Gustavo Rocha
Consultoria GustavoRocha.com | Gestão, Tecnologia e Marketing Estratégicos
Robôs | Inteligência Artificial | Jurimetria
(51) 98163.3333 | gustavo@gustavorocha.com | www.gustavorocha.com

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