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A tomada de Berlim e o fim do Nazismo


Autoria:

Walkyria Carvalho


Wallkyria Carvalho - Advogada; Especialista em Ciências Criminais pela UFPE; Master em Ciências Jurídicas com foco em TPI, crimes de Genocídio, Crimes contra a Humanidade, Terrorismo; professora da Pós-Graduação da Faculdade Joaquim Nabuco e OAB/PE.

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Texto enviado ao JurisWay em 24/05/2009.

Última edição/atualização em 25/05/2009.



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Medo. Revolta. Traição. Covardia. Perseguição. Tensão. Terror.

            A histórica e conturbada tomada de Berlim poderia constituir uma obra absurda, inspirada em estórias efusivas e inverídicas, não fosse a confirmação dos fatos relatados em documentos oficiais da época. Isso ocorre porque o ser humano tende a não querer acreditar que o mundo em que vive tenha sido contemplado com a maldade, a perversidade dentre seus pares. A incidência corrosiva do nazismo, em parte significativa da História Mundial, deturpou a verdadeira origem do movimento nazista. Na realidade, o Nazismo era uma simples doutrina  socialista alemã e, tem tese, tendo em vista o revestimento de sua composição para os povos, em nada se parecia com os massacres ocorridos em nome do “Socialismo”. Em verdade, o Nazismo como hoje conhecemos, fora criado com um verossímil estigma social que desabou com desenvolver dos reais propósitos de seu fundador, Adolf Hitler, tornando-se rapidamente um partido do movimento nacional-socialista alemão, que pregava anti-semitismo, racismo e segregação de povos.

            Os relatos das vítimas são repletos de informações sobre a origem e destino dos membros ativistas do movimento nazista, em específico os Führers, que tanto contribuíram para a derrocada da dignidade e manutenção da vida dos perseguidos judeus e tantas outras vítimas do Nazismo.

            Hitler ingressou no partido nazista como espião, tendo sido escolhido em decorrência da sua marca registrada, qual seja, o seu ódio pelos socialistas. Quando o Nazismo surgiu na Alemanha, a situação no país não era das melhores. De fato, a década de 20 foi atroz para o país, com a queda da valorização da moeda alemã, o que levou a crer, anos depois, que a criação do III Reich, com a proposta de duração de mil anos, tendo por base a crescente economia do país, aliado às sequenciais vitórias  militares, fizesse, por conseguinte, crer que a Alemanha estava por se reerguer, finalmente, depois de uma tenebrosa fase de crise social. E esta imagem, de fato, foi a que preponderou por algum tempo.

            Dentre os mais intensos massacres da história do Nazismo, encontra-se concentrada a maioria na Rússia. O extermínio diário de mais de 3 mil pessoas registrou o país como sendo o detentor dos piores índices de mortandade gratuita na humanidade, seja pela ação direta do movimento liderado por Hitler, seja pelas consequências devastadoras da miséria e da penúria, que trouxeram, para seus abrigados, doenças e pestes incontroláveis e mortais.

            As mortes provocadas nos campos de concentração (o mais conhecido, o de Auschwitz) foram ceifadas das mais diversificadas maneiras, desde o uso de câmaras de gás, onde era liberado monóxido de carbono ou Zyklon B, até fuzilamento e incineração – de pessoas e de corpos. Em Auschwitz, mais de um  milhão sofreu as penúrias do tratamento nazista, sucumbindo à morte após a tortura da vida em campos de concentração. Um milhão de vítimas apenas em Auschwitz, refletindo, na realidade, mais de seis milhões de judeus exterminados pela fúria nazista.

            Hitler se alojava em um abrigo subterrâneo denominado de bunker, onde passou seus últimos dias, no advento da Segunda Guerra Mundial. Há autores hoje que retratam  os locais e os usos necessários para preservação da vida do führer. Foi exatamente no bunker que Hitler tirou sua própria vida, com um tiro na cabeça. Para evitar que seu corpo fosse vilipendiado (a essa altura, poucos eram os exércitos fiéis à sua empreitada nazista), foi incinerado e suas cinzas, enterradas.

            Cornelius Ryan escreveu um livro chamado “A última batalha”, na tradução em Português. É uma das melhores obras que li sobre o assunto! O autor retrata a batalha de Berlim com minuncias próprias de relatos verídicos, tristemente fundamentados com a contagem do número de pessoas abatidas nesta sangrenta batalha. Traça-se em torno de um total de cem mil os mortos civis, sendo seis mil suicídios (de que se tenha conhecimento) e milhares de estupros, já que as mulheres se encontravam em maioria ao final da batalha, desprovidas de segurança em um contexto armamentista em seu desfavor. Enquanto não se precisa o número de mortos nos ataques a Berlim, nas baixas militares alemãs, “os russos são mais específicos quanto às suas perdas”, registrando-se mais de cem mil mortos desde a batalha do Oder até a captura de Berlim. Dá para imaginar um terror, uma carnificina como esta?

            Após a II Guerra Mundial, os países aliados resolveram formar um tribunal internacional com a finalidade de julgar os "crimes" cometidos pelos inimigos de guerra, o Tribunal de Nuremberg.  Dentre as acusações, encontram-se assassinato, escravização humana, perseguição aos judeus, dentre várias outras. O delito de conspiração com a finalidade de uma guerra de agressão tornou-se a acusação principal no Tribunal de Nuremberg.

            A corrente histórica do revisionismo, até os dias atuais, tenta provar a inexistência do Nazismo, conforme é concebido pela maioria dos historiadores da época. Em sua manifestação, Hitler é retratado como pessoa de bom caráter, que apenas revidou agressão injusta e tentou proteger a Alemanha de ataques bélicos. O Holocausto, meus amigos...queria eu que não tivesse existido!

            O livro de Cornelius Ryan se tornou, ao longo do tempo, o relato mais preciso e mais rico sobre os últimos acontecimentos da história da II Guerra Mundial, dos últimos dias de Hitler, da tomada de Berlim, a influência política dos  Três Grandes (os líderes mundiais que estavam unidos em contraponto ao Nazismo, quais sejam, Churchill, Roosevelt e Stalin, representando, respectivamente, Grã Bretanha, Estados Unidos da América e União Soviética), assumindo, inexoravelmente, sua posição realista do massacre ocorrido e mostrando a todos nós que os relatos dos sobreviventes, as histórias de famílias divididas pelo terror, os diários guardados, as lembranças e as fotos são apenas uma diminuta parte da carnificina promovida pelo facínora ditador.

 

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Comentários e Opiniões

1) Nildete Oliveira (04/10/2009 às 08:12:33) IP: 200.214.7.141
Infelizmente são fatos que não podemos apagar da história da humanidade. Que sirva de reflexão para àqueles que podem fazer diferente quando se tem o poder em mãos. E quanto a nós, pessoas, estamos a mercê da vontade política de quem está no comando...hoje a guerra em vivemos não fica tão longe que o texto narra,apenas é uma forma sofisticada.Ou melhor, é intrínseco ao ser humando o sentimento de demonstração, "quem pode mais".
Parabéns à autora.


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