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Tipos de conhecimento


Autoria:

Laiane Nunes


LAIANE NUNES. Curso Superior: 1 - História - U E G Universidade Estadual de Goiás. 2 - Direito - Universidade de Rio Verde - Campus Caiapônia - GO 3 - Pós - graduação : Políticas Públicas, Redes e Defesa de Direitos - Unopar E Civil e Processo civil . 4 - Pedagogia: INSTITUTO FEDERAL (GOIANO ) - IPORÁ - GO "Minha doutrina é esta: se nós vemos coisas erradas ou crueldades, as quais temos o poder de evitar e nada fazemos, nós somos coniventes." Anna Sewell

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Resumo:

Este trabalho almeja abordar a questão dos tipos de conhecimentos. Todavia, para realizar uma analise aprofundada a cerca do referido assunto é necessário esclarecer o que venha a ser a expressão conhecer.

Texto enviado ao JurisWay em 11/07/2017.

Última edição/atualização em 13/07/2017.



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TIPOS DE CONHECIMENTO

Laiane Nunes do Nascimento

RESUMO

Este trabalho almeja abordar a questão dos tipos de conhecimentos. Todavia, para realizar uma analise aprofundada a cerca do referido assunto é necessário esclarecer o que venha a ser a expressão conhecer. Assim, conhecer é incorporar um conceito novo, ou original, sobre um fato ou fenômeno qualquer. O conhecimento não nasce do vazio e sim das experiências que acumulamos em nossa da nossa vida cotidiana, através de experiências, da vida cotidiana, dos relacionamentos interpessoais, das leituras das leituras de livros e artigos diversos.

Palavras-chaves: Conhecer. Tipos de conhecimentos. Experiências vividas.


1 INTRODUÇÃO

Este presente artigo buscou esclarecer de forma clara e sucinta o tema relacionado ao aos Tipos de Conhecimentos. Entretanto, de acordo com inúmeros estudiosos no meio de todos os animais, nós, os seres humanos, somos os únicos capazes de criar e transformar o conhecimento; somos os únicos capazes de aplicar o que aprendemos, por diversos meios, numa situação de mudança do conhecimento; somos os únicos capazes de criar um sistema de símbolos, como a linguagem, e com ele registrar nossas próprias experiências e passar para outros seres humanos.

Sendo assim, neste contexto ao criarmos este sistema de símbolos, através da evolução da espécie humana, permitimo-nos também ao pensar e, por conseqüência, a ordenação e a previsão dos fenômenos que nos cerca. Dessa forma é necessário uma analise específica referente às questões dos tipos de conhecimentos existentes que merecem ser salientados no decorrer deste artigo.

 

2 CONHECIMENTO EMPÍRICO

De acordo com Mendes (2011, p. i) o conhecimento empírico, popular, vulgar ou senso comum é aquele conquistado através do acaso, após o conhecimento obtido ao acaso, após inúmeras tentativas, ou seja, o conhecimento adquirido através de ações não planejadas: Exemplo:

 

A chave está emperrando na fechadura e, chave está emperrando na fechadura e, de tanto experimentarmos abrir a porta, de tanto experimentarmos abrir a porta, acabamos por descobrir (conhecer) um jeitinho acabamos por descobrir (conhecer) um jeitinho de girar a chave sem emperrar.

 

Segundo Mendes (2011, p. i) este conhecimento em questão é valorativo, pois se alicerça em base em estados de ânimo e emoções.  Entretanto no mesmo a dualidade de realidades, isto é, de um lado o sujeito cognoscente e, de outro, o objeto conhecido, e este é possuído, de certa forma, pelo cognoscente, os valores do sujeito impregnam o objeto conhecido.

Portanto, ele é reflexivo, mas, estando limitado pela familiaridade com o objeto, não pode ser reduzido a uma formulação geral. Considerado também como assistemático baseia-se na "organização" particular das experiências próprias do sujeito cognoscente, e não em uma sistematização das idéias, na procura de uma formulação geral que explique os fenômenos observados, aspecto que dificulta a transmissão de pessoa a pessoa, desse modo de conhecer.

Assim finalmente segundo Mendes (2011) este conhecimento é falível e inexato, pois conforma com a aparência e com o que se ouviu dizer a respeito do objeto. Em outros, não permite a formulação de hipóteses sobre a existência fenômenos situadas além das percepções objetivas.

Dessa forma, se verifica que o conhecimento científico demonstra uma diferença dos demais tipos de conhecimento, como por exemplo, do popular muito mais no que se refere ao seu contexto metodológico do que propriamente ao seu conteúdo. Assim sendo, essa diferença também se expande ao conhecimento filosófico e religioso.

 

3 CONHECIMENTO CIENTÍFICO

Para Soares (2010, p.i) o conhecimento científico é concreto e real, isso devido ao fato do mesmo lidar com as ocorrências ou fatos da realidade. Assim o mesmo constitui um conhecimento contingente, pois suas proposições ou hipóteses têm sua veracidade ou falsidade conhecida através da experiência e não apenas pela razão, como ocorre no conhecimento filosófico.

Porém, o conhecimento científico também pode ser considerado sistemático, já que se trata de um saber ordenado logicamente, formando um sistema de idéias (teoria) e não conhecimentos dispersos e desconexos. Entretanto este conhecimento possui em seu bojo como característica a verificabilidade, pois suas afirmações pertencem ao âmbito da ciência. Assim segundo Soares (2010, p.i) ensina que o conhecimento científico está configurado da seguinte maneira:

 

Real, factual - lida com ocorrências, fatos, isto é, toda forma de existência que se manifesta de algum modo.

Contingente - suas proposições ou hipóteses têm a sua veracidade ou falsidade conhecida através da experimentação e não pela razão, como ocorre no conhecimento filosófico.

Sistemático - saber ordenado logicamente, formando um sistema de idéias (teoria) e não conhecimentos dispersos e desconexos.

Verificável - as hipóteses que não podem ser comprovadas não pertencem ao âmbito da ciência.

Falível - em virtude de não ser definitivo absoluto ou final.

Aproximadamente exato - novas proposições e o desenvolvimento de novas técnicas podem reformular o acervo de teoria existente.

 

Todavia, apesar da separação "metodológica" entre os tipos de conhecimento popular, filosófico, religioso e científico, no processo de apreensão da realidade do objeto, o sujeito cognoscente pode penetrar nas diversas áreas de conhecimento.

Portanto, segundo Mendes (2011, p.i) o conhecimento científico é sistemático, exato e verificável da realidade. Entretanto em relação a sua origem está inserida nos procedimentos de verificação baseados na metodologia científica. Assim na visão do autor em questão o Conhecimento Científico: “É racional e objetivo. Atém-se aos fatos. Transcende aos fatos. É analítico. Requer exatidão e clareza. É comunicável. É verificável. Depende de investigação metódica. - Busca e aplica leis. - É explicativo. - Pode fazer predições. - É aberto. - É útil

 

4 CONHECIMENTO FILOSÓFICO

Em relação ao conhecimento filosófico ele évalorativo, pois o mesmo consiste suas hipóteses não poderão ser submetidas à observação. Por este motivo, o conhecimento filosófico classifica como não verificável, já que os enunciados das hipóteses filosóficas, não podem ser confirmados nem refutados. Portanto, o mesmo também destaca como racional, em virtude de consistir num conjunto de enunciados logicamente correlacionados.

Assim Soares (2010, p.i) descreve que o mesmo possui característica de sistemático, pois suas hipóteses almejam a uma representação coerente da realidade estudada, numa tentativa de apreendê-la em sua totalidade. Por último, ele pode ser considerado como infalível e exato, devido ao fato de que, anseia a busca da realidade capaz de abranger todas as outras, quer na definição do instrumento capaz de apreender a realidade, seus postulados, assim como suas hipóteses, não são submetidos ao decisivo teste da observação. Portanto, o autor preconiza o seguinte ensinamento em relação ao conhecimento filosófico:

 

Conhecimento filosófico é caracterizado pelo esforço da razão pura para questionar os problemas humanos e poder discemir entre o certo e o errado, unicamente recorrendo às luzes da própria razão humana. Assim, se o conhecimento científico abrange fatos concretos, positivos, e fenômenos perceptíveis pelos sentidos, através do emprego de instrumentos, técnicas e recursos de observação, o objeto de análise da filosofia são idéias, relações conceptuais, exigências lógicas que não são redutíveis a realidades materiais e, por essa razão, não são passíveis de observação sensorial direta ou indireta (por instrumentos), como a que é exigida pela ciência experimental.

 

Contudo método utilizado por este conhecimento em questão é da ciência e o experimental, caminhando baseadas nos fatos reais e concretos, afirmando somente aquilo que é autorizado pela experimentação. Ao contrário, a filosofia emprega o método racional e ainda a filosofia encontra-se sempre à procura do que é mais geral, interessando-se pela formulação de uma concepção unificada e unificante do universo. Para tanto, procura responder às grandes indagações do espírito humano e, até, busca as leis mais universais que englobem e harmonizem as conclusões da ciência.

 

5 CONHECIMENTO RELIGIOSO

Portanto, um dos itens do conhecimento é o religioso, isto é, teológico. Segundo Soares (2010, p.i) este conhecimento se fundamenta em doutrinas que contêm teorias sagradas, por terem sido reveladas pelo sobrenatural e, por esse motivo, tais verdades são consideradas infalíveis e indiscutíveis; é um conhecimento sistemático do mundo como obra de um criador divino; suas evidências não são verificadas: está sempre implícita uma atitude de fé perante um conhecimento revelado. Assim o conhecimento religioso ou teológico segundo o autor:

 

[...] parte do princípio de que as "verdades" tratadas são infalíveis e indiscutíveis, por consistirem em "revelações" da divindade. A adesão das pessoas passa a ser um ato de fé, pois a visão sistemática do mundo é interpretada como decorrente do ato de um criador divino, cujas evidências, não são postas em dúvida nem sequer verificáveis.

 

De acordo com Mendes (2011, p.i) o posicionamento dos estudiosos, teólogos e cientistas perante a teoria da evolução das espécies, realiza algumas abordagens diversificadas, sendo que “[...] de um lado, as posições dos teólogos fundamentam-se nos ensinamentos de textos sagrados; de outro, os cientistas buscam, em suas pesquisas, fatos concretos capazes de comprovar (ou refutar) suas hipóteses”. Portanto, ainda segundo o entendimento do autor se verifica que a realidade, é mais abrangente. Sendo que e o alicerce do conhecimento científico incide na proeminência dos fatos analisados e experimentalmente controlados, e o do conhecimento filosófico e de seus enunciados, na evidência lógica, resultando com que em ambos os modos de conhecer devem a evidência proceder da pesquisa dos fatos ou da análise dos conteúdos dos enunciados, no caso do conhecimento teológico o fiel não se detém nelas à procura de evidência, pois a toma da causa primeira, ou seja, da revelação divina.

Diante do exposto pode-se concluir que o conhecimento científico é o produto de uma comunidade em geral, ou seja, de todo sociedade e não apenas de um individuo em questão e de suas descobertas realizadas de forma solitária. Porém, cada descoberta devera ser estudada testada por uma instituição antes de serem acolhidas como conhecimento. Portanto, é notório que a ciência como forma de conhecimento pode suprir o conhecimento dito confiável, desde que testadas e analisadas devidamente.

 

 

 

REFERÊNCIAS

CORREA, Wilson. Os diversos tipos de conhecimentos 2010. Disponível em:<http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/FILOSOFIA/Artigos/diversos_tipos_conhecimento.pdf.>. Acesso em 20/05/2016.

 

 

SOARES, José Joaquim. Tipos de Conhecimento Humano. 2010. Disponível em: www.jjsoares.com/media/download/Tipos_de_Conhecimento_Humano_novo.doc.>. Acesso em 21/05/2016.

 

 

MENDES, Naliny Dourad. Tipos de Conhecimento 2011. Disponível em;< http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAE5sAK/tipos-conhecimentos016>.Acesso em 21/05/2016

 

 

ZORDAN, Maria Salete, BARROSO, Alberto Leão de Lemos; CABRAL, Cleides Antônio. Normas e padrões para elaboração de trabalhos acadêmicos. FESURV - Universidade de Rio Verde. Rio Verde-GO. 59 p. 2005. Disponível em:

teca/norm_pad_elab_trab_acad.pdf>. Acesso em: 15/04/2016.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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