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A instabilidade dos relacionamentos conjugais


Autoria:

Marco Túlio


Advogado, atuante em Belo Horizonte. Graduado em Direito pela UFMG e Pós-graduado em Gestão de Pessoas pela FDC.

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Resumo:

O que motiva muitos casais a romperem o laço afetivo que os une?

Texto enviado ao JurisWay em 01/10/2007.



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Por que é tão comum vermos casais se separarem atualmente, num crescimento vertiginoso em relação ao que se observava décadas atrás? Será que o sentimento de afeto ficou em segundo plano, ou as pessoas hoje simplesmente escolhem mal seus parceiros? Analisando bem o quadro podemos tirar algumas conclusões interessantes.

 

A Lei de Divórcios apareceu em 1977. Até então as hipóteses que permitiam a uma pessoa se casar novamente eram bastante específicas. Desta forma, mesmo considerando a desigualdade existente entre homens e mulheres, havia uma necessidade de se batalhar mais pelo relacionamento. Com a edição da Lei 11.441/07, um casal pode conseguir um divórcio sem precisar sequer recorrer ao judiciário. Logo, o aparecimento de entraves naturais à vida em comum, muitas vezes, desestimula o casal a resolver suas diferenças, preferindo-se sempre a saída mais cômoda que é a separação.

 

De fato, o início de um relacionamento é sempre agradável a ambas as partes. Contudo, com o passar do tempo, os defeitos e dificuldades aparecem. E quando isso é colocado lado a lado com uma nova oportunidade é sempre difícil optar pelo caminho mais árduo: o diálogo. O sonho de encontrar o par perfeito, construído dentro de um contexto de felicidade efêmera, acaba por minar o estímulo das discussões. Desde que aconteçam de forma equilibrada, as conversas entre o casal servem para construir os alicerces de uma relação estável. Aceitar as qualidades é muito fácil. Difícil mesmo é aceitar a pessoa como ela é, ao mesmo tempo que se conciliam estas diferenças, tornando a vida em comum possível.

 

Mas claro que a liberdade de não se ver preso a uma escolha é uma evolução. O problema está na forma como esta prerrogativa é encarada: ela deveria ser opção, e não regra!

 

Há algum tempo, vemos o crescimento do número de relações efêmeras. Isso é reflexo desta tendência de maximizarmos os benefícios em relação a um relacionamento duradouro, cheio de dificuldades e discussões. Aproveitar a noite de maneira descompromissada traz exatamente a satisfação do ego e a despreocupação de qualquer conseqüência. É possível assim se envolver com uma pessoa atraente e não temer a frustração que esta pessoa poderia trazer. Na sociedade atual, com tudo acontecendo tão depressa, a busca pelo prazer ganha um caráter de catarse, uma fuga da rotina exaustiva sem a preocupação de gerar ou criar qualquer expectativa.

 

O aspecto negativo é justamente a sensação que fica impregnada na mentalidade do indivíduo. É como se esse prazer puro e aparentemente tranqüilo substituísse os benefícios de uma relação saudável. O fato de não haver discussão, descoberta, amadurecimento, faz com que se busque a satisfação do ego com felicidade rápida e imediata. Então, por esse raciocínio, um momento conturbado na vida conjugal poderia ser amenizado por uma traição esporádica, apenas como forma de aliviar a tensão. O mesmo ocorre quando há o rompimento do vínculo amoroso: muitos optam por projetar no sucesso que fazem numa noite o vazio subseqüente ao término. A quantidade de parceiros e parceiras aumenta a auto-estima, mas quando exagerado, transmite a impressão de se ser tão bom a ponto de merecer o melhor disponível.

 

O orgulho é o maior óbice à felicidade recíproca. O sentimento de possessividade surge da idéia errônea de que devemos incorporar toda a felicidade da pessoa que está conosco. Como se os sonhos dele(a) se limitassem à figura de quem escolheram para viver juntos, e que esta pessoa não possa ter defeitos. A insegurança resulta de nossa imposição pela fidelidade, quando, na verdade, o pensamento deveria se ocupar sobre como cada um deva fazer a sua parte, garantindo assim a fidelidade de corpo e alma pelo sentimento, e não pela convenção social. Enquanto o orgulho for nosso limite de até onde iremos pela pessoa amada, assim o será para ela também. E quando este quadro se instaurar, ambos sairão perdendo.

 

É importante frisar que orgulho não é sinônimo de amor próprio. Queremos amar e ser amados, da mesma forma que amamos a nós mesmos. A questão é evitar o radicalismo e estabelecer as prioridades certas. Nem todos se sentem à vontade de viver sem medo de sofrerem posteriormente. A diferença(diversidade) entre as pessoas é uma grande dádiva: respeitá-las é o melhor meio de construir um alicerce seguro para uma vida em comum!

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