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SÍNDROME DE GUILLAIN BARRÉ


Autoria:

Everson Alexandre De Assumpção


EVERSON ASSUMPÇÃO Doutorando em Direito pela Universidad Argentina J.F.Kennedy Estudante regular do curso preparatório para o Doutorado UBA- Universidad de Buenos Aires Mestrando em Direito da Seguridade Social pela OISS/Madrid/Espanha em parceria com a Universidad de Alcalá Arbitro em Direito registrado na Ordem da Justiça Arbitral no Brasil sob nº OJAB/0744 Conciliador formado pelo Conselho de Justiça Federal Especialista em Direito Previdenciário pela ESMAFE/RS Especialista em Direito Previdenciário pela UCAM/RJ Especialista em Direito Penal e Processual Penal Pós Graduando em Direito Civil Pós Graduando em Direito Processual Civil Pós Graduando em Direito de Família Pós Graduando em Direito e Processo do Trabalho Pós Graduando em Filosofia e Sociologia Pós Graduando em Psicologia Jurídica Bacharel em Direito/UCS Diretor da Aposenti Gerente do Grupo de debates sobre Direito Previdenciário no Linkedin

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Resumo:

RELAÇÃO DAS DOENÇAS AUTOIMUNE E SUA INCIDÊNCIA DE TRANSTORNO DE HUMOR/DEPRESSÃO/SÍNDROME DE GUILLAIN BARRÉ

Texto enviado ao JurisWay em 10/11/2018.

Última edição/atualização em 16/11/2018.



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RELAÇÃO DAS DOENÇAS AUTOIMUNE E SUA INCIDÊNCIA DE TRANSTORNO DE HUMOR/DEPRESSÃO/SÍNDROME DE GUILLAIN BARRÉ

TRABALHO DE ESTUDO E PESQUISA/EVERSON ALEXANDRE DE ASSUMPÇÃO/PSICOLOGIA JURÍDICA/SÍNDROME DO GUILLAIN BARRÉ DOENÇA AUTOIMUNE PODE CAUSAR SEQUELAS FÍSICAS E PSICOLÓGICAS AO PACIENTE/ALTA INCIDÊNCIA DE TRANSTORNO DE HUMOR, COMO DEPRESSAO/RELAÇÃO COM ZIKA VÍRUS

Todos os DIREITOS referendados da obra bem como seus autores estão nas REFERÊNCIAS ABAIXO.

Síndrome de Guillain-Barré é uma DOENÇA AUTOIMUNE (1) inflamatória dos nervos e de suas porções próximas a suas origens junto a medula espinhal, caracterizada por quadro de fraqueza progressiva, podendo levar a insuficiência respiratória

(1  (1)   Doença autoimune eleva risco de transtornos de humor

Escrito por Redação Minha Vida em 24/11/2016

 

Estudo mostra que problema pode aumentar em até 62% a incidência dos distúrbios.

 O tratamento para uma doença autoimune - como lúpus e esclerose múltipla pode ser difícil, causando sequelas físicas e psicológicas ao paciente. Essa relação foi comprovada recentemente em um estudo desenvolvido pela Universidade de Aarhus, na Dinamarca, que mostra a alta incidência de transtornos de humor, como depressão, em pessoas com infecções graves e patologias autoimunes. Os resultados foram publicados dia 12 de junho do Journal of The American Association - Psychiatry.

O trabalho analisou um total de 3,56 milhões de pessoas nascidas entre 1945 e 1996. Elas foram acompanhadas entre os dias 1 de janeiro de 1977 e 31 de dezembro de 2010. Entre os participantes, foram notificadas 91.637 entradas hospitalares para transtornos de humor.

Os autores descobriram que uma visita no hospital por conta de doenças autoimunes aumentou o risco de um posterior diagnóstico de transtorno de humor em 45%. Além disso, qualquer histórico de hospitalização por infecção grave elevou a incidência de transtornos do humor no futuro em 62%. Os dois fatores de risco afetando o mesmo paciente aumentam ainda mais o risco. De acordo com o estudo, cerca de um terço (32%) dos participantes diagnosticados como tendo um transtorno de humor tinham um contato hospitalar anterior devido a uma infecção, ao passo que 5% tinham um contato anterior do hospital devido a uma doença autoimune.

De acordo com os cientistas, as respostas imunes causadas pelas doenças podem afetar o cérebro, elevando o risco para transtornos do humor. No entanto, são necessários mais estudos para comprovar uma relação de causa e efeito.

Entenda o que são doenças autoimunes

Uma doença autoimune é uma condição que ocorre quando o sistema imunológico ataca e destrói tecidos saudáveis do corpo por engano. Existem mais de 80 tipos diferentes de doenças autoimunes e nenhuma delas possui prevenção conhecida.

Causas

Normalmente, os leucócitos do sistema imunológico ajudam a proteger o corpo contra substâncias nocivas, produzindo anticorpos. Nos pacientes com doença autoimune, o sistema imunológico não consegue distinguir entre os tecidos saudáveis do corpo e os antígenos. O resultado é uma resposta imunológica que destrói os tecidos normais do corpo. A causa dessa incapacidade de distinguir entre os tecidos saudáveis do corpo e os antígenos é desconhecida. Os órgãos ou tecidos normalmente afetados pelas doenças autoimunes são: vasos sanguíneos, tecidos conjuntivos, glândulas endócrinas, articulações, músculos, glóbulos vermelhos e pele. Exemplos de doenças autoimunes são: dermatomiosite, tireoidite de Hashimoto, esclerose múltipla, artrite reumatoide, lúpus e diabetes tipo 1.

Sintomas

Os sintomas de uma doença autoimune variam conforme a doença e a localização da resposta imune anormal. Entre os sintomas que ocorrem frequentemente com doenças autoimune estão: cansaço, febre e mal-estar geral. Os sintomas das doenças autoimunes podem aparecer e desaparecer. Quando os sintomas pioram, chama-se de crise.

 

A Síndrome de Guillain Barré é uma das doenças causadas pelo Zika vírus, mas esta não é sua única causa. Ela pode ser caracterizada como problema neurológico que envolve os nervos periféricos das pernas e dos braços, normalmente secundário a uma infecção viral, bacteriana respiratória ou intestinal.

OUTROS ESTUDOS SOBRE DOENÇA AUTOIMUNE (2)

A Síndrome de Guillain-Barré é autoimune. O que isso significa?

Significa que o sistema nervoso é atacado pelo próprio organismo por meio de uma reação inflamatória. “Consideramos como uma falha na defesa imunológica”, diz a dra. Evelyn Esteves de Oliveira e Silva Dias, neurologista e membro da Academia Brasileira de Neurologia. “As células do nosso sistema de defesa começam a atacar os próprios nervos”, completa a dra. Ana Lucia Mello de Carvalho, neurocirurgiã do grupo Amil, responsável pelo grupo de Neuro-oncologia dos Hospitais de Servidor Público Estadual de São Paulo.

É uma doença rara?

Sim, a Síndrome de Guillain-Barré afeta apenas 1 a 4 em cada 100 mil habitantes.

Acomete algum grupo específico?

Não. “Ela pode atingir a todos os sexos e idades, sendo os mais velhos mais suscetíveis”,  afirma Dra. Ana Lucia. 

 

A doença está ligada ao Zika Vírus? E a outras doenças?

“Sim, o Zika pode ser um causador dessa síndrome, mas outras infecções virais e bacterianas também podem estar associadas, como Citomegalovírus, Epstein-Barr e algumas bactérias. Nestes vírus ou bactérias existem moléculas proteicas semelhantes a proteínas do nosso organismo e, ao produzirmos anticorpos para destruí-las, também danificamos os nervos – principalmente a destruição da capa de revestimento dos nervos, a chamada bainha de mielina. E é esse processo que faria com que os impulsos nervosos se propagassem mais lentamente ou mesmo deixassem de funcionar plenamente”, explica Dra. Ana Lucia.

Quais são os principais sintomas?

Segundo a Dra. Evelyn, geralmente fraqueza muscular e dormência são os primeiros sinais. “Os sintomas se iniciam nos membros inferiores e vão ascendendo, acometendo os dois lados do corpo. Mais tardiamente a doença atinge os músculos intercostal, do tronco, do pescoço. Pode causar perda dos reflexos e dormência. Nos casos mais graves pode levar à insuficiência respiratória”, afirma Ana Lucia.

A paralisia costuma acontecer depois de quanto tempo após os primeiros sintomas?

“A doença pode evoluir de 24 a 72 horas depois do início dos sintomas e é aconselhável a hospitalização”, afirma Ana Lucia. “A paralisia pode ter rápida evolução e tornar-se mais grave em três semanas, em média”, completa a Dra. Evelyn.

Essa paralisia pode ser revertida?

Segundo a Dra. Evelyn, sim, se o diagnóstico for rápido. E a dra. Ana Lucia complementa: “Nos estágios iniciais podemos utilizar tratamentos que removam ou bloqueiem a ação destes anticorpos reduzindo ou diminuindo a gravidade e a duração dos sintomas”.

Como são feitos os tratamentos?

“Podemos realizar a plasmaférese, que consiste em retirar grandes quantidades do plasma do paciente, bombeá-lo em uma máquina que remove os anticorpos e, depois, devolvê-lo ao organismo. Também podemos utilizar altas dose de imunoglobulina para tentar bloquear os anticorpos que causam a inflamação. Os outros tratamentos visam a prevenção de complicações – no caso de insuficiência respiratória, pode ser necessário um ventilador mecânico, anticoagulantes para prevenção de tromboses, tubos para alimentação se os músculos da deglutição estiverem comprometidos, além do suporte da fisioterapia”, lista a dra. Ana Lucia.

Quanto tempo leva o processo de recuperação?

“Em média, oito semanas”, afirma Dra. Evelyn. Mas tudo depende da reação de cada organismo.

 Há risco de morte?

“Sim, o óbito pode ocorrer em casos extremos”, diz Dra. Ana Lucia. O mais comum é quando a síndrome acomete os músculos respiratórios, impedindo o paciente de respirar. Mas o índice de mortalidade da doença é considerado baixo, perto de 5%. O importante é obter o diagnóstico rápido e logo iniciar o tratamento.

RELAÇÃO ENTRE A SÍNDROME DO GUILLAIN BARRÉ E O ZIKA VÍRUS

A doença está ligada ao Zika Vírus? E a outras doenças?

“Sim, o Zika pode ser um causador dessa síndrome, mas outras infecções virais e bacterianas também podem estar associadas, como Citomegalovírus, Epstein-Barr e algumas bactérias. Nestes vírus ou bactérias existem moléculas proteicas semelhantes a proteínas do nosso organismo e, ao produzirmos anticorpos para destruí-las, também danificamos os nervos – principalmente a destruição da capa de revestimento dos nervos, a chamada bainha de mielina. E é esse processo que faria com que os impulsos nervosos se propagassem mais lentamente ou mesmo deixassem de funcionar plenamente”, explica Dra. Ana Lucia.

(2)  https://mdemulher.abril.com.br/saude/entenda-a-sindrome-de-guillain-barre-a-doenca-da-rochelle-de-segundo-sol/

RELAÇÃO DA SÍNDROME DO GUILLAIN-BARRÉ O O ZIKA VÍRUS (3)

A epidemia mundial de infecção pelo Zika vírus vem preocupando, principalmente as gestantes, por causa do risco de terem bebês com microcefalia. Porém existe também uma outra preocupação relacionda com essa infecção: a possibilidade de que o vírus da Zika produza a chamada síndrome de Guillain-Barré. Essa é uma forma rara de paralisia aguda que pode levar um quarto das pessoas afetadas a precisarem de aparelhos até para respirar.

A síndrome de Guillain-Barré é uma inflamação grave nos nervos do paciente. Essa inflamação é provocada por uma reação autoimune da pessoa, ou seja, o paciente começa a produzir anticorpos que atacam os seus próprios nervos. A síndrome impede que os nervos transmitam bem seus sinais do cérebro para os músculos, e isso leva a formigamentos, fraqueza, dificuldade de andar, ou a paralisia dos membros e dos músculos da respiração. Não se sabe a causa exata da síndrome, mas ela está relacionada com infeções bacterianas e virais, como a influenza, pneumonias, HIV, e mais recentemente foi ligada também ao vírus da Zika.

A recuperação demora várias semanas ou meses e muitas vezes é incompleta. É necessário tratamento imediato para evitar a progressão rápida da doença. Ainda assim, cerca de 25% dos afetados precisam de ajuda de respiradores, 10% ficam incapacitados para sempre e 5% morrem.

A Cochrane já realizou algumas revisões sistemáticas da literatura sobre as opções de tratamento para as pessoas afetadas pela síndrome de Guillain-Barré. O Centro Cochrane do Brasil, em linha com as preocupações nacionais sobre o Zika vírus, acaba de traduzir três desses resumos.

O que funciona e o que não funciona

Uma das revisões, publicada em 2012, fala do tratamento com corticoides. Por serem anti-inflamatórios potentes, os corticoides deveriam, em teoria, reduzir os danos aos nervos, provocados pela síndrome de Guillain-Barré. Porém não funcionam nos casos de Guillain-Barré. Não se sabe por quê, os corticoides não conseguiram retardar a progressão da doença, e ainda por cima aumentaram o risco dos pacientes de desenvolver diabetes. Veja aqui o resumo dessa revisão sistemática.

Outra revisão, publicada no mesmo ano, abordou a substituição do plasma do sangue da pessoa afetada. O plasma é a parte líquida do sangue e essa substituição, feita por uma máquina, se chama plasmaférese. O objetivo da troca de plasma é eliminar da circulação esses autoanticorpos que a pessoa criou e injetar de volta no corpo dela um plasma limpo. A plasmaférese funciona para a síndrome de Guillain-Barré: ela ajuda a acelerar a recuperação dos pacientes e não causa efeitos colaterais graves. Veja aqui o resumo dessa revisão sistemática.

A terceira revisão sistemática abordou outros tratamentos (que não os corticoides e a plasmaférese), e verificou que faltam estudos consistentes sobre a filtração do fluido cérebro-espinhal, sobre um fator de crescimento de nervos, sobre uma erva medicinal chinesa que tem sido investigada para a síndrome e sobre o interferon beta-1a, uma droga que é benéfica para a esclerose múltipla. Não se pode ainda dizer se funcionam ou não. Veja aqui o resumo dessa revisão sistemática.

(3 (3) https://brazil.cochrane.org/news/tratamento-da-s%C3%ADndrome-de-guillain-barr%C3%A9-paralisia-aguda-ainda-um-desafio

Os resumos dessas revisões estão disponíveis em: 

Corticoide: http://onlinelibrary.wiley.com/wol1/doi/10.1002/14651858.CD001446.pub4/abstract<

Plasmaférese:http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/14651858.CD001798.pub2/full 

Outros tratamentos: http://onlinelibrary.wiley.com/wol1/doi/10.1002/14651858.CD008630.pub3/abstract 

 

OUTROS TIPOS DA DOENÇA DA SÍNDROME DE GUILLAIN – BARRÉ  (4)

Antigamente, acreditava-se que a Síndrome de Guillain-Barré era uma doença de um tipo só. Agora sabe-se que ela pode ocorrer de diversas formas, como:

Polirradiculoneuropatia Desmielinizante Inflamatória Aguda (AIDP)

É o tipo mais comum nos Estados Unidos. O sinal mais comum dessa forma da doença é a fraqueza muscular que começa na parte inferior do seu corpo e se espalha para cima.

Síndrome de Miller Fisher (MFS)

Aqui, a paralisia começa nos olhos. A MFS também está associada ao caminhar instável e ocorre em cerca de 5% dos pacientes com a Síndrome de Guillain-Barré. É mais comum na Ásia do que em qualquer outro lugar no mundo.

Neuropatia Motora Axonal Aguda

É um dos tipos menos comuns, afetando mais jovens e adultos, ela é mais frequentes na China, no Japão e também no México. Esse tipo de neuropatia é caracterizada por atacar os nódulos de ranvier dos nervos motores.

Neuropatia Motora-sensorial Axonal Aguda

É um dos tipos menos comuns, afeta principalmente adultos, ela é mais frequentes na China, no Japão e também no México. É semelhante a neuropatia motora axonal aguda, atingindo os nervos sensoriais e as raízes dos nervos. Neste caso, a recuperação é mais lenta.

 

Causas

As causas da doença ainda é muito estudada dentro da medicina, contudo em 2015 o Ministério da Saúde confirmou que a infecção pelo Zika Vírus pode provocar também à Síndrome de Guillain-barré. No Brasil, a ocorrência de síndromes neurológicas relacionadas ao vírus Zika foi confirmada após investigações da Universidade Federal de Pernambuco, a partir da identificação do vírus em amostra de seis pacientes com sintomas neurológicos com histórico de doença exantemática. Deste total, quatro foram confirmadas com doença de Guillain-barré.

Na síndrome de Guillain-Barré, o sistema imunológico de uma pessoa, que é responsável pela defesa do corpo contra organismos invasores, começa a atacar os próprios nervos, danificando-os gravemente.

O dano nervoso provocado pela doença provoca formigamento, fraqueza muscular e até mesmo paralisia. A síndrome de Guillain-Barré costuma afetar mais frequentemente o revestimento do nervo (chamado de bainha de mielina). Essa lesão é chamada de desmielinização e faz com que os sinais nervosos se propaguem mais lentamente. O dano a outras partes do nervo pode fazer com que este deixe de funcionar completamente.

OUTROS VÍRUS E BACTÉRIAS CAUSADORES DA DOENÇA

Outros vírus e bactérias associados ao Guillain-Barré são o Campylobacter jejuni, Citomegalovírus, vírus Epstein-Barr, vírus Varicella-zoster. O mecanismo autoimune que leva esta doença a destruir os nervos periféricos após uma infecção é conhecido de "mimetismo molecular", ou seja, existem pequenas partículas protéicas nestes vírus e/ou bactérias que são semelhantes a proteínas do nosso organismo e, ao produzir anticorpos, nosso corpo acaba destruindo tanto os vírus/bactérias, como os nervos periféricos das pernas e braços.

Fatores de risco

A síndrome de Guillain-Barré pode afetar todos os grupos etários. Pessoas inseridas dentro de determinados grupos podem estar sob maior risco do que outras, especialmente pessoas do sexo masculino e adultos mais velhos. Além disso, a síndrome pode ser desencadeada por:

         Mais comumente, por uma infecção com a Campylobacter, um tipo de bactéria frequentemente encontrada em aves mal cozidas

         Vírus Influenza

         Vírus de Epstein-Barr

         HIV, o vírus da Aids

         Pneumonia

         Cirurgia

         Linfoma de Hodgkin

         Raramente, vacinas da gripe ou a vacinação infantil.

Sintomas de Síndrome de Guillain-Barré

Os sintomas típicos da Síndrome de Guillain-Barré incluem:

         Perda de reflexos em braços e pernas

         Hipotensão ou baixo controle da pressão arterial

         Em casos brandos, pode haver fraqueza em vez de paralisia

         Pode começar nos braços e nas pernas ao mesmo tempo

         Pode piorar em 24 a 72 horas

         Pode ocorrer somente nos nervos da cabeça

         Pode começar nos braços e descer para as pernas

         Pode começar nos pés e nas pernas e subir para os braços e a cabeça

         Dormência

         Alterações da sensibilidade

         Sensibilidade ou dor muscular (pode ser cãibra)

         Movimentos descoordenados

Outros sintomas podem ser:

         Visão turva

         Descoordenação e quedas

         Dificuldade para mover os músculos do rosto

         Contrações musculares

         Palpitações (sentir os batimentos cardíacos)

Os sintomas da Síndrome de Guillain-Barré podem piorar rapidamente. Os sintomas mais graves podem demorar apenas algumas horas para aparecer, mas a fraqueza que aumenta ao longo de vários dias é normal.

A fraqueza muscular ou a paralisia afeta os dois lados do corpo. Na maioria dos casos, a fraqueza começa nas pernas e depois se propaga para os braços. Isso é chamado de paralisia ascendente.

Os pacientes podem notar formigamento, dor nos pés ou nas mãos e descoordenação. Se a inflamação afetar os nervos do diafragma e do peito, e se houver fraqueza nesses músculos, a pessoa poderá necessitar de assistência respiratória.

Buscando ajuda médica

Alguns sintomas são emergenciais. Isso quer dizer que, se você senti-los, você deve procurar ajuda médica imediata. São eles:

         Respiração interrompida temporariamente

         Não conseguir respirar profundamente

         Dificuldade para respirar

         Dificuldade para engolir

         Babar

         Desmaios

         Sentir vertigem ao se levantar

         Perda de movimentos.

A Síndrome de Guillain-Barré pode ser difícil de diagnosticar em seus estágios iniciais. Os sinais e sintomas são semelhantes aos de outras desordens neurológicas e eles podem variar de pessoa para pessoa.

Seu médico provavelmente começará seu diagnóstico fazendo perguntas sobre seu histórico clínico. Um histórico de fraqueza muscular crescente e paralisia pode ser um sinal da síndrome de Guillain-Barré, principalmente se houve uma doença recente.

Um exame médico pode mostrar fraqueza muscular e problemas nas funções involuntárias (autonômicas) do corpo, como pressão arterial e frequência cardíaca. O exame também pode mostrar se os reflexos, como os do joelho, estão diminuídos ou ausentes.

Pode haver sinais de diminuição da respiração causada por paralisia dos músculos respiratórios.

 Tratamento de Síndrome de Guillain-Barré

Não existe cura para a síndrome de Guillain-Barré. Entretanto, há muitos tratamentos disponíveis para ajudar a reduzir os sintomas, tratar as possíveis complicações e acelerar a recuperação do paciente.

Quando os sintomas são graves, a hospitalização será recomendada para dar continuidade a um tipo de tratamento mais específico, que pode incluir aparelhos de respiração artificial.

Nos estágios iniciais da doença, tratamentos que removam ou bloqueiem a ação dos anticorpos que estão atacando as células nervosas podem reduzir a gravidade e a duração dos sintomas da Síndrome de Guillain-Barré.

Um desses métodos é chamado de plasmaferese e é usado para remover os anticorpos do sangue. O processo envolve extrair sangue do corpo, geralmente do braço, bombeá-lo a uma máquina que remove anticorpos e depois enviá-lo novamente ao corpo.

Outro método é bloquear os anticorpos usando altas doses de imunoglobulina. Nesse caso, as imunoglobulinas são adicionadas ao sangue em grandes quantidades, bloqueando os anticorpos que causam a inflamação.

Pessoas com Síndrome de Guillain-Barré precisam de ajuda física e terapia antes e durante a recuperação. Os cuidados podem incluir:

         Movimento dos braços e pernas pelos profissionais de saúde antes da recuperação, para ajudar a manter os músculos flexíveis e fortes

         Fisioterapia durante a recuperação para ajudá-lo a lidar com a fadiga e recuperar a força e o movimento adequado. Em alguns casos pode ser indicado a fisioterapia neurofuncional

         Treinar com dispositivos adaptativos, como uma cadeira de rodas ou suspensórios, para oferecer habilidades de mobilidade e autocuidado.

Medicamentos para Síndrome de Guillain-Barré

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

 

Síndrome de Guillain-Barré tem cura?

A recuperação pode demorar semanas, meses ou anos, mas não existe cura para a síndrome de Guillain-Barré. A maioria das pessoas sobrevive e se recupera completamente. Os sintomas de fraqueza podem persistir em algumas pessoas por muitos anos mesmo com tratamento.

É mais provável que o prognóstico do paciente seja muito bom se os sintomas desaparecerem dentro de três semanas do início da doença.

Complicações possíveis

Se não for tratada, a síndrome pode evoluir algumas complicações de saúde graves:

         Dificuldade para respirar (insuficiência respiratória)

         Contraturas das articulações ou outras deformidades

         Trombose venosa profunda (coágulos sanguíneos que se formam quando alguém está inativo ou confinado a uma cama)

         Maior risco de infecções

         Pressão arterial baixa ou instável

         Paralisia permanente

         Pneumonia

         Lesões na pele (úlceras)

         Aspiração de alimentos ou líquidos para dentro do pulmão

Existe alguma relação entre vacinação e a Síndrome de Guillain-Barré?

A vacinação estimula o sistema imunológico e pode, raramente, desencadear a Síndrome de Guillain-Barré. Portanto, não há contraindicação para qualquer forma de vacinação.

Após os primeiros sinais e sintomas, a doença tende a agravar-se progressivamente para cerca de duas semanas. Os sintomas atingem seu ápice em aproximadamente quatro semanas.

A recuperação começa logo depois, geralmente com duração de seis meses a um ano, embora para algumas pessoas possa demorar até três anos.

Entre os adultos que se recuperam da síndrome de Guillain-Barré:

         Aproximadamente 80% podem andar independentemente seis meses depois do diagnóstico

         Cerca de 60% recuperam totalmente a força motora um ano após o diagnóstico

         Cerca de 5 a 10% têm uma recuperação muito atrasada e incompleta.

As crianças, que raramente desenvolvem síndrome de Guillain-Barré, geralmente se recuperam mais completamente do que os adultos.

Prevenção

Não existe prevenção específica para a doença, entretanto a prevenção de infecções como a gripe, dengue e zika pode ajudar a reduzir a chance de apresentar a Síndrome de Guillain-Barré.

(4)  https://www.minhavida.com.br/saude/temas/sindrome-de-guillain-barre

 

REFERÊNCIAS:

Ministério da Saúde. Disponível em: http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2014/abril/03/pcdt-sindrome-guillain-barre-livro-2009.pdf

Mayo Clinic. Disponível em: https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/guillain-barre-syndrome/symptoms-causes/syc-20362793

Manual MSD - Versão Saúde para a família. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-cerebrais,-da-medula-espinal-e-dos-nervos/doen%C3%A7as-dos-nervos-perif%C3%A9ricos/s%C3%ADndrome-de-guillain-barr%C3%A9

National Institute of Neurological of Disorders and Stroke. Disponível em: https://www.ninds.nih.gov/Disorders/Patient-Caregiver-Education/Fact-Sheets/Guillain-Barr%C3%A9-Syndrome-Fact-Sheet

Centers for Disease Control and Prevention. Disponível em: https://www.cdc.gov/zika/healtheffects/gbs-qa.html

https://www.minhavida.com.br/saude/temas/sindrome-de-guillain-barre

https://brazil.cochrane.org/news/tratamento-da-s%C3%ADndrome-de-guillain-barr%C3%A9-paralisia-aguda-ainda-um-desafio

https://mdemulher.abril.com.br/saude/entenda-a-sindrome-de-guillain-barre-a-doenca-da-rochelle-de-segundo-sol/

Responsável pelo estudo e pesquisa.

Everson Alexandre de Assumpção

Lattes/cnpq.br (A Plataforma Lattes é uma plataforma virtual criada e mantida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K8500587P6

 

 

 

 

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