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O mal estar da civilização


Autoria:

Wallinson Pereira Martins


Eu sou Wallinson Pereira Martins,estou no 10º semestre curso de direto Faculdade Anhanguera Taboão da Serra

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Resumo:

O Mal estar da civilização uma opinião de Sigmud freud relatando a sociedade.

Texto enviado ao JurisWay em 18/02/2018.



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Anarquia Cristã

Resenha- Mal estar da civilização
Sigmund Freud
Existem certos homens que não contam a admiração de seus comtemporanêos, embora a grandeza deles repouse em atributos e realizações completamente estranhos aos objetivos e aos ideais da multidão.Entre cartas de Freud e um amigo em concomitância que trata a religião como sendo uma ilusão e concordavam interamente com esse juízo. Na luz que me coube ao entendimento de dois uni-se em apenas um.
“Isso equivale a dizer que se trata do sentimento de um vínculo indissolúvel, de ser uno com o mundo externo como um todo".Posso observar que para mim, isso parece, antes, algo da natureza de uma percepção intelectual,que, na verdade pode vir acompanhada de um tom de sentimento.Segundo minha própria experiência, não consegui convencer-me da natureza primária desse sentimento; isso, porém, não me dá o direito de negar que ele de fato ocorra em outras pessoas.O ego nos aparece como algo autônomo e unitário, distintamente demarcado de tudo mais, contra todas as provas de seus sentidos, um homem que se ache enamorado declara que “eu” e “tu” são um só e está preparado pra se conduzir como se isso constituisse um fato.Aquilo que pode ser temporariamente eliminado por uma função fisiológica.Ha casos em que partes do próprio corpo de uma pessoa, inclusive partes de sua própria vida mental_suas percepções , pensamentos e sentimentos_, lhe parecem estranhas e como não pertencentes a seu ego; há outros casos em que a pessoa atribui ao mundo externo coisas que claramente se originam em seu próprio ego e que por este deveriam ser reconhecidas.Desse modo, dá-se o primeiro no sentido da introdução do principio da realidade,que deve dominar o desenvolvimento futuro.
Wer Wisseusahaft und Kunst besitzt auch religio;
Wer jene beide nicht besitzt der, habe religio:
Esses dois versos, por um a lado traçam uma antítese entre a religião e as duas mais altas realizações do homem, e , por outro, asseveram que com relação ao seu valor na vida, essas realizações e a religião podem representar-se ou substituir-se mutuamente.Se também nos dispusermos a privar o homem comum e que não possui nem ciência nem arte] de sua religião é claro que não teremos de nosso lado a autoridade do poeta.

Voltarie tinha os derivativos em mente quando terminou Candido com o conselho para cultivarmos nosso proprio jardim.As satisfações substitutivas tal como as oferidas pela arte, são ilusões, em contraste com a realidade.

Assim nossas possiblidades de felicidade sempre são restringidas por nossa própria constituição.

Aqui, a meta da satiosfação não é, de modo algum, abandonada mas garante-se uma certa proteção contra o sofrimento no sentido de que a não satisfação não é tão penosamente sentida no caso dos instintos mantidos sob dependência ver se os instintos disinibidos.As pessoas receptivas á influência da arte não lhe podem atribuir um valor demais como fonte de prazer e consolação na vida.A religião restringe esse jogo de escolha e adaptação, desde que impõe igualmente a todos o seu próprio caminho para aquisição da felicidade e da proteção contra o sofrimento;Sua técnica consiste em depreciar o valor da vida e deformar e quando do mundo real de maneira delirante_criando a própria loucura, a causa de muitas desgraças pressupondo uma intimidação da inteligência.Na verdade, não nos surpreende a ideia de estabelecer o emprego do sabão como padrão real de civilização.Isso é igualmente verdadeiro quanto a ordem.A ordem é uma espécie de compulsão a ser repetida,compulsão que, ao se estabelecer um regulamento de uma vez por todas, decide quando, onde e como uma coisa será efetuada e isso de tal maneira que, em todas as circunstâncias semelhantes, a hesitação e as indecisão nos são poupadas.Os benefícios da ordem são incontestáveis.

A vida humana em comum só se torna possível quando se reúne uma maioria mais forte do que qualquer indivíduo isolado e que permanece unida contra todos os indivíduos isolados.O poder dessa comunidade é então estabelecido como “ direito” em oposição ao poder do indivíduo, condenado como “ força bruta”.

O curso ulterior do desenvolvimento cultural parece tender no sentido de tornar a lei não mais expressão da vontade de uma pequena comunidade. O resultado final seria um estatuto legal para todos.

A liberdade do indivíduo não constitui um dom da civilização .Ela foi maior antes da existência de qualquer civilização, muito embora, é verdade, naquele então não possuisse, na maior parte, valor já que dificilmente o indivíduo se achava em posição de defendê-la.

São francisco de Assis tenha sido quem mais longe foi na utilização do amor para beneficiar um sentimento interno de felicidade.

Ela merecerá meu amor, se for de tal modo semelhante a mim, em aspectos importantes, que eu possa amar nela; merecê-lo á também, se for de tal modo mais perfeita do que eu, que nela eu possa amar meu ideal de meu próprio eu.Terei ainda de amá-la, se for o filho de meu amigo, já que o sofrimento que sentiria se algum dano lhe ocorresse seria meu sofrimento também_ eu teria de partilha-lo.O mandamento ideal de amar o próximo como a ti mesmo mandamento que é realmente justificado pelo fato de nada mais ir tão fortemente contra a natureza original do homem.Apóstolo Paulo postulou o amor universal entre os homens como fundamento de comunidade Cristã.

Quando, com toda justiça, consideramos falho o presente estado de nossa civilização, por atender de forma tão inadequada as exigências de um plano de vida que nos torne felizes e por permitir a existência de tanto sofrimento, que provalvelmente poderia ser evitado; quando, com crítica impiedosa,tentamos pôr a mostra as raizes de sua imperfeição estamos indubitalvelmente exercendo um direito justo, e não nos mostrando inimigos da civilização.Ninguém deseja que lhe lembrem como é difícil reconciliar a inegável existência do mal.

Nesse segundo estágio de desenvolvimento, a conciência apresenta uma pecularidade que se achava ausente do primeiro e que não é mais fácil de explicar, pois quanto mais virtuoso um homem é, mais severo e desconfiado é o seu comportamento de maneira que, em última análise, são precisamente as pessoas que levaram mais longe a santidade as que censuram da pior pecaminosidade.Far-se á imediatamente a objeção de que essas

dificuldades são artificiais, e dir-se-á que uma consciência mais estrita e mais vigilante constitui precisamente a marca distintiva de um homem moral.Conhecemos, assim, duas origens do sentimento de culpa : uma que surge do medo de uma autoridade, e outra posterior, que surge do medo do superego.Isso representa uma grande desvantagem econômica na constituição de um superego ou, como podemos dizer na formação de uma consciência.Toda renúncia ao instinto torna-se agora uma fonte dinâmica de consciência, e cada nova renúncia aumenta a severidade e a intolerância desta última.Pode-se afirmar que também a comunidade desenvolve um superego sob cuja influência se produz a evolução cultural.

Dentre outras objeções podem ser feitas contra as exigências éticas do superego cultural;Ele também não se preocupa de modo suficiente com os fatos da constituição mental dos seres humanos.Emite uma ordem e não pergunta se é possível as pessoas obedecê-las.Pelo contrario presume que o ego de um homem é psicologicamente capaz de tudo que lhe é exigido, que o ego desse homem dispõe de um dominio ilimitado sobre seu id.

Minha imparcialidade se torna mais fácil para mim na medida em que conheço muito pouco a respeito dessas coisas.

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