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MUDANÇA DE PARADIGMA


Autoria:

Caio Fernandes Nogueira


Advogado. Graduado em direito pela Faculdade Arthur Thomas de Londrina-PR (2015).

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Resumo:

Uma análise do paradigma na sociedade e suas alterações

Texto enviado ao JurisWay em 21/11/2013.

Última edição/atualização em 24/12/2016.



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O estudo jurídico a respeito mudança de paradigma vai desde os tempos antigos até a modernidade. Paradigma é um padrão ligado à cultura que influencia as ideias, ou seja, é a forma de ver o mundo, que se forma e se propaga com o passar do tempo e não pode ser modificado de uma hora para outra.

Assim, paradigma se fixa e se constrói com o tempo, pois se enraíza nas consciências, de tal modo que, para ser alterado é necessário de muita ambição movida por uma vontade da maioria influenciada por um desejo de transformação para alterar um quadro já acomodado.

Por isso que, paradigma é difícil de ser quebrado, pois a humanidade implanta uma percepção moral nas consciências de tal modo que permanece enquanto perdurar. Assim, paradigma é também um desenvolvimento cultural para a vida em sociedade, algo que já existe há mais de 1.000 anos antes de Cristo.

É difícil alterar um paradigma, ou seja, a forma de enxergar o mundo, pois mudança significa romper com o padrão estabelecido, sair de uma visão antiga para uma nova, iniciar um novo rumo na busca da melhor escolha. No entanto, a história tem nos apontado que difícil não denota impossibilidade, pois em vários momentos da trajetória da civilização houve sucessivas mudanças de paradigmas que muito influenciou a vida em sociedade.

Vale lembra que conquistas humanas são resultados de um esforço, de um sentimento de mudança, é neste sentido que se capta as liberdades, os direitos e as realizações.

Desse modo, ao analisar as transformações de cada período histórico da humanidade, percebe-se a mudança do pensamento marcado por fatos simbólicos e representativos que servem como um marco para o inicio de cada momento.

A Revolução Francesa de 1789 representou um desses marcos, pois foi a partir daí que se iniciou a efetivação do pensamento liberal, pois deixara de lado o aforismo teocrático e adoração ao rei que incluíra poderes absolutos, sendo que a partir deste passa a ser limitados.

A história tem nos mostrado que o poder político e econômico influencia o controle das ideias e as manifestações, de modo que, nem sempre o desejo da maioria vai de encontro a quem se assenta no poder.

Ao analisar que o homem já foi tratado como objeto, como animal, como escravo, isso representou uma normalidade no período que se apresentava, logo, sua abolição representou um novo caminho a ser seguido.

Um paradigma ruim deve ser excluído para não retornar mais, pois, caso contrário representaria um retrocesso no desenvolvimento da civilização. Algo que nem sempre foi assim, basta observar que em pleno século XX, em que se criou na Alemanha nazista de Hitler um paradigma totalitário, excludente, opressor, que representou uma violenta agressão a humanidade.

Isso significa que certos paradigmas precisam ser rompidos para o aprimoramento da civilização, e outros por serem atentatórios aos direitos fundamentais necessitam ser excluídos e não retornarem nunca mais, pois direitos essenciais se somam e não se reduz, caso contrário seria como uma derrota a certas conquistas que levam até anos para se concretizar.

Podemos citar que a conquista da mulher no espaço social e as conquistas afrodescendentes foram mudanças de paradigmas, assim a valoriza-se o ser humano como ser que deve ter sua dignidade preservada. Portanto, mudanças de paradigmas são essenciais para o avanço da sociedade.

 

Referência

ADEODATO, João Maurício. Filosofia do direito: uma crítica à verdade na ética e na ciência. 2. ed. rev. ampl. São Paulo: Saraiva, 2002.

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