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O temeroso e amado NÃO!?


Autoria:

Gustavo Rocha


Advogado Pós-Graduado Gerente jurídico por 4 anos Membro da comissão especial de Processo Eletrônico da OAB/RS Membro da comissão especial de Fiscalização e Ética Profissional da OAB/RS Membro da comissão permanente de Acesso a Justiça do Conselho Federal da OAB Implanta gestão e softwares jurídicos desde 1997 Sócio da Consultoria GustavoRochacom, inscrita no CRA/RS 003799/O Presta exclusivamente consultoria nas áreas de gestão, tecnologia, marketing jurídico e processo eletrônico. 10 anos de consultoria direcionada em escritórios e departamentos jurídicos no Brasil e Portugal Mais de 2000 artigos publicados no portal www.gustavorocha.com Canal no Youtube (gustavorochacom) com aulas, palestras e dicas práticas Palestrante e professor convidado de universidades e cursos de Pós-Graduação pelo país nas áreas de gestão, tecnologia, marketing jurídico e processo eletrônico Contato direto: gustavo@gustavorocha.com

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Resumo:

O temeroso e amado NÃO!?

Texto enviado ao JurisWay em 01/04/2019.

Última edição/atualização em 06/04/2019.



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Seja na vida pessoal, seja na vida profissional, a palavra [não] é por muitos amada, por outros odiada e por outros tantos indiferente, embora seja sabido que a palavra tem um teor forte, contundente e por demais necessário em nossa existência.

São 3 letras que nos remetem a nossa infância, educação, maturidade e refletem de maneira indissociável a nossa responsabilidade, compromisso, fidelidade e verdade profissional.

Na senda deste pensar, vejamos a postura de dois grandes pensadores sobre o tema:

Terrível palavra é um NON
Padre Antônio Vieira 


Terrível palavra é um non. 
Não tem direito, nem avesso; por qualquer lado que a tomeis, sempre soa e diz o mesmo. 
Lede-o do princípio para o fim, ou do fim para o princípio, sempre é non. 
Quando a vara de Moisés se converteu naquela serpente tão feroz, que fugia dela por que o não mordesse, disse-lhe Deus que a tomasse ao revés, e logo perdeu a figura, a ferocidade e a peçonha. 
O non não é assim: por qualquer parte que o tomeis, sempre é serpen­te, sempre morde, sempre fere, sempre leva o veneno consigo. 
Mata a esperança, que é o último remédio que deixou a natureza a todos os males. 
Não há corretivo que o modere, nem arte que o abrande, nem lisonja que o adoce. 
Por mais que confeiteis um não, sempre amarga; por mais que o enfeiteis, sempre é feio; por mais que o doureis, sempre é de feno.

Padre António Vieira. Sermão da terceira quarta-feira da Quaresma.

http://pedradaponte.blogspot.com/2013/04/terrivel-palavra-e-um-non.html

E o não que é quase um sim:


A Fatalidade do Não


A palavra de que eu gosto mais é não. Chega sempre um momento na nossa vida em que é necessário dizer não. O não é a única coisa efectivamente transformadora, que nega o status quo. Aquilo que é tende sempre a instalar-se, a beneficiar injustamente de um estatuto de autoridade. É o momento em que é necessário dizer não. A fatalidade do não – ou a nossa própria fatalidade – é que não há nenhum não que não se converta em sim. Ele é absorvido e temos que viver mais um tempo com o sim. 

José Saramago, in ‘Folha de S. Paulo (1991)’

Fonte: http://www.citador.pt/textos/a-fatalidade-do-nao-jose-de-sousa-saramago

Ao meu sentir, o não é palavra difícil, contudo necessária. Quando aprendemos a justa medida de dizer o não com propriedade, aprendemos a nos respeitar enquanto indivíduos e assim somos melhores colaboradores e líderes.

O não resume muito do que o mimimi de hoje traduz: Falta não em fases mais educadoras e depois aonde existe apenas o sim, o não se torna um peso, um fardo emocional quase intransponível de se lidar.

Daí é mais fácil fugir (seja outro emprego, outro relacionamento, outro país), do que enfrentar o não e suas consequências.

Não… 3 letras e tanto significado.

E pra você? O que o não representa na sua essência?

 

#FraternoAbraço

Gustavo Rocha
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