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Particularidades do conhecimento científico


Autoria:

Laiane Nunes


LAIANE NUNES. Curso Superior: 1 - História - U E G Universidade Estadual de Goiás. 2 - Direito - Universidade de Rio Verde - Campus Caiapônia - GO 3 - Pós - graduação : Políticas Públicas, Redes e Defesa de Direitos - Unopar. 4 - Pedagogia: INSTITUTO FEDERAL (GOIANO ) - IPORÁ - GO (cursando) "Minha doutrina é esta: se nós vemos coisas erradas ou crueldades, as quais temos o poder de evitar e nada fazemos, nós somos coniventes." Anna Sewell

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Resumo:

Peiramente, cabe salienta o que venha a ser conhecimento, assim de acordo com os ensinamentos de Platão (428 a.c a 347 a.c) a mesma incide em uma crença verdadeira e justificada, ou seja, é uma busca racional da verdade na essência do próprio homem.

Texto enviado ao JurisWay em 11/07/2017.

Última edição/atualização em 13/07/2017.



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PARTICULARIDADES DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO

[1] Laiane Nunes do Nascimento.

Acadêmica da Universidade de Rio Verde- Campus Caiapônia-Go

1 INTRODUÇÃO

Primeiramente, cabe salienta o que venha a ser conhecimento, assim de acordo com os ensinamentos de Platão (428 a.c a 347 a.c) a mesma incide em uma crença verdadeira e justificada, ou seja, é uma busca racional da verdade na essência do próprio homem.

Todavia é notório que durante o percurso de toda a existência humana, o homem aglomera diversos tipos de conhecimentos adquiridos através dos tempos, seja pela convivência com os outros semelhantes, sensações, imaginação, memória e até mesmo pela percepção. Entretanto esses conhecimentos podem ser considerados pilares essenciais para a sobrevivência e evolução humana. Nesse prisma vale mencionar os ensinamentos do escritor Aristóteles que em sua suma sabedoria pregou que o conhecimento só acontece quando descobrimos a causa e motivo dos fatos.

Assim sendo, para inúmeros estudiosos para gerar conhecimento é necessário a que venhamos objetivar a produção de hipóteses, modelos, e teorias, o que pode ser alcançado através da coletas de dados e informações sobre um determinado assunto.

Portanto, é observável que todo ser vivente, reconhece o mundo ao seu redor através dos sentidos. Dessa forma, muitos estudiosos defendem que o conhecimento em sua mais profunda essencial é resultado da percepção sensorial, configurado na apropriação física. Porém, existem aqueles que acreditam que o ser humano vai, além disto, pois o mesmo, pois produzem de forma coerente os seus conhecimentos através do raciocínio, que se expressa através da inteligência, verdades, princípios e leis.

Portanto, se percebe que a área do conhecimento é ampla destacando como seu fator primordial a sua diversidade de fontes, como por exemplo, filosófico, religioso e cientifico. Assim, neste contexto para melhor esclarecer alguns tipos de conhecimentos serão abordados alguns pontos considerados essenciais a compreensão deste trabalho.

 

2 PARTICULARIDADES DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO

Ao se analisar a respeito dos conhecimentos uns deles se destaca, sendo o mesmo conhecido como científico, o qual Mendes (2011, p.i) elucida que nasceu da necessidade do ser humano almejar saber mais do que lhe é concedido, ou seja, “[...] descobrir como as coisas funcionam ao invés de apenas aceitá-las passivamente”.

Assim, com esse tipo de conhecimento científico segundo Soares (2010, p.i) o ser humano passou a buscar entender os motivos de vários fenômenos naturais e com tal conhecimento passaram a conseguir interferir nos acontecimentos que ocorriam ao seu redor, no entanto esse conhecimento se usado incorretamente pode vir a gerar males incorrigíveis para todos, como por exemplo:

 

[...] a descoberta pela ciência da cura de uma moléstia que assola uma cidade inteira salvando várias pessoas da morte, mas também, destruir esta mesma cidade em um piscar de olhos com uma arma de destruição em massa criada com este mesmo conhecimento.

 

Porém, um fator importante relacionado ao conhecimento científico que merece ser analisado se configura na questão da investigação científica que para Mendes (2011) a mesma possui o seu inicio no momento em o homem descobre os conhecimentos existentes, originários, assim: “[...] originários querem do senso comum, quer do corpo de conhecimentos existentes na ciência, são insuficientes para explicar os problemas surgidos”. Dessa forma, é notório que surge uma grande necessidade de buscar soluções para os problemas existentes.

Portanto, ainda de acordo com Mendes (2011, p. i) neste cenário histórico é que nascem através dos desejos e anseios de repostas, métodos, teorias, leis, que procuram esclarecer as categorias que determinam a ocorrência dos fatos e dos fenômenos associados a um problema, sendo possível realizar prognósticos sobre esses acontecimentos e estabelecer um patamar de novos conhecimentos alicerçados na analise da realidade vivenciada. Assim, segundo ainda segunda autora “O método científico permite a construção conceitual de imagens da realidade que sejam verdadeiras e impessoais, passíveis de serem submetidas a testes de falseabilidade”.

 

3 CARACTERÍSTICAS DO CONHECIMENTO CIENTIFÍCO

Reconhecido pela classe de estudiosos, cientistas, filósofos e outras demais correntes, esta a característica da objetividade. Todavia neste prisma Soares (2010, p. i) esclarece que está característica esta configurada “[...] no sentido de que a ciência intenta afastar do seu domínio todo o elemento afetivo e subjetivo, deseja ser plenamente independente dos gostos e das tendências pessoais do sujeito que a elabora”.

Para Mendes (2010) esta característica pode ser chamada de intersubjetividade, isso devido ao fato de que ate a ciência recente, especificamente a física demonstrou a impossibilidade de separar de forma adequada o objeto do sujeito e de eliminar completamente o observador.

Assim, destaca também outra característica conhecida como a positividade, no sentido de uma plena adesão aos fatos e de uma incondicional submissão à inspeção do conhecimento. Todavia Mendes (2010, p. i) conceitua a positividade da seguinte forma:

 

O conceito de positividade como recurso à experiência e adesão aos fatos era ainda mais vago, e, nesse tempo, demasiado restrito, não só em Filosofia, como na própria ciência. Só recentemente, por obra de Einstein, a positividade da ciência se precisou na operatividade dos conceitos científicos, segundo a qual um conceito não tem direito de cidadania em ciência se não for definido mediante uma série de operações físicas, experiências e medidas ao menos idealmente possíveis. Tal precisão permite, por um lado, reconhecer claramente a não positividade de conceitos como o de espaço e de tempo absolutos e, por outro lado, admitir como positivos elementos não efetivamente experimentáveis.

 

Neste contexto, em relação à terceira característica, a mesma se configura na racionalidade, ou seja, a ciência moderna pode ser considerada extremamente racional. Sendo assim, Mendes (2010, p.i) elucida que a ciência pode ser definida como sendo:

 

[...] um esforço de racionalização do real; partindo de dados empíricos, através de sínteses cada vez mais vastas, o cientista esforça-se por abraçar todo o domínio dos fatos que conhece num sistema racional, no qual de poucos princípios simples e universais possam logicamente deduzir-se as leis experimentais mais particulares de campos à primeira vista aparentemente heterogêneos.

Entretanto, a última característica do conhecimento científico segundo Soares (2010) se configura na autonomia relativamente à Filosofia e à fé. Como é de conhecimento de muitos a ciência possui o seu cenário de estudos e pesquisas, ou seja, uma fonte independente de informações que é a Natureza. Porém, o fato da autonomia do conhecimento científico não faz com que a Filosofia não possa e não deva levar a termo uma indagação crítica sobre a natureza da ciência, seus métodos e princípios, ou seja, não significa dizer que os estudiosos e cientista não possam tirar vantagem do conhecimento reflexivo, filosófico e crítico da sua mesma atividade de cientista. Todavia, segundo os ensinamentos de Mendes (2011, p. i) chama atenção para o fato de que:

 

Mas em nenhum caso a ciência poderá dizer-se dependente de um sistema filosófico ou poderá encontrar numa tese filosófica uma barreira-limite que impeça a priori a aplicação livre e integral do seu método de pesquisa. E o mesmo se dirá no que respeita à fé: ela poderá constituir uma norma diretriz e prudencial para o cientista, enquanto homem e crente, nunca será uma norma positiva ou restritiva para a ciência enquanto tal.

 

Assim, neste prisma de analise do conhecimento é importante salientar a cerca da natureza do conhecimento científico apresentando seus fundamentos e objetivos. Portanto vejamos.

 

4 NATUREZA DO CONHECIMENTO CIENTIFÍCO

No que se refere à questão da natureza do conhecimento científico segundo Soares (2010) a mesma reside no fato de que “o ser humano conhece basicamente movido por duas necessidades intrínsecas: sobrevivência e evolução.

Nesse sentido no fato de necessidade de conhecer cria uma relação entre o sujeito e o objeto conhecido. Nessa caminhada em busca do conhecimento o sujeito apropria de certa forma, do objetivo configurado como conhecimento. Segundo Mendes (2011, p. i) essa apropriação em questão é física, como por exemplo: “a representação de uma onda luminosa, um som, o que acarreta numa modificação de um órgão corporal do sujeito, tem-se um conhecimento sensível”.

Portanto, por outro lado conforme Mendes (2011) se essa representação não é sensível, isto ocorre com realidades tais como conceitos, verdades, leis e princípios, tem-se então um conhecimento intelectual, como já mencionado anteriormente no contexto deste trabalho.

Assim é notório que o conhecimento concede numa dupla realidade, onde de um lado prevalece o sujeito, ou seja, o homem e do outro lado o objeto conhecido. Todavia segundo Soares (2010) este objeto conhecido às vezes pode fazer parte do homem que o conhece. “Pode-se conhecer a si mesmo, pode-se conhecer e pensar os seus pensamentos. Mas nem todo conhecimento é pensamento”. Dessa forma de acordo ainda com os ensinamentos do autor são pelo conhecimento que o homem adentra inúmeras esferas da realidade para dela tomar posse. A própria realidade apresenta níveis e estruturas diferentes em sua própria constituição.

Para Mendes (2011) o homem está em constante aprendizado em quatro esferas de conhecimento. Merecendo destaque o conhecimento empírico, conhecimento científico, conhecimento filosófico e conhecimento teológico.

Ainda de acordo com a autora é viável conceituar esses conhecimentos em questão. Destacando dessa forma primeiramente o Empírico, conhecido também como vulgar ou popular, configura no conhecimento do povo possui, adquirido obtido ao acaso, após inúmeras tentativas. Assim Mendes (2011, p. i) conceitua “São conhecimentos que os homens comuns, sem formação, adquirem através de experiências vividas ao acaso, sem método, nas experiências alheias e nas tradições da coletividade”. Este conhecimento diferencia do científico pela forma, modo ou o método e os instrumentos para adquirir o saber. Assim ainda fundamentando nos ensinamentos da autora o conhecimento científico demonstra caráter de autoridade, de respeitabilidade.

Todavia em relação ao conhecimento filosófico o mesmo distingue-se do cientifico segundo Soares (2010, p. i) pelo objeto de investigação e método. Porém, o autor elucida que o intuito da filosofia é formado de realidades mediatas, não perceptíveis pelos sentidos e por serem suprasensíveis ultrapassam a experiência (método racional). Entretanto, a reflexão é o fator primordial da filosofia conferindo a todos uma forma de analisar os fatores que ocorrem em nossas vidas e sociedades.

Já o conhecimento teológico ou Teologia Dogmática, ou ainda Teologia sobrenatural, segundo os preceitos preconizados por Mendes (2010, p.i) “é aquele conjunto de verdades a que os homens chegaram, não com o auxilio da inteligência, mas mediante a aceita; ao dos dados da revela; à divina, fé”.

 

5 CONEXÕES DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO

 

Todavia, o conhecimento Popular ou vulgar e muitas vezes o aclamado como sendo comum como também é chamado se distingue do conhecimento científico pela questão de seu modo ou o método e os instrumentos do conhecer. Nesse sentido Mendes (2011, p. i) elucida os seguintes dizeres:

 

Saber que determinada planta necessita de uma quantidade "X" de água e que, se não a receber de forma "natural", deve ser irrigada pode ser um conhecimento verdadeiro e comprovável, mas, nem por isso, científico. Para que isso ocorra, é necessário ir mais além: conhecer a natureza dos vegetais, sua composição, seu ciclo de desenvolvimento e as particularidades que distinguem uma espécie de outra.

 Dessa forma, patenteiam-se dois aspectos: (podemos tirar as seguintes reflexões) a) A ciência não é o único caminho de acesso ao conhecimento e à verdade.

b) Um mesmo objeto ou fenômeno - uma planta, um mineral, uma comunidade ou as relações entre chefes e subordinados - pode ser matéria de observação tanto para o cientista quanto para o homem comum; o que leva um ao conhecimento científico e outro ao vulgar ou popular é a forma de observação.

 

Assim Soares (2010) chama a nossa atenção para a questão das características dessa modalidade de conhecimento. Entretanto destaca o bom senso e o saber como pilares norteadores desse conhecimento popular. Dessa forma, vejamos os seus dizeres: 

 

Se o "bom senso", apesar de sua aspiração à racionalidade e objetivo, só consegue atingir essa condição de forma muito limitada, pode-se dizer que o conhecimento vulgar, popular, é o modo comum, corrente e espontâneo de conhecer, que se adquire no trato direto com as coisas e os seres humanos.

 

Diante do exposto conclui que o conhecimento científico é o conhecimento racional, sistemático, exato e verificável da realidade. Todavia sua origem encontra inserida nos procedimentos de verificação alicerçada no procedimento científico. Sendo assim, é viável entender este conhecimento especifico como racional, transcende aos fatos, é analítico, comunicável, fundamentado em leis, útil e aberto a novos conhecimentos. Dessa forma, buscou-se demonstrar questões importantes inseridas em nosso ordenamento jurídico brasileiro recentemente. Almeja-se ter saciado as expectativas dos intelectuais em analisar com mais intensidade a vasta seara do direito. Desde já agradeço as críticas construtivas vindouras e principalmente a professora Lisle que com tanta paciência e carinho me guiou pelo caminho do conhecimento.

 

 

 

 

 

 

 

 

REFERÊNCIAS

CORREA, Wilson. Os diversos tipos de conhecimentos 2010. Disponível em:<http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/FILOSOFIA/Artigos/diversos_tipos_conhecimento.pdf.>. Acesso em 20/05/2016.

 

 

SOARES, José Joaquim. Tipos de Conhecimento Humano. 2010. Disponível em: www.jjsoares.com/media/download/Tipos_de_Conhecimento_Humano_novo.doc.>. Acesso em 21/05/2016.

 

 

MENDES, Naliny Dourad. Tipos de Conhecimento 2011. Disponível em;< http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAE5sAK/tipos-conhecimentos016>.Acesso em 21/05/2016

 

 

ZORDAN, Maria Salete, BARROSO, Alberto Leão de Lemos; CABRAL, Cleides Antônio. Normas e padrões para elaboração de trabalhos acadêmicos. FESURV - Universidade de Rio Verde. Rio Verde-GO. 59 p. 2005. Disponível em:

teca/norm_pad_elab_trab_acad.pdf>. Acesso em: 15/04/2016.

 

 

 

 



[1] Laiane Nunes do Nascimento. Acadêmica da Universidade de Rio Verde-Campus Caiapônia-GO.

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