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O fiscal do exame da OAB


Autoria:

Lucio Correa Cassilla


Advogado graduado pela PUC/MG com mobilidade na Universidade de Coimbra, especialista em Ciências Criminais, doutorando em Direito pela UMSA/Argentina e Pedagogo. Sócio do escritório CRC Sociedade de Advogados. www.crcadv.com.br

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Resumo:

trata o texto de depoimento do fiscal do exame da oab durante a prova

Texto enviado ao JurisWay em 18/09/2014.

Última edição/atualização em 24/09/2014.



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O FISCAL NO EXAME DA ORDEM DOS ADVOGADOS

A presença do fiscal é quase altruísta, solidária a instituição, considerado o valor que pagam ao advogado para atuar na fiscalização da prova da ordem.

Das inúmeras vezes que atuei, sempre o dia foi contemplado com céu azul e sol reluzente e quente, tornando o domingo propício a inúmeras coisas, que nada teriam relação com o calor e a tensão de uma sala de aula, onde se estão fazendo prova de tamanha complexidade.

De certo que a maior tensão atinge os candidatos, trajando em sua maioria roupas leves, tênis, camiseta, calça jeans, com a mesa repleta de líquidos para hidratar, chocolates balas e guloseimas diversas, que fazem barulho infernal ao serem desembalados. Por outro lado o fiscal advogado, no seu domingo ensolarado, traja terno, gravata e sapato.

O fiscal chega 3 horas e 30 minutos antes do início da prova e sai meia hora após as 5 horas de duração do exame.

Fato interessante a ser citado é a inter relação com o princípio da relatividade, quanto ao tempo de prova. 5 horas para o examinando, que está concentrado na prova, por vezes, é pouquíssimo tempo para elaboração das respostas e passa “voando”. Entretanto, para o fiscal, 5 horas em pé ou sentado olhando atento para os inúmeros examinados a sua frente, sem qualquer oportunidade para ocupar o tempo que passa é uma eternidade.

Fico observando as diversas reações dos presentes, única fonte permitida de distração. Sentados ali estão pessoas pelas quais estou torcendo para que as questões sejam dentro dos temas que estudaram, para que saibam como vencer nervosismo e ansiedade, para que sejam competentes profissionais e valorizem a classe dos advogados.

Fico feliz com um sorriso de satisfação ou gestos de vitória ou agradecimento, quando o candidato lê a questão e identifica a resposta. Fico chateado com rostos cansados, bocas tortas e olhares perdidos daqueles que não encontram o caminho para a solução do problema. Já me deparei até com lágrimas escorrendo pela sensação de derrota durante a prova.

Acredito que o ápice da desgraça para o fiscal seja a necessidade de ter de tomar a prova de algum candidato. Felizmente, nunca tive o desprazer de retirar a prova de um candidato colante, mas por vezes retirei a prova por término do tempo para finalização da mesma. O concurso é sui generis, já que todos podem ser classificados. O único concorrente é si próprio. O candidato contra ele mesmo.

Rezar é bom, assistir aulas é bom, mas estudar com afinco é imprescindível. Entretanto, na hora da prova, apenas rezar é o que resta aos despreparados. Mal sabem os candidatos que os questionamentos da prova, nem perto chegam das dificuldades do dia a dia de um advogado.

Sempre espero que as coceiras na cabeça, a falta de posição na cadeira, a testa franzida e as mãos suadas transformem-se em boas respostas no exame e bons advogados no mercado.

 

Lúcio Corrêa Cassilla

Advogado e pedagogo

Sócio da CRC Sociedade de Advogados

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Comentários e Opiniões

1) Marcelo (21/02/2016 às 10:42:14) IP: 179.212.90.132
Parabéns pelo comentário.


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