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Independência? Ou morte?


Autoria:

Jeter Cantuária Carneiro Filho


Advogado militante na seara do contencioso cível desde o ano de 2007, com foco em causas envolvendo responsabilidade civil. Atualmente pós graduando em direito público.

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Resumo:

Dada a proximidade das eleições e do feriado do 07 de setembro, é pertinente refletirmos sobre nossa independência. Vamos pensar antes de votar.

Texto enviado ao JurisWay em 03/09/2014.

Última edição/atualização em 05/09/2014.



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Saudações do Carneiro, meu povo!!! Dada a proximidade do feriado de 07 de setembro (para os que não sabem, proclamação da independência), vejo como sendo importante alguns breves comentários a respeito de nossa autonomia enquanto nação.

Aliás, falemos, pois, não só da independência de nosso gigante tupiniquim (não tão independente assim), mas de independência como conceito.

Para quem não sabe, nossa independência teve um preço. Isso mesmo. O nosso impávido colosso PAGOU pela bravata do Pedrão às margens do Ipiranga (que àquele tempo era um riacho, mas concordo que a pintura do Pedro Américo é sensacional e muito mais inspiradora).

Pois é. É engraçado demais olhar aquele quadro, o pessoal todo lá, cavalgando belos corcéis, cores vivas, enfim, um espetáculo da bravura e democracia da terra brasilis.

Mas a coisa não foi bem assim. Houve um acordo para pagamento de uma soma IMENSA aos amigos de trás dos montes e adivinhem quem bancou a brincadeira??? Mr. John!!! Isso aí, a Inglaterra!!!

Mas puxa vida, o que tem demais em pagarmos por algo tão valioso quanto a independência de uma nação? Na verdade, vamos reformular a pergunta: a independência de uma nação INTEIRA tem um preço? Nesse caso teve. 02 milhões de libras esterlinas. Em valores de hoje, isso somaria aproximadamente R$5.500.000,00. Obviamente que àquela época essa quantia seria algo muito mais significativo. Mas não é esse o mérito da questão.

O ponto aqui e hoje é a questão que não quer calar: somos MESMO independentes?

Digo que não.

Coisas como dívida externa, dívida interna (essa sim é o terror), mercado consumidor, superávit primário, balança comercial, taxa de juros e tudo mais que ouvimos falar ou que lemos nos cadernos de economia por aí atrelam o nosso florão da América a muitos outros países. E atrelam de um jeito que não nos é agradável.

A independência nominal do nosso país (muito embora nos ensinem em muitos lugares que somos dotados de soberania e tudo mais) não condiz com a realidade fática que atravessamos.

A despeito de contarmos com viabilidade relativa à produção em escala maciça no setor primário, não incentivamos esse campo econômico.

Além disso, nossas linhas de produção industrial, principalmente no que diz respeito aos eletro-eletrônicos foram subjugadas pelos donos da muralha.

Na aldeia global, não estamos perto de sermos o cacique e, muito embora sejamos um índio forte e corpulento, fazemos questão de mantermo-nos sob jugo de alguns pajés dotados do conhecimento necessário sobre o misticismo econômico.

Assim, com um olhar um pouco mais atento e menos alegórico sobre a nossa independência, notamos que não somos assim tão independentes como fora proclamado pelo Pedrão e tampouco a nossa situação se encaixa no verbete, como é fácil notar:

Independência

s. f.

1. Estado de não se achar sob domínio ou influência estranha.

2. Autonomia.

3. Caráter de independente.

4. [Botânica: Arbusto euforbiáceo (símbolo, em 1822, da independência do Brasil).

Pois é. Sob influência ou domínio estranho (não estranho como o que não se conhece, mas estranho como o estrangeiro) eu creio que não estamos, afinal, o monte de 'Maicons', 'Washingtons', 'Johnnies' e afins que vemos por aí, em contraste com nossos Josés e Marias, bem como o fato de dizermos sempre coisinhas como 'be your best' ou 'just do it', nos leva a crer que estamos livres disso (#ironia, p/ quem não captou de primeira).

A autonomia eu vejo muito clara no pessoal da área de vendas que é dono do próprio nariz e, se vender ganha e se não vender não ganha. E só.

O caráter independente, que me perdoem os meus amigos são-paulinos, é o caráter de reiteradamente se lembrar que são donos de 03 títulos mundiais enquanto que de uns tempos para cá a coisa não anda tão legal assim como nos idos de 1992 enquanto a Copa Toyota brilhava nas mãos do Raí.

Quanto à planta, me desculpem, mas eu só conheço aquelas que tenho na horta, especialmente um agriãozinho para acompanhar minha nova dieta de manutenção e sobrevivência hepática.

Portanto, pergunto, meus caros amigos, o que seria isso, esse contexto no qual estamos inseridos? Independência? Ou morte?

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