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O livro: O Crime do Restaurante Chinês de Boris Fausto


Autoria:

Fernanda Bueno Penha


Advogada e professora. Participante ativa de artigos científicos e projetos de pesquisa pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

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Resumo:

O livro: O Crime do Restaurante Chinês de Boris Fausto narra um assassinato, que abalou São Paulo em 1938, com repercussões nos anos seguintes, analisado o crime e nesse mesmo contexto histórico o Carnaval e a Copa do Mundo de Futebol.

Texto enviado ao JurisWay em 13/07/2011.



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     O livro: O Crime do Restaurante Chinês nos mostra uma visão ampla e contextualizada sobre o acontecimento que abalou e gerou intensa repercussão social na cidade de São Paulo no ano de 1938. Visto como uma verdadeira chacina, um crime hediondo, bárbaro , nórdido, horripilante, horrendo, o assassinato do casal chinês Ho-Fung e Maria Akiau e mais dois empregados do referido estabelecimento.

     Observado sob a ótica jurídico policial a investigação e acusação sofreram tamanha influência dos meios de comunicação que propiciaram o pré julgamento de Arias de Oliveira ,um negro jovem, ex empregado do restaurante chinês, demonstrando o racismo, a desigualdade socia e o descaso com a população imigrante, visto que Arias de Oliveira permanece, como expresso na obra, 4 anos a espera do julgamento ( observamos o preconceito racial e a falta de valorações morais,humanas, em detrimento da desorganização do sistema carcerário e a excessiva burocracia, enquanto que os direitos humanos são degradados dentro da prisão, desmotivando e fazendo pessoas infelizes, traumatizadas e marginalizadas as vezes injustamente). 

     A sentença penal  e a absolvição de Arias, com ênfase na falta de provas ressaltado pelo advogado de defesa. Em que predomina o sensacionalismo da televisão brasileira e demais meios de comunicação, prejudicando o andamento processual, analisando  a poderosa arma da imprensa, o seu poderio no papel de culpabilidade de determinados delitos comoventes e chocantes, que trazem a perplexidade generalizada, influenciando por conseguinte o Juri Popular;  tais argumentos bem destacados pelo ilustre advogado de defesa.

   Seguindo as características do perfil do infrator, do esteriótipo do delinquente , daquele que comete um ação desviante, temos como reflexo a Escola Positivista ,tão mencionada na obra de Boris Fausto, que relata determinantes físicos e mentais do suposto assassino, e a interpretação indutiva- empírica, concreta, atentando as causas sociais, ao meio em que o indivídio está inserido.

   O desfecho se dá em relação a absolvição do negro Arias, um fato curioso trazido a nossa reflexão é o exposto por ter sido um assassinato de um casal chinês ,visto que estes imigrantes possuiam uma certa desqualificação,atitude preconceituosa da sociedade brasileira nesta época, inveja, ganância, mostrando- os como trabalhadores marginalizados, buscando melhores condições de vida na cidade de São Paulo, em citado período de grande revolta, conflitos mundiais e contextos amplos e diversificados ( Carnaval, Copa do Mundo, Segunda Guerra Mundial, a intensa migração de chineses, italianos, japoneses, nordestinos e nortistas para SP, o crescimento populacional, a urbanização e o Governo Getulista )  em que  a obra é narrada.

   A obra traz anseios , questionamentos, indagações a respeito se esta refere- se a um romance policial ou a um livro de história do Brasil. A confissão era uma prova de valor  absoluto ou relativo? Os aspectos psicológicos afetam o condicionamento racional até que ponto? Relacionando a análise antropopsiquiátrica que envolve um conjunto de fatores, estímulos ,reações, pertubações e a personalidade do indivíduo que interligam critérios de criminalidade, como por exemplo a onicofagia" hábito de roer unhas" como sendo uma predisposição de ansiedade, insegurança e cometimento de crimes pela constante instabilidade mostrada.

      Os positivistas defendiam a tese da extinção do Juri Popular, por falta de técnica, em que advogados talentosos possuem o poder de manipular o sentimentalismo dos jurados e a  não necessidade de fixação de um limite de idade para atribuição de responsabilidade, em que observamos a destreza e minuciosidade desta digníssima obra de Boris Fausto.

 

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