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COOPERAÇÃO E ASSISTÊNCIA INTERNACIONAL


Autoria:

Priscila Guimarães Matos Maceió


Estudante de Direito do quinto semestre da Faculdade Anhanguera de Brasília DF

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Resumo:

A importância da cooperação e assistência internacional. Aborda-se sobre os aspectos da globalização com a cooperação internacional. Trata-se do papel das organizações internacionais, dando ênfase às organizações intergovernamentais.

Texto enviado ao JurisWay em 05/06/2011.

Última edição/atualização em 07/06/2011.



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COOPERAÇÃO E ASSISTÊNCIA INTERNACIONAL

 

Priscila Guimarães Matos Maceió*

 

 

RESUMO

A importância da cooperação e assistência internacional. Aborda-se sobre os aspectos da globalização com a cooperação internacional. Trata-se do papel das organizações internacionais, dando ênfase às organizações intergovernamentais( OIG’s ) e não- governamentais ( ONG’s). Considera-se o envolvimento brasileiro na esfera das relações internacionais.

 

Palavras-chave: Globalização. Cooperação internacional. Organismos internacionais. Organizações intergovernamentais. Organizações não-governamentais.

 

1 INTRODUÇÃO

 

O presente trabalho trata da importância da cooperação internacional como uma alternativa, para que os países de primeiro mundo melhorem a infra-estrutura dos países de terceiro mundo ou em desenvolvimento. Sendo que esta cooperação ficou mais percebida pela sociedade com a chegada da globalização. Com a globalização ocorreu uma expansão da comunicação entre pessoas e o advento das tecnologias de informação e comunicação.

Enfoca-se ainda o papel das organizações internacionais na cooperação afim de coordenar os organismos nacionais se relacionando entre si para uma melhor interação com fins de cooperação.

Aborda-se os diferentes tipos de organismos internacionais tais como as Nações Unidas, organismos intergovernamentais e não-governamentais, destacando alguns destes organismos que estão envolvidos na Cooperação Internacional, a exemplo da UNESCO, FAO, FID, Banco Mundial e muitas outras.

____________________

*Acadêmica de Direito da Faculdade Anhanguera de Brasília

 

 

2 GLOBALIZAÇÃO

 

São as transformações mundiais devido a acelerada disponibilizarão dos meios técnicos e avanços tecnológicos ou, mais especificamente tecno-globalismo. Tal conceito diz respeito ao suposto caráter crescentemente internacional do processo de geração, transmissão e difusão das tecnologias.( MALDONATO, 1996).

    

É através da diferenciação de sistemas, canais, redes e organizações de tratamento e difusão de informações, os avanços tecnológicos permitem:

a) expansão sem precedentes dos contatos e de trocas de informações possíveis entre os agentes individuais e coletivos;

b) a rápida comunicação, processamento e armazenamento de informações;

c) a rápida transmissão de informações a custos decrescentes.

O termo “globalização” seja aplicado a coisas muito diferentes, do ponto de vista econômico, normalmente se refere ao processo de liberalização que aconteceu em todo o mundo a partir do final dos anos 70 e inicio 80. Devido a isso as pessoas obtiveram a livre iniciativa de atuar em outras áreas com a finalidade de aumentar a produtividade e gerar o bem-estar econômico.

Os novos formatos organizacionais da p&d (pesquisa e desenvolvimento) e sua localização para empresas mudaram, pois salientam-se aos aspectos associados às novas condições paradigmáticas (rápida mudança tecnológica, redução do ciclo de vida dos produtos, pressões competitivas etc) com motivo para sua realização (infra-estrutura cada vez mais sofisticada em termos de instalação e equipamento). E o essencial da p&d continua sendo desenvolvido no país de origem das empresas e quando se internacionaliza objetiva principalmente, a adaptação ao mercado local.

A idéia de um possível tecno-globalismo é interpretada como deslocamento dos sistemas nacionais de inovação tornando redundante qualquer tentativa por parte dos governos nacionais em promover o desenvolvimento tecnológico. O termo tecno-globalismo pressupõe o seu desdobramento em três dimensões distintas:

a) a exploração internacional de tecnologia;

b) a geração global de tecnologia;

c) colaboração tecnológica global.

 

 

2.1 Vantagens e Desvantagens da Globalização

a) nem toda atividade tecnológica das empresas é captada;

b) tais dados não providenciam informações adequadas sobre algumas áreas tecnológicas.

Existem dados disponíveis de forma sistematizada há vários anos, podendo ser divididos e classificados de modo detalhado, por empresas, tecnológicas, etc.

 

3  COOPERAÇÃO INTERNACIONAL

 

Conforme a Associação Brasileira de Cooperação, 2006: As primeiras iniciativas de cooperação se deram no fim da segunda guerra mundial, logo depois surgiu o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Pode-se definir cooperação como sendo um conjunto de atrações de caráter internacional orientada ao intercâmbio de experiências e recursos entre países para atingir metas comuns baseadas em critérios de solidariedade, igualdade, eficácia e interesse mútuo. Tendo com finalidades: erradicação da pobreza, desemprego, exclusão social etc.

 

4 ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS

 

São criadas com objetivo de coordenar as organizações nacionais relacionando-as entre si facilitando dessa maneira a cooperação internacional. Tendo como finalidade segundo (Neelameghan, 1999, p. 3):

                                                                                     

                   Facilitar a circulação de informação científica, tecnologia e de outros campos dos países desenvolvidas para os do terceiro mundo.

                   Reforçar a capacidade nacional e a única – estrutura dos países do terceiro mundo, permitindo-lhes negociar a aquisição de informações.

 

Conforme (Campello, 2000. p. 42). as organizações internacionais subdividem em diversas categorias por inúmeras agências como: alimentação (FAO), saúde (OMS), educação/cultura (UNESCO) e a IFLA que é um conjunto de associações que tratam das questões biblioteconômicas.

 

5 ORGANIZAÇÕES DAS NAÇÕES UNIDAS

 

São organizações autônomas, vinculadas a ONU mediante acordos especiais. Estas organizações proporcionam ajuda técnica e financeira aos países de terceiro mundo.

Aborda-se apenas a UNESCO, ONUDI, FAO, PNUMA e POPIN.

 

5.1 Organismos das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - UNESCO

A UNESCO é um organismo especializado do sistema das Nações Unidas. A UNESCO foi fundada em novembro de 1945 com o objetivo de contribuir para a paz e a segurança no mundo mediante a educação, a ciência, a cultura e as comunicações. Sua sede está localizada em Paris, França.

Sua missão é orientar os povos na gestão do desenvolvimento através dos recursos naturais e de valores culturais, aproveitando ao máximo a modernização, sem perder a identidade e diversidade cultural, tendo como prioridade a educação. Colabora com a formação de docentes e administradores educacionais e com construções de escolas e a adoção de equipamentos necessários para o seu funcionamento. Promovendo a livre circulação por meios por meios audiovisuais, apoiando a liberdade de imprensa e a independência, o pluralismo e a diversidade dos meios de informação.

Na área da ciência e tecnologia, promove pesquisa para orientar a exploração dos recursos naturais.

Áreas de atuação da UNESCO:

a) Tecnologia de Informação e Comunicação (TICs) para o desenvolvimento;

b) TICs para  a educação;

c) inclusão digital;

d) acesso a informação;

e) diversidade cultural e lingüística;

f) liberdade de imprensa.

Seu principal objetivo é reduzir o analfabetismo no mundo. Para tanto a UNESCO financia formação de professores e criação de escolas em regiões de refugiados.

Os projetos e as atividades da UNESCO são financiados com seu orçamento ordinário, contribuição dos seus membros ou extra-orçamentais. A execução dos projetos nacionais são objetos de uma solicitação do governo para serem aprovados em colaboração com as organizações locais competentes.

Em meados de 1995 foram criados os diversos mecanismos de cooperação, entre a UNESCO e as diversas associações internacionais de bibliotecas, arquivos e sistemas de informação, tais como:

a) Federação Internacional de Informação e Documentação - FID;

b) Federação Internacional de Associações de Bibliotecários e Bibliotecas -  IFLA;

c) Comitê Internacional para a Informação e Documentação em Ciências de Bibliotecas das Universidades Politécnicas – CIDSS;

d) Associação em Ciências de Bibliotecas das Unidades Politécnicas – Iatual;

e) Agencia Francófona para o Ensino superior e pesquisa – Aipelf-UREF,

f) entre outras OIGs e ONGs.

 

5.1.1 UNESCO no Brasil

O Brasil tem sido membro da UNESCO desde 1946, mas somente em 1964 foi aberto o escritório no Rio de Janeiro, mudando-se para Brasília em 1972. Hoje a UNESCO possui vários escritórios em diversas capitais brasileiras.

 

5.2 Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI)

ONUDI é uma agencia das Nações Unidas que ajuda países em desenvolvimento e países com economia em transição, a lutar contra a marginalização no mundo globalizado e acelerado do desenvolvimento industrial a nível mundial, regional e nacional.

Foi fundada em 1966, tornando-se uma agência especializada da ONU em 1985. Hoje possui 171 países membros, e sua sede encontra-se em Viena, na Áustria.

 

5.3 Organização para a Agricultura e Alimentação (FAO)

A FAO foi fundada em 16 de outubro de 1945 em Queloque (Canadá) sediada em Roma, tendo como objetivo elevar os níveis de nutrição e de desenvolvimento rural. Em 2000, tinha 181 membros.

Suas principais atividades são:

a) desenvolver assistência para países subdesenvolvidos;

b) informação sobre nutrição, comida, agricultura, florestamento e pesca;

c) aconselhamentos governos;

d) servir como fórum neutro para discutir e formular políticas nos principais assuntos relacionados à agricultura e alimentação.

 

5.4 Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA)

 

O PNUMA é uma entidade privada sem fins lucrativos, responsável por catalisar a ação internacional e nacional para a proteção do meio ambiente. Sua missão é promover parcerias no cuidado ao ambiente, encorajando, informando e capacitando nações e povos com a finalidade de aumentar a qualidade de vida sem comprometer a de futuras gerações.

A agência da PNUMA foi criada em 1972, tendo sua sede em Quênia, e em 2004 o PNUMA inaugurou seu escritório no Brasil.

 

5.5 Rede de Informação sobre População na Ásia e no Pacífico (POPIN)

A POPIN é a rede que integra a divisão de população, departamento de assuntos econômicos e sociais da ONU.

Foi fundada em 1979, tendo como objetivo: oferecer a comunidade internacional, informações sobre a população mundial, regional e nacional; principalmente as informações que estão disponíveis nas fontes da ONU.

 

5.6 Centro de Transferência Tecnológica para a Ásia e Pacifico (APCTT)

O APCTT tem como objetivo formar pessoal para a prestação de serviços de valor agregado às pequenas e médias empresas da região. Tendo sido criada nos anos 70, pela Comissão Econômica e Social das Nações Unidas para a Ásia e o Pacífico.

 

6 ORGANIZAÇÕES INTERGOVERNAMENTAIS (OIG’s)

 

Para Barnett; Finnemore (2001 apud Herz) as OIG’s são burocracias que apresentam duas fontes de poder: a legitimidade da autoridade racional-legal, baseada em procedimentos, regras e normas legais impessoais e racionais, e o controle sobre o conhecimento técnico e informação.

As OIG’s são, em geral, compostas por um corpo de representação ampla, responsável pelas tarefas administrativas e um corpo menor com representação mais restrita. As decisões dentro das organizações deveriam ser baseadas no consenso, todos os países deveriam ter poder de veto, com o Estado tendo autoridade em última instancia para decidir sobre questões domésticas e internacionais. O que acontece é que os países mais desenvolvidos é que tem poder e influencia sobre as organizações funcionais, controlam o processo decisório e a agenda de trabalho das organizações.

Aborda-se apenas o Banco Mundial e a Comissão Européia.

 

5.1 Banco Mundial

Criado em 1944, em Bretton Woods, Estado de Hampshire (EUA), inicialmente ajudou a reconstruir a Europa após a Segunda Guerra Mundial, ainda hoje investe no trabalho de reconstrução devido aos desastres naturais, emergências humanitárias e necessidades de reabilitação pós-conflitos, mas atualmente a principal meta do trabalho do Banco Mundial é a redução da pobreza no mundo em desenvolvimento.

O grupo do Banco Mundial é constituído por cinco instituições estreitamente relacionadas e sob uma única presidência:

a) Banco Internacional para Reconstrução e o Desenvolvimento (BIRD) – proporciona empréstimos e assistência para o desenvolvimento a países de rendas médias com bons antecedentes de crédito;

b) Associação Internacional de Desenvolvimento (AID) – proporciona empréstimos sem juros e outros serviços aos países mais pobres. A AID depende das contribuições de seus países membros mais ricos para levantar a maior parte dos seus recursos financeiros;

c) Corporação Financeira Internacional (IFC) – promove financiamentos de investimentos do setor privado e a prestação de assistência técnica e de assessoramento aos governos e empresas. Proporciona tanto empréstimos quanto participação acionária em negócios nos países em desenvolvimento;

d) Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (AMGI) – ajuda a estimular investimentos estrangeiros nos países em desenvolvimento por meio de garantias a investidores estrangeiros contra prejuízos causados por riscos não comerciais;

e) Centro Internacional para Arbitragem de Disputas sobre Investimentos (CIADI) – proporciona instalações para a resolução – mediante conciliação ou arbitragem – de disputas referentes a investimentos entre investidores estrangeiros e seus anfitriões.

O Banco Mundial é considerado a maior fonte mundial de assistência para o desenvolvimento, também ajuda os países a atrair e reter investimentos privados.

É formado por, aproximadamente, 184 países membros, dentre eles o Brasil desde 1946, apoiando o desenvolvimento social e econômico do país. O Banco Mundial tem estado presente, através de programas de gestão econômica, investimento no capital humano, desenvolvimento de áreas urbanas e rurais, construção de infra-estrutura e preservação dos recursos naturais, como também presta assistência no desenvolvimento de sistemas de informação.

 

6.2 Comissão Européia (CE)

“A Comissão Européia proporciona ajuda ao desenvolvimento de certas bibliotecas e infra-estrutura de informação nos países menos desenvolvidos da África, do Pacífico e do Caribe [...]” (NEELAMEGHAN, 1999, p.199)

A CE co-financia os projetos apresentados a ela, o beneficiário contribui com 30 a 50% do custo total do projeto, que é executado diretamente pelo beneficiário, podendo este delegar a execução a uma entidade terceira.

Entidades brasileiras interessadas devem encaminhar as propostas de projetos através da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) do Ministério das Relações Exteriores que analisará e apresentará as mesmas. A ABC tem como atribuição negociar, coordenar, implementar e acompanhar os programas e projetos brasileiros de cooperação técnica. O contato é feito através das ONG’s dos países membros da União Européia. Os beneficiários são normalmente entidades de direito público.

 

7 ORGANIZAÇÕES NÃO-GOVERNAMENTAIS (ONG’s)

 

No Brasil, a expressão ONG está relacionada a organizações que surgiram na década de 70 e 80, apoiando movimentos sociais e organizações populares e de base comunitária, com objetivos de promoção à cidadania, defesa de direitos e luta pela democracia política e social.

As ONG’s cumprem um papel ideológico importante ao assumirem responsabilidades que antes eram do Estado. De acordo com a legislação, as ONG’s são consideradas organizações privadas não-lucrativas.

A motivação de constituir uma ONG parte de uma coletividade que já atua ou deseja atuar na promoção de uma causa, com o objetivo de contribuir para a construção de um mundo mais justo, solidário e sustentável. Assim, ao constituir uma ONG, a missão deve expressar por que a organização existe, com clareza e coerência, e os fundadores devem ter compromisso com a causa e consciência do propósito de seus esforços.

A constituição jurídica de uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos é condição imprescindível para que possa agir legalmente em seu próprio nome.

Aborda-se apenas: FID, CIA e IFLA.

 

7.1 Federação Internacional de Informação e Documentação (FID)

Fundada em 1859, é a principal associação profissional internacional que agrupa as instituições e indivíduos que criam, produzem, estudam e utilizam produtos, sistemas e métodos de informação e estão direta ou indiretamente envolvidos na gestão da informação. (NEELAMEGHAM, 1999)

A informação significa poder para: melhorar a produtividade; aumentar as possibilidades de desenvolvimento e melhorar a qualidade de vida onde for possível; romper barreiras da ciência e da tecnologia; estimular estratégias educativas e a formação permanente.

“A FID tem atuado nestes anos todos demonstrando capacidade de flexibilidade para de adaptar ao tempo. É assim, um organismo dinâmico que reconhece ser a informação um recurso crítico necessário para todos os níveis da sociedade” (FIGUEIREDO, 1996, p.14)

Conta com membros de, aproximadamente, 93 países de todas as regiões do mundo. Estimula seus membros a participar das atividades que realiza que vai desde informação para a indústria até a pesquisa fundamental na informação ou do ensino e formação até a informação de meio ambiente.

 

7.2 Conselho Internacional de Arquivos (CIA)

Foi criado em 1948 e, estabeleceu-se definitivamente em 1950 com a realização do I Congresso Internacional de Arquivos, em Paris.

O CIA é uma organização profissional arquivística dedicada a promover a preservação, o desenvolvimento e o uso da herança arquivística mundial; é um organismo consultivo permanente integrado por profissionais de todo o mundo.

Conta com aproximadamente 190 países membros, trabalha com a colaboração da UNESCO, o Conselho da Europa e outros organismos internacionais.

Os objetivos do CIA são:

a) encorajar e suportar o desenvolvimento de arquivos em todos os países, em cooperação com outras organizações;

b) promover, organizar e coordenar o desenvolvimento de padrões e outras atividades no campo do gerenciamento de documentos e arquivos;

c) estabelecer e manter relações entre arquivistas de todos os países e instituições, profissionais e organizações públicas e privadas, especialmente através da troca de informações;

d) facilitar a interpretação e o uso dos arquivos fazendo seus conteúdos mais conhecidos e encorajando maior acesso a eles.

Os arquivos do CIA constituem a memória das nações e das sociedades, dá forma à sua identidade e é a base da sociedade da informação.

 

7.3 Federação Internacional de Associações de Bibliotecários e de Bibliotecas (IFLA)

Fundada em 1927, foi uma das primeiras ONG´s, sem fins lucrativos, a promover a causa dos bibliotecários.

Sua função básica é encorajar, patrocinar e promover a cooperação internacional, o debate e a investigação em todos os campos da atividade bibliotecária e compartilhar suas descobertas com a comunidade bibliotecária como um todo, para o maior bem da Biblioteconomia.

Conta com aproximadamente 144 países membros, mais procura contar com membros de todos os países, pois aspira falar com autoridade como voz global da profissão da profissão bibliotecária tendo alcance mundial.

A universalidade, a globalização e o status representativo determinam a estrutura e os programas profissionais da IFLA.

Oferece foro profissional a associações de bibliotecários, bibliotecas e associações de bibliotecas, qualquer que seja o tipo ou especialidade.

Tem como objetivo:

a) representar a biblioteconomia em questões de interesse internacional;

b) promover a formação permanente do pessoal de bibliotecas;

c) elaborar, atualizar e promover diretrizes de atuação para as bibliotecas.

Os programas básicos da IFLA: Desenvolvimento da Biblioteconomia (ALP), Preservação e Conservação (PAC), Disponibilidade Universal de Publicações (UAP), Controle Bibliográfico Universal e Marc Internacional (UBCIM), e Fluxo de Dados Universal e Telecomunicações (UDT).

 

8 ACORDOS BILATERAIS DE COOPERAÇÃO INTERNACIONAL

 

Segundo  Neelameghan,1999: Diversos países europeus [...]e os Estados Unidos, concedem ajudas bilaterais, por meios dos departamentos ministeriais e das ONG’s, no campo das bibliotecas e da informação[...].  Tais como:

 

8.1 África

O Board on Science and technology for international development ( BOSTID) programa que contou com a colaboração de pares no continente africano facilitando o planejamento e a execução deste  programa de introdução das tecnologias de informação na África.

American Association for the  Advancement of Science (AAAS) um programa de difusão de revistas que prossegue hoje como parte de  diversos programas que usa CD-ROM e tecnologias afins para o acesso as fontes primárias e secundárias de informação.

 

8.2 México    

O Fórum Tranfroteiriço de Bibliotecas  conta com a participação de bibliotecários do México e dos Estados Unidos com a intenção de criar programas de ligação eletrônica entre os centros de informação dos dois países.

 

8.3 Papua-Nova Guiné

Um acordo firmado entre as faculdades de ciências e tecnologia das universidades de Deakin , Victoria, Austrália e o departamento de Biblioteconomia e Ciência da Informação da universidade de Papua – Nova Guiné . sendo que a este último é proporcionado acesso on line  a cursos de aplicações tecnológicas.

 

8.4 Grã-Bretanha e Estados Unidos

Uma base de dados criada em colaboração com bibliotecários da Grã- Bretanha e dos Estados Unidos na Internet cujo o nome Watch ( Autores e donos de Direitos Autorais ), visa a proporcionar gratuitamente informações sobre a titularidade dos direitos autorais a todos os que tem acesso a internet.

 

8.5 A ajuda a Europa Central e Oriental

Com o conflito que houve na Bósnia vários recursos informacionais foram destruídos, necessitou-se de ajudas internacionais para a recuperação dos materiais perdidos o que levou algumas instituições internacionais a participarem de programas de recuperação de  materiais perdidos. Como a fundação Ford, Fundação Soros, Pew Charitable Trusts, Rockfeller’s Fund, a Fundação MacArrtur, Fundação Mott, Fundo Marshall e a Fundação Mellon, que presta ajuda a Hungria, Polônia, República Theca e Eslováquia.  Apóia a automatização das bibliotecas destes países.

 

8.6 Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos

Esta biblioteca começou um programa de pesquisa médica e links por correio eletrônico, CD- ROM, acesso a Medline.

 

8.7 PUB WATCH

Nasceu com a finalidade de promover a cooperação entre as indústrias de livros da Europa do Leste e da antiga União Soviética  onde organiza um boletim  trimestral, Pubwatch  update .

 

8.8 Patentes da Região dos Estados da Europa Central e Oriental (PRECES)

É um tipo de CD-ROM que utiliza tecnologia Jouve Patsoft e os dados são preparados pela empresa Arcanum Database.

 

8.9 Cooperação entre países europeus

O sistema VTLS beneficiou a informatização das grandes bibliotecas da Letônia. Em 1992, foi promulgada a lei de Bibliotecas Públicas da República da Estônia cujo o desenvolvimento se deu graças a ajuda dos paises nórdicos. Na Romênia diversos projetos e serviços das bibliotecas foram completados com a ajuda do British Coucil.

Em janeiro 1990 teve inicio um projeto com características de uma interface comum de recuperação de dados bibliográficos que satisfizessem as necessidades de bibliotecários especializados em aquisições, catalogadores, bibliotecários de referência e usuários finais.

O projeto sistema de informação sobre Literatura Gris na Europa surgiu com o propósito de melhorar o controle e o acesso a todos os temas que funcionam mediante cooperação de centros nacionais que ocupam da coleta de difusão de Literatura Gris.

Um projeto de recuperação e fornecimento de documentos eletrônicos em texto integral, no campo aeroespacial é iniciativa da biblioteca da Universidade de Cranfield, no Reino Unido e da Universidade Tecnológica de Delfi, na Holanda.

               

9 CONSEQÜÊNCIAS E LIMITAÇÕES DA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL

 

Ainda conforme (Neelameghan, 1999): as conseqüências de uma cooperação internacional se dá através dos esforços das ONG’s e das OIG’s tendo como principais limitações dentre outras: o analfabetismo e a precariedade no ensino nos países de terceiro mundo. 

                                                                                     

9.1 Tendências da Cooperação Internacional

Ainda de acordo com (Neelameghan, 1999): as tendências  da Cooperação internacional são as seguintes:

a) avanço das tecnologias de informação e comunicação;

b) assistência bilateral;

c) utilização das redes e infovias( internet);

d) uso do correio eletrônico.

 

10 CONCLUSÃO

 

Observou-se que o papel das organizações internacionais é de assistência e cooperação aos países em desenvolvimento, levando em consideração as mudanças mundiais ocorridas ao longo dos tempos. Com a globalização diminuíram as barreiras entre os países mais ricos e os mais pobres.

A ONU tem um importante papel na promoção da cooperação, gerando uma rede de órgãos, comissões e organizações internacionais na área econômica e social, bem como outras organizações como o Banco Mundial, a IFLA entre outros.

O Terceiro Setor, constituído por organizações sem fins lucrativos e não governamentais têm a cada dia crescido mais.

As organizações devem partilhar experiências, conhecimentos e informações para que possam realizar seus diferentes objetivos.

A universalização da informação é uma constatação, e o Brasil tem se destacado como um dos pontos de maior interesse no mundo das telecomunicações, tendo esta a internet como sendo o principal objetivo. Sabendo que a internet é uma das maiores fontes de disseminação da informação. Muitas organizações têm investido nessa área.

Mas, nem tudo são “flores”, pois as organizações nacionais estão se tornando transnacionais. A tendência é a cooperação internacional se transformar em um caso de atores não-governamentais. Esses atores vão competir por novas relações com os governos e planejarão uma nova conduta internacional. (BOX; ENGELHARD)

 

 

 

COOPERATION AND INTERNATIONAL ASSISTANCE

 

 

SUMMARY

 

The importance of the cooperation and international assistance. It is approached on the aspects of the globalization with the international cooperation. One is about the paper of the organizations international, giving to emphasis to the organizations intergovernmentals (OIG's) and not governmental (ONG's). The Brazilian involvement in the sphere of the international relations is considered.

 

Key-word: Globalization. international cooperation. Organisms international. Intergovernmentals organizations. Not-governmental organizations.

 

 

 

 

 

REFERÊNCIAS

 

ASSOCIAÇÃO Brasileira de Cooperação. Disponível em: http://www.abc.gov.br. Acesso em: 25 jul 2006.

 

BOX, Louk; ENGELHARD, Rutger. Transformações civilaterais internacionais: TCI no desenvolvimento da cooperação. Disponível em: http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/tecnologia/tec06.htm. Acesso em: 29 jul 2006.

 

CAMPELO, Bernadete Santos. Organizações como fonte de informação. In: _________. Fontes de informação para pesquisadores e profissionais. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2000.

 

FIGUEIREDO, Nice. Organização do conhecimento e sistemas de classificação. Brasília: MCT/ CNPq/ IBICT, 1996.

 

HERZ, Mônica. Cooperação internacional em ciência e tecnologia: presença do Brasil em órgãos internacionais. Disponível em: http://www.ceeg.org.br/cncti3/Documentos/Seminariosartigos/Presencainternacional/DraMonica%20Herz.doc. Acesso em: 29 jul 2006.

 

NEELAMEGHAN, Arashanipalai. Cooperação e assistência internacional. In.: A informação: tendências para o novo milênio. Brasília: IBICT, 1999.

 

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