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A CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL E A PEQUENA EMPRESA


Autoria:

Alaelson Cruz Dos Santos


Contador, Auditor, Professor Universitário, Palestrante e Instrutor de Cursos.Analista de Controle Externo do TCE/SE desde 07/1997. Coordenador de Controle Interno do TCE/SE de 03/2005 a 07/2007. Secretário de Finanças de Estância-SE desde 07/2013.

Telefone: 79 30221136


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Resumo:

Uma das palavras mais usadas hoje em dia é a palavra CRISE. Fala-se em crise de identidade, crise de abastecimento, crise no Oriente Médio, crise do petróleo, crise da segurança pública, crise dos 40 anos, etc.

Texto enviado ao JurisWay em 15/05/2010.



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A CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL E A PEQUENA EMPRESA
Alaelson Cruz dos Santos (*)
 
1 O QUE É CRISE?
Uma das palavras mais usadas hoje em dia é a palavra CRISE. Fala-se em crise de identidade, crise de abastecimento, crise no Oriente Médio, crise do petróleo, crise da segurança pública, crise dos 40 anos, etc. Além disso, todas as pessoas têm a sensação de que de vez em quando elas estão em crise. Mas, o que vem a ser uma crise?
O dicionário HOUAISS revela que a palavra crise vem do grego KRISIS, que significa ação ou faculdade de distinguir, ação de escolher, decidir, julgar. Esta concepção original nos mostra que na sua origem a palavra crise não apontava algo ruim, mas um momento especial, marcante.
Na língua chinesa a apalavra crise é ainda mais interessante. O ideograma chinês para "crise" é a combinação de dois símbolos. Um significando "perigo", o outro pode ser traduzido como "oportunidade". Abaixo, o ideograma chinês para CRISE:
O ideograma chinês para crise representa, ao mesmo tempo, risco (perigo) e oportunidade (solução). A parte superior representa perigo, risco. A parte inferior representa oportunidade.
Quase sempre os dois são colocados juntos para lembrar que nas crises estão também as oportunidades.
Assim, a equação pode ser: Crise = perigo + oportunidade.
Ou seja, CRISE significa um momento de riscos e ameaças, mas também podemos estar diante de uma grande oportunidade na vida. Aliás, a maioria das grandes oportunidades da vida vêm junto com uma crise, ou irá causar uma crise.
Uma outra coisa muito importante é que as crises revelam quem somos de verdade. No meio da crise as máscaras caem e mostramos a nossa verdadeira face.
O mais importante, porém, não é como nos metemos em crises. O mais importante é saber COMO DEVEMOS NOS COMPORTAR NAS CRISES E COMO SAIR DELAS.
 
2 O QUE É ESSA CRISE FINANCEIRA?
De repente, a crise financeira mundial é o assunto do momento. Fica difícil entender todos os acontecimentos que se seguem quando não entendemos o começo. De maneira simplificada, a crise começou assim:
         Nos Estados Unidos, o setor de imóveis estava indo muito bem. Tão bem que eles começaram a vender casa para todo mundo, inclusive para uma categoria da população que eles classificam como “subprime“. Os subprime são clientes que não têm como comprovar renda e oferecem maior risco de não pagar as prestações de suas casas. Mas tudo bem, o mercado estava tão aquecido que eles não estavam preocupados com isso.
         O excesso de oferta de casas para venda fez os preços caírem (na economia, tudo que tem muita oferta fica mais barato, enquanto o que é mais escasso é mais caro). Com os preços caindo, os “vendedores” aumentaram os juros, na tentativa de diminuir o prejuízo. Só que com o aumento dos juros, os “subprime” começaram a ter dificuldades para pagar suas prestações e boa parte ficou inadimplente. Quem havia investido dinheiro no mercado imobiliário esperando todo aquele dinheiro que os “subprime” deviam, tiveram um grande prejuízo e deixaram de investir, tanto em imóveis quanto em qualquer outra área.
         Com menos dinheiro (dos investimentos) circulando no mercado, os americanos compram menos e as empresas lucram menos. Tudo isso faz toda a economia esfriar. Vendo que os EUA estão com a economia fraca, os investidores do mundo inteiro ficam com medo de investir também e a economia de todo o mundo esfria.
         De maneira simplificada, esse foi o motivo que iniciou a crise financeira que também pode ser considerada a “crise do crédito”.
 
 
3 COMO DEVEM PROCEDER AS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS DIANTE DA CRISE
Diante da crise, pessoas e empresas têm que buscar saídas criativas e inovadoras que nem sempre são pensadas ou buscadas em tempos de afluência.
Em tempos de crise, empresas e pessoas empreendem mudanças que não teriam coragem de fazer em tempos comuns. A sensação clara de “mudar ou morrer” faz aumentar a coragem e a determinação para mudar.
Agora, pois, é hora de encontrar a coragem para fazer as mudanças que já sabíamos que deveriam ser feitas e outras, ainda mais ousadas, que a necessidade nos aponta como inadiáveis. Agora não é hora de protelar. É hora de agir. É hora de decidir. É hora de inovar com coragem, ousadia e muita responsabilidade para não fazer coisas das quais nos arrependeremos assim que a crise passar, pois, é claro e sabido que a crise passará.
E quando passar, as empresas que estiverem mais preparadas vencerão as que se deixaram debilitar demais pela crise. Assim, as empresas devem tomar decisões em tempos de crise, sempre se lembrando que elas passarão. Desmontar a empresa em tempos de crise pode impedir o seu sucesso num futuro pós-crise que poderá não estar tão distante quanto imaginamos no momento. Agora, é hora de muito equilíbrio nas decisões.
 
4 MEDIDAS PARA SOBREVIVER EM TEMPOS DE CRISE ECONÔMICA OU A QUALQUER MOMENTO
Nesses tempos de turbulência, manter o caixa no azul torna-se uma tarefa dificílima. Sanar os problemas financeiros exige disciplina. Atitudes básicas e severas para diminuir custos e aumentar a produtividade são bem-vindas. Mas uma pitada de ousadia evita cortes exagerados (e feridas abertas). É nas crises que surgem as melhores oportunidades de valorizar o potencial dos empregados e explorar novos mercados. O capitalismo se reinventa em momentos como o que vivemos agora. É nesses períodos que as empresas, atingidas ou não pela crise, devem aproveitar para se reestruturar.
  1. SEPARE AS CONTAS PESSOAIS: Misturar as finanças da pessoa física e da pessoa jurídica é um dos erros mais comuns de pequenos e médios empresários. Esse é também o primeiro passo para criar sérios problemas de caixa. Jamais use seu cheque especial ou cartão de crédito pessoal, que têm juros altos, para financiar as atividades do negócio.
  2. CONHEÇA OS CUSTOS: Para cortar gastos com eficácia, é fundamental saber exatamente quais são seus custos fixos e variáveis. Com a redução da atividade econômica, o faturamento costuma diminuir, mas muitas despesas continuam as mesmas. Só conhecendo os custos é possível saber onde e como cortar.
  3. CUIDE DOS CONTROLES GERENCIAIS: Após detalhar todos os custos, é preciso aprender a organizar planilhas de acompanhamento gerencial: contas a pagar, contas a receber, comissões sobre vendas, controle de estoque e fluxo de caixa. Assim, as decisões passam a ser mais consistentes, embasadas nos dados.
  4. PENSE ANTES DE DEMITIR: Além dos gastos trabalhistas, demissões geram despesas em um segundo momento, o de recontratar, e diminuem a confiança e a produtividade dos trabalhadores que ficam. Em vez de cortar o mais fácil, que está sob seu controle, procure agir em pontos de sua influência, como o aumento de vendas ou a negociação com fornecedores.
  5. BUSQUE NOVOS MERCADOS: Se o setor de atuação do seu negócio encolheu por causa da crise, é preciso buscar novos mercados para seus produtos e serviços. Caso a sua empresa ainda não tenha sentido os efeitos do menor ritmo econômico, antecipe-se e diversifique a clientela. Isso dará mais força para você crescer no futuro, passada a tormenta.
  6. JUNTE-SE AOS CONCORRENTES: Consultores são unânimes ao listar os benefícios do associativismo. Aliando-se a concorrentes, é possível fazer compras conjuntas e ganhar poder de barganha na negociação de preços e prazos de pagamento. Os empreendedores podem dividir também investimentos em consultorias, treinamentos, ações de marketing e visitas técnicas a centros de pesquisa.
  7. NEGOCIE COM FORNECEDORES: Lembre-se: a crise não atingiu somente a sua empresa. Não se intimide ao negociar prazos com seus fornecedores. Quem vende para pequenos empreendimentos também foi afetado e não quer perder clientes.
  8. FIQUE ATENTO À QUALIDADE: Um erro comum cometido na tentativa de cortar custos é substituir matérias-primas e insumos por outros de menor qualidade. Os clientes logo percebem a diferença. Como resultado, a empresa só perde novas vendas. Negociar com os fornecedores e comprar em parceria com outros empresários gera resultados melhores.
  9. REAVALIE AS DÍVIDAS: Analise todas as pendências financeiras da empresa e procure alternativas para reduzir as taxas de juros. O ideal é solicitar o refinanciamento com prazos maiores e prestações menores. Se conseguir alguma carência, melhor para o fluxo de caixa. Caso você ainda não tenha recorrido às instituições financeiras e precise de um reforço, procure as linhas de crédito que operam com recursos públicos, como o Proger e o Cartão BNDES. Como alternativa para salvar a empresa, talvez seja o momento de vender bens pessoais que geram custos mensais, como o carro ou a casa da praia.
 (*) Contador e Professor Universitário. Especialista em Gestão Empresarial pela FAPESE/UFS. Coordenador dos Cursos de Especialização (Pós-graduação Lato Sensu) em Auditoria e Perícia Contábil da UNIT, Auditoria Governamental da UNIT/TCE e Direito Público e Controle Externo  (TCE/ECOJAN/UNIT). Professor dos Cursos de Especialização (Pós-graduação Lato Sensu) em Auditoria e Perícia Contábil, Auditoria Governamental, Gestão Pública, Gestão Financeira, Finanças Empresariais e Controladoria, Gestão Estratégica e Qualidade e Direito Público e Controle Externo da UNIT. Palestrante e Instrutor de Cursos na Área Pública.
Contatos: alaelsoncruz@gmail.comhttp://alaelsoncruz.blogspot.com – (79) 9972-8886   8839-6294 
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