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CASAL E FAMÍLIA COMO PACIENTE


Autoria:

Abelardo Dantas Romero


ABELARDO DANTAS ROMERO - ADVOGADO - FORMADO NA FACULDADE AGES -PARIPIRANGA/BA.

Resumo:

O Livro Casal e Família como paciente da notável escritora Magdalena Ramos é um sintético importantíssimo para subsidiar os estudiosos da análise sobre como proceder a frente a situações que envolvem casais, tendo filhos ou não.

Texto enviado ao JurisWay em 04/03/2010.

Última edição/atualização em 07/03/2010.



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Magdalena Ramos - Nasceu em Buenos Aires, em 1939. Formou-se psicóloga em 1965, na Universidade Nacional de Buenos Aires. Em 1976, sentindo-se ameaçada pela repressão política em seu país, radicou-se no Brasil, juntamente com o marido e duas filhas.Foi ajudante da cadeira de Psicologia Clínica da Faculdade de Psicologia de Buenos Aires. No Brasil, construiu uma sólida carreira na área clínica. Em São Paulo, foi supervisora do Instituto da Família e professora do Instituto Sedes Sapientiae.  Seus trinta anos de ensino na PUC-SP e de atendimento em consultório, como terapeuta de casais e de família, resultaram em uma larga experiência nas relações humanas. Magdalena Ramos é autora do livro.

O Livro Casal e Família como pacientes de Magdalena Ramos é um compêndio importantíssimo para subsidiar os estudiosos da análise sobre como proceder a frente a situações corriqueiras que envolvem casais.Nele verificamos que a autora se municiou de informações necessárias a concretização do seu objetivo, que foi a confecção de um livro com perfil de grande obra, para ajudar as pessoas a se conscientizarem frente a problemas familiares.

 

Elaborado de forma bem didática, traz nos seus oito capítulos títulos de relevante importância na solução de lides entre pessoas que mantêm um relacionamento a dois, escolhido de livre vontade, num encontro breve ou duradouro, mas que por uma afinidade resolveram conviver e tentar fazer uma vida comum, onde um passa a ser o confidente do outro e com isto partilhar as alegrias ou tristezas que se fazem presentes na vida do casal.

 

O primeiro capítulo traz um tema bastante complexo, “RELAÇÃO CONJUGAL E RELAÇÃO ANALÍTICA”, uma vez que qualquer relação para que possa perdurar necessário se faz que um dos interessados abdique de valores ou vícios que traz consigo desde muito antes de construir a relação; ou simplesmente some valores a fim de que, no confronto dos mesmos, possa escolher os melhores e passe a fazer uso dos mesmos, para que um complemente o outro no que tange aos princípios que regem a relação interpessoal Só assim a relação se tornará duradoura, tendo, um e outro, o conhecimento da maneira de agir e preferências de cada um, as quais se revelam no cotidiano da vida em comum.

 

A união, o consenso e a superação são itens fundamentais para que a relação transcorra de forma tranqüila, na paz e com isto o respeito mútuo. Assim agindo, brigas e discórdias não ocorrerão, dispensando um ou outro de recorrer a um analista para se aconselhar ou buscar ajuda.  Às vezes tudo flui de forma serena, onde a paz reina no ambiente que os contem. Isto leva a relação a se tornar verdadeira e o casal a crescer nos seus sonhos. Outras vezes, o casamento se constitui num inferno, necessário, entretanto, à sobrevivência do casal. Até o diferente, aí, é sempre o mesmo. Trata-se também de uma prisão, em que ambos são vítimas e algozes. Esse tipo de vínculo é mais promissor, porque pode levar os personagens envolvidos a buscar ajuda para se libertar.

 

Esses deslizes que muitas vezes se tornam rotina podem se tornar macabros se não houver uma intervenção por parte de um analista e conforme o caso um acompanhamento constante de um profissional da área psico-analitica, até curar o mal que se estabelece na vida do casal. Vale ressaltar que à vontade dos dois em querer tal acompanhamento, é primordial para salvar a relação e trazer a tona, os momentos felizes do primeiro encontro,

 

O capítulo dois é marcado por um tema relevante, “SEGREDOS DE FAMÍLIA”, os quais devem existir. Tudo que se passa no ambiente familiar, deve ser restrito a ele. Desavenças ou brigas existem e elas vêm muitas vezes, para tornar a relação mais duradoura, pois, clareiam ou abre a mente de um ou de outro cônjuge para uma realidade desconhecida e que por sê-la, poderia está impedindo o crescimento da vida em comum.

 

Os segredos constituem uma parte indispensável da interação humana. Diferentemente da privacidade, que garante a independência do homem adulto, os segredos, além de complexos, com freqüência são problemáticos: Ciram percepções distorcidas e relacionamentos tensos. Na Terapia Familiar, a abordagem dos segredos é parte fundamental do árduo trabalho terapêutico.

 

Quando o relacionamento se torna tenso, os segredos passam a se tornar visíveis e muitas vezes em que o casal não busca ajuda, uma terceira pessoa aparece e viabiliza o encontro com um terapeuta e esse realiza um trabalho de fundamental importância na retomada da harmonia, pois induz um ou outro a refletir sobre a sua atitude e, sobretudo relativamente ao mal que uma atitude ruim pode causar a família. Os profissionais analistas que se envolvem com casais em lide, passam a conhecer os segredos de família. Estuda-os, analisam minuciosamente e oferecem um leque de abordagens para auxiliar as famílias a lidarem com segredos envolvendo a sexualidade, raça, violência, origem familiar, abuso de substâncias, doença e morte.

 

Esses profissionais são peritos em reverter quadros e trazer de volta a paz no relacionamento; pois, através de inúmeros exemplos clínicos, mostram como as famílias, inicialmente constrangidas pela necessidade de manter o segredo, podem obter maior força através da fraqueza.

 

Todos os capítulos são denominados de forma curiosa e despertam no leitor um interesse especial pelo tema e assim o faz preso as nuances do autor relativamente ao que quer passar, cujos escritos provêm de longos estudos e observações feitas em cenários diversos, os quais, contendo pessoas diversas, levam a riqueza de informações contidas na obra, objeto deste nosso trabalho, como acadêmico de direito e cumpridor da tarefa dada pelo nosso professor de psicologia

 

A ilusão de fusão na relação do casal é uma realidade. Essa ilusão se dá de forma espontânea, no afã de um ou de outro em querer construir, de imediato uma relação promissora. Mas, é muito difícil progredir de forma tranqüila, tendo em vista envolver pessoas, portanto, seres pensantes com opiniões próprias. Isto só acontece se houver abdicação de vontades e sentimentos, vícios e prazeres, adquiridos antes da relação de um ou de outro. Assim ocorrendo, cada um deve absolver valores do outro que somados aos seus, tornará ambos com capacidade de conviverem harmonicamente e construírem uma prole salutar.  Podemos aludir tudo isto ao que expressa o capitulo três,

 

Outro tema bastante conhecido da sociedade em geral, “FAMÍLIA EM LITÍGIOS”,  prescrito no capitulo quatro, é deveras atual e quase corriqueiro, uma vez que muitas famílias entram em atrito por coisas banais e isso cria um clima altamente comprometedor para cada pessoa que faz parte da mesma. É uma situação comumente verificada em família cujo inicio da vida a dois, não teve uma harmonização de interesses e assim prossegue ao longo da convivência sem chegar a um denominador comum frente aos objetivos pretendidos.

 

As relações saudáveis e criativas possibilitam que se viva uma multiplicidade de papéis e personagens no decorrer da vida. Assim, a complementação também muda dependendo do momento vivido pelo casal. Se um dos cônjuges vive uma situação de maior fragilidade, o outro pode complementar com a função materna, de conter e proteger; se o momento é de desafio, entra a função paterna de estimular a autonomia e auto-afirmação; se vêm os filhos, aprendem a dividir o afeto, revigorando-se através do convívio com a criança e o jovem e realizando-se por identificação com eles. Cada mudança traz novos desafios e novas oportunidades. Esta ajuda mútua é salutar ao casal e seus filho, evitando crises e conflitos que levem até a intervenção de polícia, tendo como saída final a busca de assistência judiciária para solução de impasses, que muitas vezes surgem por uma simples falta de diálogo. Para que não haja necessidade de buscar soluções drásticas via polícia e ou justiça, há necessidade de inversão de papéis do homem ou da mulher; ou seja, um ajuda o outro a compreender a realidade que se lhe apresenta.

 

.Enfim, as combinações são infinitas, quando o casal se permite a criatividade e espontaneidade em sua relação. Isto porque toda relação implica conflitos, sejam estes resultantes do próprio vínculo ou do que este mobiliza, em termos do confronto com aspectos mais vulneráveis da personalidade individual. E, no mesmo vínculo, podem se alternar momentos de criatividade com outros de destrutividade ou estagnação e esses são realmente geradores de conflitos; portanto, um verdadeiro caso de Família em Litígio.

 

Dos capítulos apresentados no livro, do capítulo I ao capítulo IV, os temas ajudam o leitor a se prender aos mesmos. No entanto, do capítulo V ao capítulo VIII, os temas são mais técnicos e direcionados mais aos profissionais ligados à área de saúde mental, análise, psicanálise, psiquiatria e afins, portanto, deles faço os seguintes comentários: 1) O tema SOBRE O TRABALHO DE FAMÍLIAS EM INSTITUIÇÕES PÚBLICAS DE SAÚDE MENTAL, versado no capítulo V, é um tema bastante sério e está ligado basicamente aos interesses políticos dos governantes em criar uma instituição que tenha infra-estrutura compatível para atender a demanda que se lhe apresenta, tendo em vista se apresentar de forma crescente, devido aos conflitos de famílias provocados por drogas e outros entorpecentes, além dos conflitos normais existentes entre os cabeças da família, o marido e a mulher, os quais, não estando em sintonia, levam os filhos a desviares dos bons caminhos; 2) O TRABALHO DO PSCÓLOGO NA VARA DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE, tema do capítulo VI, tem muito a ver com o anterior, estando também dependendo de vontade política dos governantes; ou seja, cabe aos mesmos, a criação de varas de assistência judiciária nas quais contenham um corpo técnico composto por profissionais da área de saúde ou crie mecanismos para convocar quando assim for necessário, dando a população carente que nela é atendida, um tratamento ideal; criando instrumentos de mensuração e controle dos casos, incluindo neles as condições de trabalho aos profissionais que lhe prestam serviço; 3) O COMPLEXO FRATERNO-ASPECTOS DE SUA ESPECIFICIDADE, tema do capítulo VII, também é altamente técnico, direcionado muito mais aos profissionais da área de saúde mental, como friso no item 1. Mesmo assim digo que esse complexo está ligado diretamente as condições de convivência da família e, principalmente ao grau de afinidade entre o marido e a mulher, os quais tendo boas relações vão transmitir aos seus filhos somente coisas boas, e vão saber lidar com conflitos que eventualmente, apareçam aos mesmos; 4) PARADOXIDADE DO LAÇO DE ALIANÇA E MALHA GENEALÓGICA DOS LAÇOS CONTINENTES DO CASAL E DA FAMÍLIA, tema restrito ao capítulo VIII, é complexo e estritamente técnico, no entanto, tenho a dizer que para constituir-se uma família, devem os interessado, o homem ou a mulher, buscar a pessoa ideal para que complemente as suas necessidades e assim se unir em busca da procriação, devendo, acima de tudo, procurar criar laços com pessoas não consangüíneas, a fim de que sua prole não venha a sofrer por danos decorrentes da consangüinidade. Os seres humanos aprendem a dar e a receber afeto através do que os pais lhes transmitem. Todas as pessoas têm uma bagagem que leva para uma relação, e é tal bagagem que vai influenciar no desenvolvimento da família como um todo; uma vez que é altamente importante aos pais saberem como encarar o nascimento de um filho, em que momento e circunstâncias foi concebido para poder lidar com os desafios da criação, levando-o da infância a maturidade sem nenhum trauma, crescendo com saúde e amor no contexto da família.

 

 

 

 

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