JurisWay - Sistema Educacional Online
 
JurisWay - Ortografia Oficial 2016 com Certificado
 
Cursos
Certificados
Concursos
OAB
ENEM
Vídeos
Modelos
Perguntas
Notícias
Artigos
Fale Conosco
Mais...
 
Email
Senha
powered by
Google  
 

A credibilidade do político moderno


Autoria:

Marco Túlio


Advogado, atuante em Belo Horizonte. Graduado em Direito pela UFMG e Pós-graduado em Gestão de Pessoas pela FDC.

envie um e-mail para este autor

Resumo:

Uma breve reflexão sobre às críticas de corrupção contra os representantes da vontade popular

Texto enviado ao JurisWay em 17/09/2007.



Indique este texto a seus amigos indique esta página a um amigo



Quer disponibilizar seu artigo no JurisWay?

Há anos a profissão de político supera todas as demais em matéria de credibilidade perante a sociedade civil. Mas afinal, o que se pode extrair desta grave constatação?

 

O voto direto é uma conquista democrática. Portanto isso significa dizer que o político eleito é aquele quem oferece o melhor plano de governo ou credibilidade junto ao eleitor. Está sendo cada vez mais comum que figuras públicas se aventurarem no campo, uma vez que sua fama favorece a criação de uma rede cativa de eleitores. Daí o interesse de partidos políticos abrirem suas portas, de olho na força que suas ideologias ganham quando vinculadas com pessoas famosas.

 

Mas mesmo após mais de duas décadas de redemocratização a desconfiança permanece. Ou até cresce, dependendo do caso. E por que isso ocorre? Porque é mais cômodo generalizar às críticas a todos que pretendem se candidatar do que tentar uma maça que não esteja podre no cesto. O melhor protesto é o que se vê na contagem de votos em uma eleição. Mais do que um cartaz ou uma passeata, ao dizer “não” a um candidato corrupto a população passa um recado claro aos outros.

 

Agora convém também refletir sobre a origem dessas críticas à classe como um todo. Quantos de nós podem se orgulhar de serem honestos o tempo inteiro? E até que ponto a ética é clara a ponto de poder se criticar alguém? Os partidos de oposição recentemente ameaçaram parar as votações pendentes no senado como protesto pela absolvição do presidente do senado Renan Calheiros. Como classificar esta postura? Por um lado o objetivo é nobre: tentar moralizar o congresso (supondo que as provas sejam suficientes). Agora como se avaliar o meio escolhido? Um senador pode fazer “greve” para sua função com base no desejo de punir um colega? Será que o país pode se dar ao luxo de parar votações importantes (como a reforma política e tributária) para discutir a honestidade de uma pessoa?

 

A credibilidade de uma pessoa é conquistada ao longo do tempo, podendo ser ampliada ou reduzida. É assim com colegas e amigos que se mostram indignos de confiança e não é diferente com os políticos. Ao invés de ficarmos sentados e desacreditados de uma mudança no cenário atual, o melhor a se fazer é manter viva a memória de episódios marcantes na carreira do candidato. E isso significa ir além do período que antecede as eleições, pois é aí que cada candidato vai procurar disfarçar o que tenha feito anteriormente.

 

Em resumo, um deputado ou um prefeito são pessoas como qualquer outra. Não existe uma regra que imponha que apenas pessoas desonestas podem se candidatar a cargos públicos. A questão é saber identificar aqueles que procuram criar subterfúgios para seus atos mais tempo do que criam projetos para os quais foram eleitos. Com certeza ninguém terá consigo uma bola de cristal para adivinhar quem são essas pessoas, mas a credibilidade de uma pessoa é o que permite que um voto de confiança lhe seja dado. Procure se assegurar apenas de não entregar seu voto a quem já tenha se mostrado indigno de tê-lo, em detrimento de quem ainda não tenha tido chance de mostrar seu valor. É pelo exemplo que os protestos ganham sua maior força.

Importante:
1 - Conforme lei 9.610/98, que dispõe sobre direitos autorais, a reprodução parcial ou integral desta obra sem autorização prévia e expressa do autor constitui ofensa aos seus direitos autorais (art. 29). Em caso de interesse, use o link localizado na parte superior direita da página para entrar em contato com o autor do texto.
2 - Entretanto, de acordo com a lei 9.610/98, art. 46, não constitui ofensa aos direitos autorais a citação de passagens da obra para fins de estudo, crítica ou polêmica, na medida justificada para o fim a atingir, indicando-se o nome do autor (Marco Túlio) e a fonte www.jurisway.org.br.
3 - O JurisWay não interfere nas obras disponibilizadas pelos doutrinadores, razão pela qual refletem exclusivamente as opiniões, ideias e conceitos de seus autores.

Comentários e Opiniões

1) Teresa Cristina Da Silva De Oliveira (06/10/2009 às 13:21:40) IP: 189.59.75.37
Infelizmente, a raiz do problema está na nossa cultura. Temos o velho hábito do "jeitinho brasileiro", e para perpetuá-lo sentimos a necessidade de "fazer vista grossa" quanto aos acontecimentos que nos cercam, simplesmente deixamos nas mãos de alguém, que irá resolver tudo...; a seu modo, é claro. Só nos envolvemos quando está em jogo interesses individuais...
2) Castro - Benedito.castro@gmail.com (09/10/2009 às 08:17:50) IP: 200.163.75.27
Realmente, o fato de ser político não torna o individuo desonesto. Alguns, aproveitam-se da política para praticar atos ilícitos e se locupletar com o dinheiro público. Entretanto, não podemos generalizar, pois ainda temos alguns políticos que estão na política ou por vocação ou por liderança.Os Senadores PEDRO SIMON e JEFFERSON PERES, no Senado, são provas desta afirmação. Nos Governos, temos exemplos como AÉCIO NEVES, JOSÉ SERRA, ROBERTO REQUIÃO. Portanto, ainda temos políticos honestos.
3) Corigliano (09/10/2009 às 08:51:31) IP: 189.20.96.92
serei candidato a vereador em campinas SP! estou fazendo a coisa calmamente. Estou escutando de engenheiros e arquitetos: "não votarei em vc, porque vc é honesto, franco, e idealista, vc não vai se dar mal!disputarei assim mesmo, mas a impressão que tenho, é que muita gente, quer votar em gente assim, e não em pessoas como eu, o que me espanta, é depois, cobrarem que sejam como eu! ESSA CULTURA PRECISA MUDAR URGENTEMENTE!
4) Álvaro Neves De Oliveira (11/10/2009 às 16:06:43) IP: 200.220.200.1
Minha opinião é que tanto os pré candidatos, como também os eleitores não pode se ate a suposta visão cultural de que todos os políticos são desonestos que a política é para os de indole semelhante.A necessidade de um maior acompanhamento seletivo por parte dos eleitores com relação a seus candidatos analisando a vida pregressa dos mesmos.
E pessoas de carater, ter a visão que só elas poderão mudar essa cultura que associa a política a desonestidade, que ser acético não engrandece a política.
5) Gilberto Maciel (13/10/2009 às 12:19:18) IP: 187.40.139.196
Acredito num país melhor, e vejo que ao longo do tempo isso vem acontecento, lembrar da Ditadura? lembrar da Inflação Galopante dos anos 70 e 80. Sei que tem politicos bons e ruis, isso vai sempre existir em socieade. também sei que não foi só Lula que contribui para o Estado Brasileiro se enconrar onde está. O que devemos fazer para melhorar mais ainda o Brasil? devemos investir em EDUCAÇÃO, devemos ensinar os nossos filhos a valorizar a honestidade. Somente assim daremos um passo de qualidade!
6) Eduardo David (13/10/2009 às 13:36:41) IP: 187.11.228.146
Belas palavras !! , mas o povo ja esta de saco cheio de palavras bonitas, ninguem aguenta mais, tanta hipocresia, demagogias, a politica esta desmoralizada, não da para acreditar mais, chega, eu gostaria que alguem me falasse de um politico, mas mostrasse projetos, que de alguma forma mudou ou ajudou a sociedade, eu desafio. pelo amor de Deus não venham me falar de bilhete unico, leve leite, pac, bolsa familia, uniforme para escola, cinga-pura, sus, meu Deus quanto dinheiro jogado fora........


Somente usuários cadastrados podem avaliar o conteúdo do JurisWay.

Para comentar este artigo, entre com seu e-mail e senha abaixo ou faço o cadastro no site.

Já sou cadastrado no JurisWay





Esqueceu login/senha?
Lembrete por e-mail

Não sou cadastrado no JurisWay




 
Copyright (c) 2006-2019. JurisWay - Todos os direitos reservados