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Jair Bolsonaro; Erradicação da Pobreza, um Ideal a Golpes de Baioneta


Autoria:

Nelson Olivo Capeleti Junior


Bacharel em Direito pela Faculdade Cenecista de Joinville. Aprovado no XX Exame de Ordem. Advogado - OAB/SC 51.501 Contato: capeleti.legis@gmail.com Rede Social: Nelson Capelletti

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Resumo:

Como diria Fernando Pessoa, no seu poema em linha reta; este candidato, "tem enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas".

Texto enviado ao JurisWay em 20/11/2017.

Última edição/atualização em 29/11/2017.



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Quiçá pudera eu, obtemperar com a augusta razão das ciências humanas, acerca do momento belicoso que ora atravessamos, e me fazer compreender. Isto porque, diante do momento delicado de nossa nação, que passa por profunda crise de representatividade, surge a necessidade de um representante que nos faça exprimir os anseios íntimos, emprestando ao país a cara de seus concidadãos.

Todavia, o nome que surge na boca das massas, ganhando cada vez mais aceitação, não congrega aqueles valores consagrados na Constituição Federal, de tal infortúnio que, se coloca, o dito candidato, a favor da repressão como tática de ordem, em detrimento a investimentos em educação de qualidade. Assim, para o dito candidato “Mito”, erradicar a pobreza e a marginalização, (artigo inciso III CF), talvez, seja um ideal, a golpes de baioneta.

Ora, a sociedade brasileira, atravessa um momento sublime, haja vista que, diante das grandes revelações de corrupção do poder executivo e legislativo, mancomunados com a iniciativa privada, abrem-se novas perspectivas, de um porvir mais digno e laborioso para os brasileiros, uma vez que, pela primeira vez, os ditos, poderosos, compõem a massa carcerária do falido sistema prisional brasileiro.

Contudo, o momento é de sobriedade, de repensar o país para uma reconstrução longa e de difícil consecução, investindo, massivamente, em educação de qualidade. Apenas desta forma, poderemos, em vinte, trinta ou quarenta anos, diminuir os índices de violência a um patamar aceitável, (embora a violência nunca seja aceitável).

Verdade seja dita, o que o país não precisa, neste momento, é de alguém que satisfaça nossos anseios mais deprimentes, como a vontade miserável de esfolar em praça pública os inimigos da ordem social. Aliás, a humanidade já experimentou tais dissabores no passado, sendo necessário um simples gesto de pescoço, para que nossos olhos alcancem as chamas da inquisição, cujo fogo nos faz corar de vergonha.

Embora o argumento de que, não se combate a criminalidade abraçando a lagoa Rodrigo de Freitas, esteja correto, não significa que o modus operandi, seja o combate mortal. Necessário lembrar que o Chefe do Poder Executivo, representa o Povo, e representa também o Estado brasileiro, e que o estado de criminalidade endêmica em que se encontra o país, é reflexo, justamente, da ausência do Estado, ou de sua ingerência.

Ou seja, o Estado, enquanto entidade maior, responsável pelo bem comum, falha em suas finalidades, e como paliativo, mata os frutos pobres de sua semeadura infértil. Este cenário, que acabamos de divisar, nos afigura bem como algo terrível e próprio da idade média, mas é exatamente o que acontece hoje em nosso país, e que pode vir a acontecer em maior grau se um extremista ascender ao poder.

O que se espera do Estado, no século XXI, é que ele seja capaz de propiciar aos seus cidadãos condições de vida aceitáveis e que haja oportunidade de crescimento, mas acima de tudo, que seja ofertada educação de qualidade.

A criatura humana se faz compreender por meio da linguagem que compreende a fala e expressões corporais, de tal forma que, quando o individuo não possui condições de se fazer compreender por meio da palavra que expressa o sentimento, sendo este sentimento odioso, o que via de regra acontece, é que, este individuo, se fará compreender através de agressões, porque não possuiu as ferramentas emocionais e o adestramento social necessário para resolver seus problemas por meio do diálogo. Portanto, o caminho para um porvir mais digno, passa imperativamente, por investimentos em educação, arte, cultura e lazer.

Daí se extrai que, congelar investimentos em educação revelasse uma leviandade com o avanço social que se almeja, porque, o que este país precisa, antes de novas estradas, é de que haja compreensão entre os seus cidadãos, sobretudo para as novas gerações.

O dito candidato “Mito”, em uma oportunidade em passado recente, fez uma declaração de que nenhum pai teria orgulho de ter um filho gay. Pois eu vos digo, que se porventura, meu filho me revelasse estar em uma relação homo afetiva, eu teria orgulho por ele assumir diante de uma sociedade preconceituosa os seus anseios pessoais. Ficaria triste, sim, pelas asperezas que ele iria enfrentar, pelas injurias e agressões que sofreria, mas de sua pessoa, jamais me pesaria qualquer desgosto por conta de sua opção sexual.

Em outro acontecimento recente, o mesmo candidato, fora perguntado acerca de uma ação policial em que o criminoso, rendido, fora jogado do telhado da residência em que se refugiara dos policiais que o perseguiam, e como resposta, o candidato asseverou que a queda deveria ter sido de um prédio.

Oportuno salientar que, o Estado Democrático de Direito possui leis que limitam o arbítrio do poder, fazendo com que haja um limite para o seu exercício, necessário para que possamos viver em uma sociedade civilizada, não sendo o incivil, motivo para que abandonemos nossa condição de individuo moral e passemos a portar cada um, um tacape.

Não obstante, o candidato fez uma declaração recente, onde afirmou que, se eleito, cada brasileiro terá uma arma em sua residência. Ora, em um país em que até mesmo a policia, em grandes casos não possui maturidade para portar uma arma, este senhor almeja que todos tenhamos uma em nossas residências.

Por fim, que o novo presidente, seja quem for, manifeste o que existe de nobre nos brasileiros, afinal, aquilo que reconhecemos como sendo imoral, incivil ou violento, buscamos varrer para debaixo do tapete das inconveniências, ocultando assim nossas promiscuidades com o verniz social que nos é comum.

Porque então, aceitar um representante que expresse aquilo que existe de mais deprimente em nossa natureza, se quando estes sentimentos surgem em nós, buscamos oculta-los?

Como diria Fernando Pessoa, no seu poema em linha reta; este candidato, “tem enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas”.

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