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A SUPERAÇÃO DA MODERNIDADE E A CONSTRUÇÃO DA PÓS-MODERNIDADE FUNDADA EM NOVOS PARADIGMAS, SEGUNDO A ANÁLISE DE MICHEL MAFFESOLI


Autoria:

Tárcila Jaynara Ribeiro De Moura


Estagiária de Direito na Procuradoria Geral do Estado do Maranhão (PGE/MA); Estudante do 10º período de Direito na Universidade Federal do Maranhão (UFMA); Pós-Graduanda em Direito Público pelo Instituto Maranhense de Defesa do Consumidor (IMADEC).

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Resumo:

A tese defendida por Michel Maffesoli em seu texto intitulado "A ética na pós-modernidade" é de atualmente já vivenciamos um novo momento na sociedade, tendo superado as características modernas que antes regiam as relações humanas.

Texto enviado ao JurisWay em 24/10/2017.



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UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO

CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS

CURSO DE DIREITO

ÉTICA

TÁRCILA JAYNARA RIBEIRO DE MOURA

 

[MAFFESOLI, Michel. A ética pós-moderna. Trad. Maria Cecília Sanchez Teixeira. In Revista da Faculdade de Educação. São Paulo, FEUSP, v. 17, n. 1/2, p. 194-202, jan./dez. 1991]

 

RESENHA

 

A ÉTICA NA PÓS-MODERNIDADE

A SUPERAÇÃO DA MODERNIDADE E A CONSTRUÇÃO DA PÓS-MODERNIDADE FUNDADA EM NOVOS PARADIGMAS, SEGUNDO A ANÁLISE DE MICHEL MAFFESOLI

 

1.    INTRODUÇÃO

 

A tese defendida por Michel Maffesoli em seu texto intitulado “A ética na pós-modernidade” é de atualmente já vivenciamos um novo momento na sociedade, tendo superado as características modernas que antes regiam as relações humanas, entretanto, ainda se observa, como afirma o autor logo no início do seu texto que:

 Essencialmente preocupada por sua perplexidade diante de um objeto inapreensível, irritada pelas reclassificações político-ideológicas de todo tipo, a maioria da “intelligentzia” - universitários, jornalistas e dirigentes - parece totalmente incapaz de compreender e, talvez mesmo, de ver a mudança qualitativa que está se operando nas nossas sociedades. No máximo, diante de um desencantamento político e sindical dos mais acentuados, ela reaviva águas passadas da filosofia política do século XIX, como a famosa sociedade civil, ectoplasma de contornos indefinidos, que tem a dupla vantagem, por um lado, de evitar um esforço de análise e, por outro, de mascarar a fenda que percorre o corpo social e que não pode mais ser interpretada em termos de classe.

 

Diante disso, Maffesoli em trabalho intelectual se propõe, ainda que sob forma de hipóteses, a questionar os novos conceitos vigentes na sociedade pós-moderna a respeito das “noções capazes de esclarecer as novas formas de solidariedade, a lógica comunicacional, a pregnância do imaginário que constituem a socialidade nascente”, conforme veremos em análise a seguir.

 

 

 

 

2.    A ÉTICA NA PÓS-MODERNIDADE: A SUPERAÇÃO DA MODERNIDADE E A CONSTRUÇÃO DA PÓS-MODERNIDADE FUNDADA EM NOVOS PARADIGMAS, SEGUNDO A ANÁLISE DE MICHEL MAFFESOLI

 

Para Maffesoli, o “homo economicus” - voltado para o futuro e para o domínio da natureza – e o “homo politicus” - fascinado pelo poder e se colocando a favor ou contra ele-, cederiam o lugar ao que se pode chamar de “homo aestheticus”, ou seja, aquele que se preocupa, sobretudo, em experimentar quaisquer emoções coletivas no âmago das pequenas “tribos” das quais ele participa. Sendo assim, segundo o autor, o tempo retorna, e com seu retorno ascende a nascente pós-modernidade e o regresso ao tribalismo pagão.

Fluem, também, sintomas diversos, indicadores dos novos tempos, dos novos modos de perceber as coisas e também de se relacionar com o mundo e com o outro. A estetização da vida, a revaloração do cotidiano, o cultivo ao corpo, o sentimento tribal de pertença, a invaginação dos sentidos e a volta do imaginário, do  lírico,  do  onírico  e  do emocional são  os  novos indicadores desse outro e púbere momento que   insurge   nos   horizontes   da contemporaneidade. Um período no qual o paganismo, o nomadismo e o comunitário arcaico regressam. Tornando-se evidente um politeísmo de valores.

A megalópole é constituída por uma série de “altares”, no sentido religioso do termo, nos quais são celebrados diversos cultos de forte componente estético-ético. São os cultos do corpo, sexo, da imagem, da amizade, da comida, do esporte, etc... O denominador comum é o lugar onde se realiza esse culto “. Assim para Michel Maffesoli o lugar faz o elo. A partilha do sentimento é o verdadeiro cimento societal; ele pode conduzir à insurreição política, à revolta pontual, à luta pelo pão, à greve pela solidariedade, podendo igualmente se exprimir pela ou na banalidade corrente. Em todos os casos ele constitui um ethos que faz com que, contra ventos e marés, através de carnificinas e de genocídios, o povo se mantenha enquanto tal e sobreviva às peripécias políticas.

 

Pode-se afirmar que a polaridade constituída pelo par moral e político vem sendo sendo substituída por uma polaridade que se articula em torno do hedônico e do estético.

Sob pena de perder o contato com a realidade social, seria bom que estivéssemos atentos a tal processo que privilegia o que é próximo, familiar, cotidiano, enfatizando o “consenso” em seu sentido cronológico, “cum sensualis”, isto é, partilha de sentimentos.

“É esta a socialidade, fundamento mesmo do ‘ser-junto’, que obriga a considerar tudo que se tinha convencionado tomar como essencialmente frívolo, anedótico ou sem sentido.” A temática da socialidade lembra que o mundo social pode ser compreendido como o resultado de uma interação permanente, de uma reversibilidade constante entre os diversos elementos de um ambiente social, no interior desta matriz que é o meio natural.

 

3.    CONCLUSÃO

 

Nesse sentido, conclui-se que para Michel Maffesoli, é exatamente a saturação dos valores que conduz ao muitos denominam “pós-modernidade”, tratando-se do que seria o reaparecimento de fenômenos arcaicos, porém agora com o desenvolvimento tecnológico. Observa-se claramente a volta do local, território, o aparecimento de tribos e novos mitos, a verdade absoluta que se fragmenta e dá espaço às verdades parciais.

Os grupos passam a se formar a partir das escolhas e afinidades. O autor nos diz, ainda, que a “pós-modernidade é uma construção plural, feita de pedaços diferentes”. Notamos uma importante e relevante mudança de paradigma, onde a História linear é menos importante do que as histórias humanas. “Em síntese, o que passa a predominar é realmente um presente que eu vivo com terceiros, num determinado lugar”.

 

 

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