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Só o valor do algodão teve a maior alta em 140 anos, aluguéis e salários também ajudaram
Para este ano, a expectativa é de que peças de vestuário subam em média 7%, acima da inflação geral acumulada no ano (de 6,51%), segundo estimativa da Alshop (Associação Brasileira dos Lojistas de Shoppings).
Isso significa que se um casaco custava R$ 100 no inverno passado, neste ano ele vai estar a R$ 107. Pode parece pouco, mas o consumidor precisa levar em conta que, no inverno, o guarda-roupa precisa de uma renovação geral, e 7% a mais no preço de cada item pode fazer uma diferença incômoda no bolso.
O aumento basicamente serviria para repor a alta da inflação, diz o presidente da Alshop, Nabil Sahyoun. Neste ano, quase todas as áreas envolvidas no comércio, como aluguéis, folha de pagamento de funcionários e matéria-prima aumentaram de preço. O dragão dos preços está tão raivoso que até ultrapassou a meta do governo neste ano, que é de 6,5%.
Para a indústria, o algodão foi o principal vilão, segundo o diretor superintendente da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), Fernando Pimentel. De acordo com levantamento feito pela entidade, a matéria-prima sofreu um reajuste de 180%, atingindo o maior preço em cerca de 140 anos. Mesmo assim, o vestuário vem registrando reajustes que não acompanharam a evolução do preço do algodão.
As coleções de outono inverno são tipicamente mais caras, por usarem mais matéria-prima e precisar de mais mão de obra, mas o setor têxtil teve de lidar com custos mais altos de energia, reajustes salariais e mesmo a alta do petróleo teve reflexos – nos preços dos materiais sintéticos.
Indicadores
O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) referente aos preços de vestuário acumularam entre janeiro e abril deste ano uma alta de 0,72%. Não é o suficiente para causar arrepios – afinal, com um aumento assim, uma blusa que custasse R$ 50 não teria aumentado ainda nem R$ 0,50 (R$ 50,36). Mas o dado incomoda se comparado ao visto um ano antes: entre maio de 2010 e abril deste ano a alta acumulada é de 3,7% - contra 1,94% um ano antes.
Já o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou no último dia 6 que o grupo vestuário ficou com a segunda maior variação em abril, de 1,42% (mais que o dobro do 0,56% visto em março). Quase todos os itens apresentaram altas expressivas, disse o instituto – com destaque para as roupas infantis (que aumentaram 1,97%).
Pimentel lembra, no entanto, que as medições de preços de abril (segundo a Fipe, os preços ficaram muito próximos da estabilidade) foram feitas em um período de liquidações, e que agora, com as novas coleções, os índices podem parecer altos.
- Coleções de outono inverno sempre são mais caras, porque são mais pesadas e demandam mais matéria-prima e mão de obra.
Os preços sobem pelo efeito da sazonalidade [movimentos de preços normais para determinadas épocas do ano] e infelizmente do preço do algodão. Neste ano, o inverno será um pouco mais caro que o normal, mas muito pouco desses reajustes foi repassado aos produtos.
A Abit espera um crescimento de 6% a 7% nas vendas das roupas de frio neste ano, mas ainda para o efeito da participação dos produtos importados no mercado nacional.
- Infelizmente, dadas as condições atuais, está havendo crescimento de produtos importados que chegam ao consumidor, com o câmbio favorável para importar, mas que prejudica o exportador. O câmbio na China, com o yuan desvalorizado frente ao dólar, favorece ainda mais a exportações daquele país.