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No tempo da vovó não era incomum tratar feridas e machucados com o bom e velho açúcar de cozinha. A medicina avançou e a prática hoje é criticada: para cuidar de ferimentos leves não há nada melhor que água e sabão, segundo os médicos. Mas uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (11) nos Estados Unidos mostra que a sabedoria da nonna tem lá seus fundamentos: o açúcar pode ter uma propriedade que ajuda no combate à infecções bacterianas.
O trabalho liderado por James Collins e publicado na revista científica Nature desta semana mostra que o açúcar aumenta, e bastante, a eficácia dos antibióticos – o que pode ajudar no combate aos microorganismos conhecidos como “persistentes”.
O caso desse tipo de bactéria é diferente das “resistentes”, que não respondem ao tratamento. As infecções “persistentes” são afetadas pelo remédio, mas, para se defender, entram em uma espécie de “hibernação”. Com isso, o paciente parece estar recuperado, apenas para ser acometido novamente pela doença algumas semanas mais tarde. O problema pode fazer a enfermidade durar meses.
De acordo com Collins, o açúcar adicionado ao antibiótico “estimula” as bactérias para “acordar” do seu estado de hibernação, as tornando novamente vulneráveis à medicação.
Collins, um dos fundadores da área conhecida como “biologia sintética”, é professor de engenharia biomédica na Universidade de Boston, pesquisador do Instituto Médico Howard Hughes e membro do Instituto Wyss para Engenharia Biológica da Universidade de Harvard.
Seu interesse na pesquisa veio também por uma preocupação pessoal. Uma não, duas. Quando estava na faculdade, Collins teve que deixar o time de corrida de sua escola depois de ser acometido por uma persistente infecção bacteriana. Anos depois, sua mãe, Eilleen, foi hospitalizada diversas vezes por uma infecção que não respondia a nenhum dos antibióticos passados pelos médicos.