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VAMOS FALAR SOBRE ESCUTA ATIVA?


Autoria:

Nicole Lara De Pinho Ramalhoso


Advogada, graduada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Direito Internacional pela Pontifícia Universidade Católica (PUC/SP). Atua com Meios Extrajudiciais de Solução de Conflitos (Conciliação, Mediação e Arbitragem) em matérias de Direito Societário, M&A, Contratos e Compliance.

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Resumo:

O artigo explica o que é Escuta Ativa e como implementá-la e praticá-la no dia a dia com eficácia.

Texto enviado ao JurisWay em 24/05/2019.

Última edição/atualização em 02/06/2019.



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Já parou para pensar que, na grande maioria das vezes em que conversamos com alguém, nós não ESCUTAMOS de verdade o que o outro nos está dizendo, mas, sim, o ouvimos falar já pensando no que iremos responder?

 

Pois é, somos tão ansiosos em mostrar que temos razão ou que também temos algo a dizer sobre o assunto de uma conversa que, quase sempre, nos esquecemos de Escutar Ativamente o outro.

 

A Escuta Ativa é mais do que a simples atividade passiva e biológica de ouvir; corresponde à técnica de decodificar as várias mensagens, sejam verbais (fala), não verbais (gestos e posturas corporais) ou para-verbais (tom de voz e sons) transmitidas pelo emissor, bem como a identificação de elementos internos e fatores emocionais expressos na mensagem.

 

Compreender o que alguém diz, com o sentido exato do que quis dizer, é conhecido como Escuta Eficaz e, para conseguir esse feito, exige-se concentração, esforço intelectual e, claro, uma Escuta Ativa.

 

Certo. Mas como eu pratico uma Escuta Ativa, então? Aqui vão algumas dicas:

 

Ø   Crie espaço adequado: permita que o outro sinta-se seguro e confortável para expor o que pensa;

 

Ø   Procure entender tudo antes de interpretar ou criticar: evite o julgamento antecipado ou estereotipado;

 

Ø   Pare um pouco de pensar em si mesmo: exerça a Empatia;

 

Ø   Aprenda com o silêncio: cale no momento de raiva (gritar não traz respeito);

 

Ø   Evite a interrupção: ouça com interesse genuíno e atenção;

 

Ø   Responda o que lhe é perguntado de forma objetiva: não seja prolixo ou detalhista ao extremo;

 

Ø   Pergunte o que não entendeu;

 

Ø   Repita o que o outro disse, utilizando suas próprias palavras, a fim de confirmar se entendeu;

 

Ø   Reaja às ideias, não às pessoas;

 

Ø   Tente aproximar seu pensamento de sua fala;

 

Ø   Utilize a leitura das linguagens não verbal e para-verbal: tom de voz, postura, gestos e emoções – todo comportamento comunica;

 

Ø   Olhe nos olhos ao ouvir e falar.

 

Nós utilizamos apenas 25% da nossa capacidade auditiva, acredita? E nosso pensamento trabalha 4 (quatro) vezes mais rápido do que as palavras transmitidas oralmente!

 

É, escutar dá trabalho! Mas, como dizia meu querido avô “nós nascemos com 1 boca e 2 ouvidos: isso significa alguma coisa”.

 

Significa mesmo!

 

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