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A Arte de ser conciliador


Autoria:

Leonardo Alves Gonçalves

Texto enviado ao JurisWay em 22/05/2017.

Última edição/atualização em 26/05/2017.



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A arte de ser conciliador.

 

Peço licença não só a comunidade jurídica mas aqueles que são pais, mães, esposas, filhos e namorados e que fazem o direito não só quando estão sentados à mesa de audiências, na posição de conciliador, mas diuturnamente em suas vidas.

 

Aprendemos ao longo do tempo que na maleta de trabalho devemos carregar além de todo arcabouço jurídico, o bom senso e todos os valores que realmente são importantes para nós, valores estes que muitas vezes conhecemos mas não o aplicamos em nossas relações diárias.

 

Fato é que, assim como numa partida de dominó onde um terceiro que não está na jogatina percebe como os todos jogadores armam suas estratégias, de maneira ampla e imparcial, pensa o conciliador que consegue identificar facilmente os eventuais nós em uma tumultuada relação familiar que lhe é apresentada.

 

Muitas vezes, acreditando ser escultores, pensamos que estamos diante de matérias primas que precisam ser trabalhadas, lapidadas para que recompostas as fissuras, possamos entregar nosso trabalho perfeito.

 

Pobres conciliadores somos nós. Soberbos, prepotentes, frios e distantes, acreditando cegamente que sob o pretexto de eventual distanciamento e neutralidade, conseguiremos identificar onde estão os erros daqueles semelhantes e assim, invariavelmente, entregarmos a tal obra de arte.

 

Acreditamos tanto ser escultores em nossa labuta diária que deixamos de trabalhar e melhorar nós mesmos. Precisamos ser humildes e nos posicionar também como a matéria prima que precisa ser trabalhada, despindo assim da função de conciliador.

 

Acho que o trabalho diário, cansativo e árduo faz com que mergulhemos tão profundamente nessa realidade de conflitos de outrem que acabamos por nos distanciar do processo de conhecimento de nós mesmos. Ta aí o erro capital.

 

Certo dia, em uma destas inúmeras audiências que fazemos ao longo da semana, presenciei um casal que discutia acerca da divisão do único bem que haviam adquirido ao longo de sua convivência. Em verdade, logo percebi que seria uma tarefa árdua, pois apesar de não terem filhos, havia vaidade, intolerância e mágoa entre eles. Percebi também, em poucos minutos, que a relação deles não era das piores, ao contrário, percebia um misto de amor e decepção no olhar do seu companheiro.

 

A audiência decorreu sem maiores problemas e em pouco mais de cinco minutos o acordo já havia sido celebrado, sem custas, sem honorários, sem traumas e rancores.

 

 

Pois é, muitas vezes devemos parar de pensar que somos escultores e nos posicionarmos humildemente como matéria prima, pois, muitas vezes, temos muito mais que aprender do que ensinar em nossas audiências.

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