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INTERDEPENDÊNCIA DA GESTÃO DE AUDITORIA INTERNA COM A AUDITORIA EXTERNA NO CONTEXTO DAS ORGANIZAÇÕES DE CAPITAL ABERTO


Autoria:

Fabiana Ribeiro


Fabiana Ribeiro, contadora, graduada na Faculdade Euclides Fernandes, em jequie-ba

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Resumo:

O trabalho objetivou levantar referencial teórico, através de pesquisa científica, sobre o uso da Auditoria Interna como instrumento de controle e gestão organizacional correlacionada e subsidiada com a Auditoria Externa

Texto enviado ao JurisWay em 22/11/2016.

Última edição/atualização em 23/11/2016.



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INTERDEPENDÊNCIA DA GESTÃO DE AUDITORIA INTERNA COM A AUDITORIA EXTERNA NO CONTEXTO DAS ORGANIZAÇÕES DE CAPITAL ABERTO

 
 
INTERDEPENDENCE OF INTERNAL AUDIT MANAGEMENT WITH EXTERNAL AUDIT IN THE CONTEXT OF OPEN CAPITAL ORGANIZATIONSINTERDEPENDENCE OF INTERNAL AUDIT MANAGEMENT WITH EXTERNAL AUDIT IN THE CONTEXT OF OPEN CAPITAL ORGANIZATIONS

 

 

FABIANA GOMES RIBEIRO

               

                                                                                                              CONTADORA CRC: BA-040476/O-3

 

RESUMO : O trabalho objetivou levantar referencial teórico, através de pesquisa científica, sobre o uso da Auditoria Interna como instrumento de controle e gestão organizacional correlacionada e subsidiada com a Auditoria Externa. Como resultado da pesquisa constatou-se que a Auditoria Interna está mais bem desenvolvida em empresas de grande porte ou organizações públicas. Dessa forma, é de fundamental importância que essas empresas e setor público que aprimorem os níveis de controle através da auditoria interna e externa.

 

ABSTRACT: The study aimed to raise theoretical, through scientific research on the use of internal audit as an instrument of control and correlated organizational management and subsidized with the External Auditors. As a result of the research it was found that Internal Audit is further developed in large companies or public organizations. Thus, it is of fundamental importance that these companies and the public sector that enhance the control levels by internal and external audit.

 

Palavras-chave: Auditoria Interna, Auditoria Externa, Controle interno.

Keywords: Internal Audit, External Audit, Internal Control

 

INTRODUÇÃO

 

Algumas organizações, por determinação legal são obrigadas de prestar contas de sua gestão financeira e administrativas á sociedade, este é o caso das empresas de capital aberto, que deverá está em conformidade com a lei 6.404 de 1976.        

Diante disto, todas as empresas de capital aberto devem ser auditadas por empresas externas, ditos independentes. Geralmente constituída de empresas de auditoria externa, na qual a forma de comunicação com os usuários internos e externos ocorre por meio das demonstrações financeiras ou contábeis.

O reflexo do trabalho desenvolvido pela administração das organizações será evidenciado nesses demonstrativos juntamente com os seu relatório final, no qual valendo se de normas e padrões de natureza técnica e ética a auditoria independente torna se elemento fundamental no sistema de informação, mediante o desempenho e prestação de contas da entidade.

Todavia, o auditor por meio de estudos e avaliações, desenvolve seu trabalho, tendo por finalidade determinar o grau de observância dos critérios estabelecidos pela empresa auditada e emitir o um parecer sobre o assunto.

Nesse contexto, fica oculto a importância do auditor interno nas organizações e a interdependência da auditoria interna e auditoria externa, no contexto das organizações de capital aberto, o que identificou-se como problema que orientou a fazer questionamentos do fato.

O tema é relevante para os gestores, para organizações, para seus acionistas e para fins científicos, pela razão fundamental de que a auditoria interna, através de medidas corretivas e preventivas, influência e traz conseqüências ao processo de gestão.

O objetivo dessa pesquisa é propiciar conhecimentos sobre a aplicabilidade da auditoria interna e externa dentro de uma organização de capital aberto.

 

BREVE HISTÓRICO DA AUDITORIA CONTÁBIL

 

Historicamente, é difícil encontrar regis­tro preciso das primeiras utilizações dos procedimentos de auditoria pelos povos antigos. Mas o que se comprova é que, no Egito, antigamente, havia o desejo de se constatar as atividades praticadas nas grandes construções, bem como a verificação de registros de arrecadação de impostos.

 Outros povos, como os sumérios, babilônios, sírios, cretenses, gregos e romanos, realizavam registros das escriturações de patrimônios ad­quiridos ou já possuídos, considerando tais atos como prática de auditoria.

Segundo relato, Franco e Marra (1982), a auditoria teve seu início na Inglaterra, devido às necessidades de confirmação dos registros contábeis pelo surgimento das grandes empresas e da taxação do imposto de renda, pois a Inglaterra era quem dominava os mares, como também controlava o comércio mundial.

Com o desenvolvimento econômica e co­mercial da Inglaterra e da Holanda, no fim do século passado, bem como dos Estados Unidos, onde hoje a profissão é mais desenvolvida, que determinou a evolução da auditoria como consequência do crescimento das empresas, do aumento de sua complexidade e do envolvimento do interesse da economia popular nos grandes empreendimentos.

Entretanto desse período em diante, os vários marcos na história da contabilidade vieram a contribuir direta ou indiretamente para o forta­lecimento da auditoria, com a criação das Associações dos Contadores Públicos, regulamentação de normas e padrões contábeis por profissionais capacitados, aumento da importância da profissão do auditor como guardião da transparência das informações contábeis das organizações e sua di­vulgação para o mercado de capitais, entre outros.

 

 EVOLUÇÃO DA AUDITORIA NO BRASIL

 

Em relação aos primórdios da Auditoria no Brasil, não existe divulgações de pesquisas, sendo somente certa que teve origem inglesa.

Conforme Crepaldi (2002), destaca-se sobre influência do clero no surgimento da auditoria, uma vez que a primeira dívida pública organizada foi incorrida pelo Vaticano, através de títulos mobiliários.

Segundo Magalhaes, Lunkes e Muller (2001), a auditoria chegou ao Brasil através das multinacionais e, em 1903, a São Paulo Tramway, Light and Power Company, com matriz em Toronto - Canadá, publica o primeiro parecer de auditoria brasileira. Em 1909, a Mc-Auliffe Davis Bell & Co, hoje conhecida como Arthur Andersen S.C., foi à primeira empresa a se estabelecer no Brasil.

De acordo com Sá (2002), o desenvolvimento da auditoria está intimamente relacionado ao desenvolvimento econômico-financeiro das empresas. Apesar de a auditoria ter surgido no século XIV, sua formalização ocorreu somente com a criação do cargo de Auditor do Tesouro na Inglaterra, em 1314.

Conforme Franco e Marra (1992), como o poder público do Brasil houve reconhecimento da necessidade da auditoria em 1965 com a lei nº 4728. Pois, depois da 2º guerra mundial, muitas empresas estrangeiras instalaram-se no Brasil, trouxeram esta cultura e a necessidade de um melhor controle. Alguns fatores que exigiram a auditoria no Brasil:

a.    Executivos de Empresas que não podem fiscalizar todos os atos de seus subordinados;

b.    Investidores que não tomam parte ativa na administração de uma Sociedade aberta;

c.    Financiadores e fornecedores que desejam ver confirmada a liquidação de seus créditos;

d.    O Fisco e poder público para evitar a sonegação e um melhor controle das atividades no Brasil.

Corrobora Cavalcanti (2003), a Auditoria interna surgiu no Brasil com a expansão dos negócios, pois o auditor externo passa um curto tempo na Empresa e seu trabalho esta focado na avaliação das demonstrações contábeis. Para atender a Administração faz necessário uma auditoria mais constante, com maior profundidade, mais abrangente e com ênfase em melhoria contínua das normas e procedimentos internos visando ao atendimento das normas externas legais. Assim surgiu a Auditoria Interna.

 

 O PLANEJAMENTO DO TRABALHO NA AUDITORIA

 

Segundo Attie (2007), o trabalho de auditoria implica a realização de diversos procedimentos, cujo desenvolvimento requer certa ordem ou planejamento. Desta forma, planejamento é um comportamento para agir em bases ordenadas, realísticas e sistemáticas; é uma escolha racional de curso de ação. O planejamento, em auditoria, consiste na determinação antecipada de quais procedimentos serão aplicados, bem como a extensão e a distribuição desses procedimentos no tempo e a determinação de quem executarão os trabalhos.

De acordo com Cavalcante (2007), as normas de auditoria geralmente aceitas exigem que o trabalho de auditoria seja adequadamente planejado. Planejar significa estabelecer metas para que o serviço de auditoria seja de excelente qualidade e ao menor custo possível. Os principais objetivos a serem atingidos são os seguintes:

Adquirir conhecimentos sobre a natureza das operações, dos negócios e forma de organização da empresa;

a.    planejar maior volume de horas nas auditorias preliminares;

b.    obter maior cooperação do pessoal da empresa;

c.    determinar a natureza, amplitude e datas dos testes de auditoria;

d.    identificar previamente problemas relacionados com contabilidade, auditoria e impostos.

De acordo com Attie (2007), a definição do trabalho é parte importante de um planejamento que visa à identificação do serviço de auditoria a ser realizado Espera-se que, anteriormente à definição do trabalho a ser executado, exista um planejamento global da empresa que especifique todos os possíveis trabalhos de auditoria que necessitam ser praticados. Caso isso seja aplicável, neste momento é que se define claramente o trabalho que ora precisa ser cumprido. Caso não haja o planejamento global, o estudo inicial será indispensável para fornecer o subsídio da identificação do trabalho a realizar.

Como parte integrante de um bom planejamento, a definição do trabalho torna-se imprescindível para levar a tarefa ao êxito. Uma indefinição indica válvula de escape para que o trabalho torne rumo completamente distinto do que se projeta, provocando horas despendidas em excesso, justamente por não se saber aonde se quer chegar.

Alguns programas de auditoria executados nas organizações  permitirá à equipe avaliar, em campo, sobre a conveniência de ampliar os exames (testes de auditoria) quanto à extensão e/ou à profundidade, caso necessário.

Para melhor entendimento  e com o objetivo de padronizar o uso de símbolos a Auditoria Interna de algumas empresas utilizam das seguintes marcas (símbolos):

  1. Conforme documento original examinado (Ø)
  2. Conforme registro do sistema informatizado ()
  3. Conferido (√)
  4. Cálculo conferido (Σ)
  5. Ponto de relatório (X)

 A principal função de tais marcas é evidenciar qual o tipo de revisão que foi efetuada sobre aquele item marcado Manual de Auditoria Interna – MAI. É importante que os programas de auditoria indiquem claramente o significado de cada marca ou símbolo empregado. (Conab,2008)

 

ASPECTOS GERAIS DA AUDITORIA EXTERNA OU INDEPENDENTE

 

Crepaldi (2007, p. 32) cita:

 

Auditoria externa constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivos a emissão do parecer sobre a adequação com que estes as representam a posição patrimonial e financeira, o resultado das operações, as mutações do patrimônio líquido, as origens e aplicações de recursos da entidade.

 

 

     Já Sá entende que: Auditoria é uma tecnologia contábil aplicada ao exame de algumas demonstrações, registros, e de quaisquer elementos de consideração contábil, com perspectiva de apresentar opiniões, conclusões, críticas e orientações sobre situações ou fenômenos patrimoniais da riqueza aziendal, pública ou privada, quer ocorridos, quer por ocorrer ou prospectados ou diagnosticados (SÁ, 2002,P.25).

     Segundo Almeida (2008, p. 26), como conseqüência: Para os futuros aplicadores de recursos as demonstrações contábeis passaram ser de grande valia. Como medida de segurança contra a possibilidade de manipulação de informações, os futuros investidores passaram a exigir que essas demonstrações fossem examinadas por um profissional independente da empresa e de reconhecida capacidade técnica.

      Por fim, em se tratando de auditoria externa, esta será realizada por uma empresa ou organização externa ou independente que seja imparcial aos resultados verificados de forma a não influenciar ou favorecer interesses de outrem, sejam de dentro ou fora da organização.

 

HABILIDADE PROFISSIONAL

 

      Quanto à pratica de auditoria seja ela interna e externa, é de exercício exclusivo de um contador.

Para o exame de demonstrações contábeis de empresas de capital aberto, faz se necessário os registros do profissional na comissão de Valores Mobiliários alem do registro no Conselho Regional de Contabilidade, no qual encontra se regulamentada pela Resolução n°821/1997, para auditores Externos e pela Resolução n°781/1995, para auditores internos, ambos aprovados pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), e ainda a instrução CVM n° 308/1999, para o registro de Auditores Externos, Pessoa Física e Jurídica, que atuem no âmbito do mercado de valores mobiliários.

      No exercício de suas funções o auditor independente deve observar as Normas de Auditoria Geralmente Aceitas. Normas estas que foram propostas pelo então Instituto dos Auditores Independentes do Brasil- IAIB, atual Ibracon, ao Conselho Federal de Contabilidade, em 30 de março de 1972. Em 14 de abril de 1972, o Conselho Federal de Contabilidade aprovou por meio de sua resolução n°321, as Normas de auditoria geralmente aceitas no Brasil. Atualmente a presente regulamentação esta prevista na resolução n° 820/1997, so CFC, e na Instrução CVM N° 308/1999.

      Segundo Attie (1998), o profissional Auditor Contábil tem que primar pela construção de uma reputação proba, alicerçada em padrões morais inatacáveis e de boa conduta. A atitude de uma auditoria reflete a combinação de uma educação profissional, conhecimento técnico através de estudos complementares e com a maturação pessoal adquirida pela experiência.

O auditor independente deve observar as normas, regulamentos e procedimentos da CVM, do CFC e do Ibracon no que diz respeito a:

 

a.            Deveres e responsabilidades dos auditores Independentes

b.            Exame de qualificação técnica;

c.            Controle de qualidade interna;

d.            Controle de qualidade externa;

Programa de educação continuada, inclusive com previsão de atividades especificas relativas á auditoria independente em empresas de capital aberto.

 

ASPECTOS GERAIS DA AUDITORIA INTERNA

 

O CFC, através NBC – T 12 (2003) relata que a auditoria interna constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo examinar a integridade, adequação e eficácia dos controles internos e das informações físicas, contábeis, financeiras e operacionais da entidade. Todavia, é comum que a auditoria interna trabalhe em conjunto com a auditoria externa, tendo em vista que, se a interna possuir um bom controle, os testes realizados pela externa serão menores. Logo os custos para a realização de uma auditoria externa podem ser bem menores.

De acordo com Franco e Marra (1992), a auditoria interna é aquela exercida por funcionário da própria empresa, em caráter permanente. Apesar de seu vínculo à empresa, o auditor interno deve exercer sua função com absoluta independência profissional, preenchendo todas as condições necessárias ao auditor externo, mas também exigindo da empresa o cumprimento daquelas que lhes cabe.

Conforme Cavalcanti (2003), o auditor interno tem como principal objetivo:

  1. verificar se as normas internas estão sendo seguidas e estão conforme as normas externas;
  2. verificar a necessidade de aprimorar as normas internas vigentes;
  3. verificar a necessidade de criação de novas normas internas.

A auditoria Interna tem por missão básica assessorar a administração, no desempenho de suas funções e responsabilidades, através do exame da:

a.    Adequação e eficiência do controle interno

b.    Integridade e confiabilidade dos sistemas estabelecidos para assegurar a observância de políticas, planos, procedimentos e metas;

c.    Confiabilidade e integridade das informações e registros;

d.    Enfim assessorar e aconselhar a direção, fazendo recomendações sobre planos, sistemas, diretrizes, transações etc, visando entre outros a:

- melhorar a execução e eficiência da áreas

- corrigir problemas organizacionais

- otimizar a aplicação da legislação fiscal e seus custos

- melhorar a qualidade e velocidade de informação para tomada de decisões gerenciais.

A auditoria interna é exercida por um profissional da própria empresa em caráter permanente devendo o auditor exercer sua função com total independência profissional. Devem exercer sua profissão com consonância as normas de auditoria e o vinculo de emprego não lhe deve tirar a independência profissional, pois sua subordinação à administração da organização deve ser sob aspecto funcional.

Os auditores internos devem ser independentes a ponto de exercer sua função livre e objetivamente, sendo necessário fazer julgamento imparcial e sem tendenciosidade, que é essencial à realização de uma adequada auditoria.

Os auditores internos não devem assumir responsabilidade no setor operacional, mas se por ventura ocasionalmente forem incumbidos de trabalho que não o de auditoria, deve deixar bem claro que não estão atuando na qualidade de auditores internos.

 

INTERDENPENDÊNCIA DA AUDITORIA INTERNA COM A AUDITORIA EXTERNA.

 

Num mundo globalizado e com o aumento da complexidade das operações de uma empresa, faz se necessário exigir dessas empresas cada vez mais um patamar mais avançado de tecnologia e tomada de decisões muito mais rápidas para manter-se no auge e na competitividade que vivemos, sendo necessário aplicabilidade de normas e procedimentos de controles.

Para tanto surge a auditoria, com objetivo de mensurar a confiabilidade dos registros e das demonstrações contábeis, valendo se de exame de documentos, registros, livros, inspeções, obtenção de informações e confirmação interna e externa.

As informações da auditoria são indispensáveis a todos os usuários das informações seja usuário interno (dentro da própria empresa,ou seja administradores ou proprietários) seja usuário externo(fora da empresa, ou seja credores, investidores, entidades normativas, autoridades fiscais etc) pessoas físicas e jurídicas que tenha interesse nos dados produzidos pelo sistema de informações contábeis de uma entidade.

Dessa forma é de fundamental importância, que as organizações aprimorem o nível de controle através da uma sistemática auditoria interna para subsidiar a auditoria externa ou independente.

Com a evolução da auditoria externa ou independente nos últimos anos, faz com que muitos profissionais da área contábil busquem conhecimentos e habilidades específicas para atuar nesta área no qual a profissão exige a obediência aos princípios éticos profissionais e qualificações pessoais, que apóiam em auto análise,imparcialidade,sigilo profissional,bom senso, autoconfiança,perspicácia nos exames, caráter, espírito de independência e é claro conhecimento pois precisa ser especialista em auditoria tendo uma visão generalizado de todo o contexto que envolve uma organização.

A auditoria, em especial a auditoria externa ou independente é um instrumento de controle administrativo, onde se destaca como um ponto de convergência de todos os efeitos, fatos e informações originadas dos diversos segmentos da empresa, a execução de uma auditoria, não se isola somente ao controle da contabilidade, mas se estende aos diversos segmentos de uma empresa onde surgem cuidados especiais ou análises deresultados ou ainda fatores que venham trazer confiabilidade ou benefícios a empresa. O auditor interno por sua vez pretende testar a eficiência dos controles internos e dos sistemas utilizados nas organizações; ele deverá atender aos anseios dos gestores sobre os riscos internos, observando, aconselhando e esclarecendo os responsáveis envolvidos, proporcionando a implantação de novas ações corretivas e necessárias para o bom funcionamento dos negócios.

Nesse contexto, o controle interno, facilitou o trabalho dos auditores internos e também dos auditores externos, uma vez que com a emissão de relatórios emitidos pela organização tornou se mais confiável, devido à aplicabilidade de testes rigorosos, o que conseqüentemente fez com que a quantidade de testes a serem aplicados pela auditoria interna e posteriormente pela auditoria externa fossem diminuídos.

Dessa forma, estas duas áreas devem buscar unir seus trabalhos para melhor aproveitamento dos recursos, competências e benefícios, sendo que o auditor externo, não deixando de cumprir o seu objetivo, deve, portanto, coordenar suas ações de modo que seus programas adotem procedimentos idênticos e impeçam a execução de tarefas repetidas.

Diante disto operando em diferentes graus de profundidade/extensão  no entanto com interesses comuns, a auditoria externa trabalha em harmonia e coerência com os auditoria interna, estes devem colaborar prestando informações e fornecendo relatórios de controles internos e gerenciais utilizados no dia a dia. Sendo elas degrande relevância para o auditor externo.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

 A praticidade exigida pela vida moderna e a conscientização de que os cuidados com a organização são essenciais para as diretrizes estratégicas voltadas à gestão dos negócios, demonstram a importância da auditoria no processo decisório das organizações.

Atualmente, onde a globalização da economia se faz presente, os procedimentos empíricos, elementar ou simplesmente técnicos, por si só não lhe garante o êxito para a sobrevivência organizacional. O que se requer hoje é a adoção de um monitoramento permanente de uma auditoria interna moderna e ágil voltada para todos os aspectos da gestão administrativa.

Apesar da expansão das empresas de capital aberto, e as transformações econômicas e sociais, ocorridas na ultima década, exigem dos seus gestores uma postura mais dinâmica, profissional e emprego de ferramentas mais eficazes de controle e avaliação de resultado. Dessa forma a Auditoria Interna bem implantada contribui para que este objetivo seja alcançado.

Como resultado da pesquisa constatou-se que a Auditoria Interna está mais bem desenvolvida em empresas de grande porte ou organizações públicas sendo, de fundamental importância que essas empresas que aprimorem os níveis de controle através da auditoria interna e externa. Por sua vez, a auditoria interna acaba contribuindo com arcabouços de medidas estratégicas que se faz necessário para que uma organização não venha ter resultados de uma Auditoria Externa desfavorável em sua analise, implicando assim a imagem e credibilidade da empresa auditada. Dessa forma a Auditoria Externa aperfeiçoa a utilidade das informações fornecidas e dá credibilidade á contabilidade, valorizando seus objetivos.

A partir de dados apresentados e discutidos pode-se concluir que a auditoria é o processo pelo qual o auditor certifica da veracidade das demonstrações contábeis, examinando os critérios e procedimentos contábeis adotados em sua elaboração, e se estes estão de acordo com normas brasileiras de Contabilidade os princípios fundamentais da Contabilidade. Deste modo sugere se que o trabalho do auditor interno e externo seja interdependente, ou seja, trabalho conjugado entre ambas deve ser estimulado como forma de evitar duplicidade de trabalho, assim como prevenir e promover à redução de custos de ambas as partes.

Em função de uma boa credibilidade junto aos usuários da informação é recomendável que haja integração permanente entre as duas auditorias para se determinar que todas as áreas consideradas prioritárias sejam examinadas a intervalos de tempo regulares e com extensão adequada. Assim sendo, supõe que mediante o exposto, seja possível que este trabalho possa contribuir para ressaltar a relevância que o controle interno possui como ferramenta capaz de evitar fraudes e erros, com o apoio da auditoria interna na gestão dos negócios das organizações de capital aberto, visualizando a interdependência com a auditoria externa de modo que sua função é zelar pela credibilidade e fidedignidade e ao final emitindo um parecer para o que possam interessar para tomadas de decisões.

 

REFERÊNCIAS:

 

CREPALDI, Silvio Aparecido. Auditoria contábil: teoria e prática. São Paulo, SP: Atlas, 2000.

Auditoria Independente e a Lei Sarbanes Oxley disponível em:http:/ /www. Ebah.com.br/content/ABAAABEO8AI/auditoria-independente-a-leisarbanes-oxley. Acesso em 19 de junho de 2016.

Dicionário Informal Acessado em 09 de julho de 2016 Disponível: http://www.dicionarioinformal.com.br/sinonimos/auditoria.

Manual de Auditoria-Disponível: http://www.portaldecontabilidade.com br/guia/auditoria .  Acesso em 09 de julho de 2016.

PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online comcertificado http://www.portaleducacao.com.br/educacao/artigos/14832/conceito-de-auditoria-externa

FRANCO,Hilario; Marra,Ernesto.Auditoria Contábil. São Paulo: Atlas, 1996Instituto Posto Ecológico.

Disponível em http://www.institutopostoecologico.com.br/ Acesso em: 10 de julho de 2016;

MAGALHÃES, Antonio de Deus Farias; LUNKES, Irtes Cristina; MÜLLER, Aderbal

Nicolas. Auditoria das organizações: metodologias alternativas ao planejamento e à

operacionalização dos métodos e das técnicas. São Paulo, SP: Atlas, 2001.

MEDEIROS, Eduardo Silva. A atividade de auditoria independente: um breve estudo sobre a independência dos auditores e as normas profissionais aplicáveis. 2005. Rio de Janeiro: URFJ. (Monografia, Especialização em Auditoria).Disponívelem:http://www.cvm.gov.br/port/public/pubfrj_cvm/Eduardo_Silva_de_Medeiros.pdf Acesso em: 09 de julho de 2016.

ROMERO, José Fernando Leme. Licenciamento Ambiental das Usinas Termoelétricas no Estado de São Paulo. Pós-graduação em Energia. Instituto de Eletrotécnica e Energia. Universidade de São Paulo: 2006;

SÁ, A. Lopes. Curso de Auditoria. 7.ed São Paulo: Atlas, 1989.

SILVA, Jorge Luiz Rosa da; Apostila Auditoria: Disponível em: http://www.uff.br/peteconomia/pages/utilidades/apostilas/administracao/administracao/administracao_auditoria/auditoria_apostila_jorge.doc. Acesso em: 12 de agosto de 2016

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