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ANÁLISE DOS DESAFIOS QUE OS PROFESSORES DO ENSINO SUPERIOR ENFRENTAM NA DOCÊNCIA ATUAL NO MUNICÍPIO DE PIRIPIRI-PI.


Autoria:

Micaella Rocha Gomes


Advogada OAB/PI 12.543, Graduada em Direito na Christus Faculdade do Piauí - CHRISFAPI (2014). E pós-graduanda em Docência do Ensino Superior (2016).

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Resumo:

O artigo em tela trata da análise dos desafios que os professores do Ensino Superior enfrentam na docência atual no município de Piripiri-PI.

Texto enviado ao JurisWay em 11/08/2016.



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ANÁLISE DOS DESAFIOS QUE OS PROFESSORES DO ENSINO SUPERIOR ENFRENTAM NA DOCÊNCIA ATUAL NO MUNICÍPIO DE PIRIPIRI-PI.

 

Micaella Rocha Gomes¹

 

RESUMO

 

O artigo em tela trata da análise dos desafios que os professores do Ensino Superior enfrentam na docência atual no município de Piripiri-PI. Este foi construído baseado em entrevistas realizadas com docentes e acadêmicos do Ensino Superior de instituições pública e privada do município. Artigos, livros e revistas eletrônicas também embasaram a pesquisa. O presente trabalho teve como finalidade descobrir quais as novidades que a contemporaneidade trouxe para a docência no Ensino Superior e até que ponto estas influenciam no trabalho do professor; desvendar que meios os professores utilizam para enfrentar os desafios presentes na atual docência no Ensino Superior e sugerir meios de encarar os desafios que os professores do Ensino Superior enfrentam na docência atual no município de Piripiri-PI. O trabalho também expôs um comparativo entre os desafios enfrentados pelos docentes da instituição pública e da instituição privada, mostrando as semelhanças e diferenças das opiniões dos docentes e discentes de ambas instituições. Diante da atualidade e importância do tema, e dos objetivos da pesquisa, que era buscar melhorias para o docente, para o discente e para o ensino superior como um todo, é que pode-se constatar a importância de tal pesquisa e de maiores aprofundamentos sobre o determinado tema.

 

Palavras-chave: Docente. Ensino Superior. Desafios. Contemporaneidade.

 

1.      Introdução

O presente trabalho apresenta um estudo sobre um tema bastante complexo, que ­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­tem fundamental importância na educação, que são os atuais desafios enfrentados pelos docentes do ensino superior. O mesmo trará a percepção dos docentes e acadêmicos de cursos superiores do município de Piripiri, sobre tal assunto. Expondo a opinião destes em relação aos desafios e às novidades trazidas pela contemporaneidade ao corpo docente que trabalha em algumas das instituições de ensino superior do referido município.

Utilizando das denominações de Isaia e Bolzan (2008), a solidão pedagógica, a insegurança frente aos alunos ou à disciplina, a centração no conteúdo específico e a inadequação à docência serão os principais desafios dos profissionais que se iniciam no magistério superior.

Visto isso, o trabalho expõe também as formas de aprendizagem que devem ser utilizadas pelo docente universitário e o modelo do atual acadêmico do ensino superior, com suas mudanças e peculiaridades.

Gaeta e Masetto(2013) descrevem que iniciar uma carreira como docente no ensino superior tem se tornado tarefa cada vez mais complexa e desafiadora. Complexa, pois as mudanças promovidas pelas novas tecnologias levam a atuação do professor para além de sua especialização; desafiadora, pois se vive num período de transição e rompimento com os padrões e modelos educacionais do passado, sem que ainda se tenha exata certeza de que virá pela frente bem como qual o modelo ideal a ser seguido.

Por isso, refletir sobre os desafios da docência no ensino superior na atualidade se faz necessário para que o professor, no desempenho de sua profissão, possa entendê-los claramente e melhor atuar. E após esta reflexão, possa observar e analisar de forma mais lúcida os conhecimentos de seus alunos, planejando ações fundamentais para que escolhas cada vez mais adequadas de estratégias de ensinagem possam ser realizadas em prol da formação destes alunos.

Logo, percebe-se que a qualidade da formação dos alunos do ensino superior é, sem sombra de dúvida, um dos maiores desafios a serem enfrentados nos dias de hoje, circunstância, ademais, diretamente ligada à formação do próprio professor universitário. Isso ocorre porque, na atualidade, antevemos uma quebra de paradigma educacional, desencadeada pela crise que hoje sofre a educação brasileira, deforma geral.

Assim, o objetivo do presente estudo foi discorrer acerca das dificuldades vivenciadas pelos professores do ensino superior frente a essa transição paradigmática o que requer a apropriação de outros conhecimentos, de novas tecnologias, bem como de novas formas de ensinar, pelas quais seus alunos o compreendam.

Portanto, o artigo em tela analisa a opinião dos docentes e discentes sobre o tema e faz com que os professores analisem os desafios presentes na docência atual, podendo, assim, observar e refletir de forma mais lúcida sobre os conhecimentos de seus alunos, planejando ações fundamentais para que escolhas cada vez mais adequadas de estratégias de ensinamentos possam ser realizadas em prol da formação destes alunos.

 

2.      A Aprendizagem e o Aluno do Ensino Superior

 

Dentre os diversos conceitos dado à palavra “ensinar”, o que melhor remete à ideia de que alguém está ensinando algo importante para outro, é o de “educar”.

Educar vem do latim, educare, e etimologicamente significa “ir de um lugar para outro”, (GALLO, 2012). Diante desse significado podemos imaginar que um amigo que mora longe, vem visitar nossa cidade. Certamente levaremos o visitante para conhecer pontos turísticos, os quais já conhecemos bem, mas que serão elementos novos ao nosso amigo, que nunca os viu. Em contrapartida, ouviremos suas perspectivas em relação ao passeio e conheceremos, sobretudo, aquilo que ele pesquisou a respeito da cidade antes de estar ali, percebendo então o quanto este visitante se preparou para o passeio. Chega-se então à conclusão de que ambos se beneficiam um do conhecimento do outro.

E é exatamente assim que acontece na relação do educar, onde ambas as partes ensinam, mas também aprendem. E não sendo desta forma, não há de fato o exercício da aprendizagem.

De acordo com Veras (2011), ensinar no ensino superior atualmente caracteriza-se por seu aspecto de capacitação profissional, a partir do qual o professor precisa discutir sobre o tecnicismo da futura profissão de seus alunos, ansiosos em ser competentes em suas almejadas atividades após estarem formados.

No entanto, o professor não deve portar-se como um “treinador”, mas deve trabalhar junto com os alunos, para que o aprendizado se torne algo real e interessante.

Logo, o professor tem a missão de despertar o interesse de quem aprende. E para isso é preciso refletir sobre aquilo que irá ensinar, para quem e como e para quê irá fazê-lo.

De acordo com o Censo (2010) os alunos ingressantes no ensino superior são jovens adultos e a idade média dos matriculados é de 26 anos de idade.Muitos desses alunos estão na fase que compreende o período dos 20 aos 35 anos, na qual compartilham suas ideias com os outros e a forma com a qual lidam com os sentimentos é a mesma forma com a qual lidam com a energia empenhada no trabalho, no estudo e nas relações, onde há um foco na construção da independência e das realizações.

 

 

Assim, percebe-se que na fase adulta o aluno interage mais no processo de aprendizagem e tem maior consciência em relação aos comportamentos exigidos na sociedade e no ambiente profissional, visto que possui maior clareza sobre seus objetivos e sobre a estrada que deve percorrer para chegar até eles.

No entanto, não é por isso que o docente do ensino superior deve esquecer-se da importância de motivar, constantemente, esse aluno adulto, devendo planejar aulas precisas com bastante intencionalidade, ou seja, informando no início de cada curso o que os alunos serão capazes de fazer ao final do mesmo.Esta mobilização se deve pelo fato de o aluno do ensino superior precisar conscientizar-se que deve participar e ser também responsável por sua formação.

Contudo, conclui-se que, independente da idade, para que haja uma boa relação entre docente e discente, é preciso que o professor converse com o aluno para entendê-lo e para que a necessária contextualização das atividades propostas aconteça de forma a propiciar ao docente e ao aluno o bom desenvolvimento do processo de aprendizagem.

 

3.      O Docente do Ensino Superior e a Era da Informação

 

Na docência do ensino superior contemporânea, o professor deixou de sera única fonte de informações do aluno, e passou a explorar com ele outros ambientes de aprendizagem. Havendo assim, uma valorização do processo coletivo, que consiste em aprender com outros alunos, com outros professores de outras áreas e com profissionais não acadêmicos, estendendo o ambiente de aprendizagem para a sociedade de modo geral.

O professor do ensino superior na atualidade deixou, então, de ser apenas um especialista em alguma área de atuação no mercado de trabalho, capaz de ensinar, e transformou-se em um profissional da área de ensino, capaz de motivar e incentivar o aluno no processo de aprendizagem.

Logo, o bom docente do ensino superior não ensina apenas com foco no mercado de trabalho, até porque não tem como saber como estará este mesmo mercado quando seus alunos se formarem. O bom docente deverá, na verdade, direcionar a aprendizagem de seus alunos de modo a encaminhá-los além das exigências mercadológicas. Fazendo com que os mesmos possam se posicionar social e profissionalmente em suas carreiras no futuro.

Além disso, o professor deve estar constantemente preocupado com sua atualização diária, visto que estamos vivendo na Era da Informação, onde o aluno tem acesso a informações através de vários canais, principalmente dos meios tecnológicos, podendo, inclusive, deter dados que o próprio professor ainda não possui.

Para Valério e Liberto (2011) a revolução digital traz consigo uma mudança significativa no panorama educacional à medida que a tecnologia põe ao alcance do aprendiz uma enorme gama de informações, que se multiplica em um curto espaço de tempo e da qual ele pode lançar mão para imprimir suas próprias escolhas e estabelecer seu próprio percurso de aprendizagem. Neste momento histórico nos parece extremamente oportuno preparar o professor em formação para incorporar os recursos disponíveis na rede mundial de computadores a sua prática pedagógica.

Dessa forma, a Era da Informação faz com que o docente deixe de possuir informações as quais antes só poderiam ser conseguidas por aqueles que estavam matriculados em cursos de graduação.

Com as inúmeras informações disponíveis na internet, é comum que o aluno traga para a sala de aula uma novidade que o professor ainda não soube e advinda de alguma fonte da qual não tem conhecimento.

Em contrapartida, se a Era da Informação trouxe para o ensino superior e para a sociedade como um todo a facilidade em encontrar informações, principalmente por meio da internet, também trouxe problemas encontrados na rede cibernética, como fontes inseguras, indicações de obras pouco confiáveis, sem legitimação acadêmica e empobrecimento do uso da linguagem, além da possibilidade do aluno procurar apenas sínteses de alguns temas, sem uma reflexão mais profunda a respeito de cada conceito.

Dessa forma, compreende-se que o docente no ensino superior possui grandes desafios, dentre eles, a atualização diária, para que consiga acompanhara Era da Informação, utilizando-a como sua aliada, e não como uma “inimiga” capaz de prejudicar seu trabalho e o aprendizado dos alunos. Além do dever de contribuir para a auto-formação do aluno, ensinando este aluno a assumir a condição humana, ensinando-o a viver e instruindo-o sobre como se tornar não só um bom profissional, mas também um cidadão do bem.

 

4.      Entrevista com Professores do Ensino Superior sobre os desafios enfrentados na docência atual no município de Piripiri-PI

 

Em entrevista com a Diretora de Ensino da CHRISFAPI, Mestra em Administração (Gestão de Sistemas Educacionais) e Especialista em Docência do Ensino Superior, professora Ivonalda Brito de Almeida Morais, a mesma afirmou que a docência, em qualquer nível de ensino, é sempre um desafio. E, no Ensino Superior, esse desafio é maior ainda, uma vez que o professor está contribuindo para a qualificação profissional dos alunos. Visto isso, tem que estar preparado no que diz respeito ao conteúdo da disciplina e aos exemplos práticos da atuação profissional, além de competir com a tecnologia que torna a escola um ambiente anacrônico e monótono.

Quando perguntada sobre a necessidade de uma inovação nos métodos de ensino para que alunos contemporâneos tenham uma maior empolgação e um maior envolvimento com a aprendizagem, visto a modernidade e a mudança de comportamento dos discentes, a professora Ivonalda respondeu que sem dúvida faz-se necessário sim essa inovação.

Segundo ela, é preciso trazer para a sala de aula a tecnologia, as redes sociais e, claro, está sempre se atualizando, pois todos os alunos têm acesso irrestrito à informação, não sendo mais o professor o detentor absoluto do conhecimento.

Diante dessa afirmação, perguntamos se a era tecnológica em que vivemos atualmente, onde, através da internet, todos os tipos de informações são encontradas facilmente, a qualquer tempo e por variadas fontes, contribui ou prejudica o trabalho do docente do Ensino Superior. Para a professora, a era tecnológica contribui, pois obriga o professor a se manter sempre atualizado, além de tornar o aluno o sujeito ativo de sua aprendizagem.

Sobre as principais novidades que a contemporaneidade trouxe para a docência no Ensino Superior e até que ponto estas influenciam no trabalho do professor, em Piripiri – PI, a mestra Ivonalda afirma que a Internet, incluindo aí o uso do computador, as redes sociais, sem dúvida é um divisor de águas no ensino, em todos os níveis e modalidades, mas, no Ensino Superior, sua influência é maior, tendo em vista que os alunos têm mais proficiência no uso dessa tecnologia e o professor tem que se adequar aos novos tempos para que não corra o risco de ficar falando sozinho na sala de aula.

E em relação aos meios que os professores devem utilizar para enfrentar os desafios presentes na atual docência no Ensino Superior de Piripiri – PI, Ivonalda foi categórica ao dizer que estudar, qualificar-se e manter-se sempre atualizado acerca do que está ocorrendo no mundo a fim de despertar no aluno confiança em sua atuação docente, além de buscar um bom relacionamento com os alunos.

Entrevistamos também a professora do curso de Licenciatura Plena em Pedagogia, da Universidade Estadual do Piauí - UESPI, Maria Dênis Rocha Araújo. Para esta, são muitos os desafios que os professores do Ensino Superior enfrentam na docência atual no município de Prefere – PI. Visto que educação, de modo geral, sofre com os problemas de infraestrutura e materiais pedagógicos insuficientes que possam contribuir para um aprendizado com mais qualidade. No Ensino Superior Piripiriense, um dos principais desafios consiste na indisponibilidade de materiais de apoio à prática docente com recursos em quantidade suficiente e tecnologias em geral.

Em relação à inovação nos métodos de ensino, Dênis afirma que professores compromissados com o ensino de qualidade, independente das dificuldades diárias pertinentes ao magistério, sempre buscam aprimorar sua metodologia e suas técnicas. A mudança de comportamento que vem ocorrendo nos discentes deve e é levada em consideração. Aulas atrativas, com o uso de tecnologias da comunicação e informação são boas ferramentas para a empolgação do aluno e assim, usada como um recurso favorece a aprendizagem.

Assim como a professora Ivonalda, a professora Dênis também acredita que a era tecnológica contribui com o trabalho do docente do Ensino Superior. Pois, segundo ela, vivemos em um mudo globalizado, onde a disponibilidade de informação acontece cada vez mais de forma rápida e dinâmica. Dessa forma, aprendemos a conviver e contar com a tecnologia, pois a mesma facilita nosso trabalho, tornando-o mais rápido e mais interessante para o aluno. Com um direcionamento e acompanhamento adequado do uso desses recursos podemos agregar qualidade ao ensino.

Segundo a professora entrevistada, a contemporaneidade trouxe consigo rapidez, dinamicidade, possibilidades, isolamento, independência na docência no Ensino Superior. Para ela a contemporaneidade não pode ser vista como algo negativo. Deve ser vista como mudanças que são consequências sócio-históricas e que, portanto, fazem parte das nossas vidas e repercutem de diferentes formas em diferentes grupos.

Por fim, a Dênis conclui dizendo que os desafios fazem e sempre fizeram parte do magistério. É um trabalho árduo e continuo em todas as esferas da educação. Em meio aos novos desafios de ensinar no ensino superior o professor utilizará sempre a sua criatividade, dinamicidade e compromisso, pois estas qualidades serão sempre o diferencial.

 

5.      Entrevista com Acadêmicos do Ensino Superior sobre os desafios enfrentados pelos professores na docência atual no município de Piripiri-PI

 

A aluna Ana Caroliny de Sousa Fontenele cursa Direito na Universidade Estadual do Piauí – UESPI, e acredita que a má estruturação da universidade impede a maior desenvoltura do professor na sala de aula. Por exemplo, a quantidade insuficiente de datashow, que prejudica o plano e metodologia de aula já planejada pelo próprio professor; o pequeno acervo de livros na biblioteca, que impedem a maior interação do aluno com o conteúdo apresentado pelo docente, visto que por tratar-se de uma universidade pública, nem todos os alunos possuem condições de se manterem atualizados comprando livros que na maior parte são caros.

Para a acadêmica entrevistada, outro desafio enfrentado pelos docentes de sua universidade reside no fato de nenhum professor, ao menos que já tenha ministrado aula para mesma, seja da própria cidade de Piripiri; fato este que desencadeia alguns desencontros e imprevistos, já que a maioria esmagadora dos alunos também não é da cidade.

Quando perguntada sobre a necessidade de uma inovação nos métodos de ensino, para que os alunos adquiram uma maior empolgação e um maior envolvimento com a aprendizagem, a acadêmica Ana respondeu que acha necessária essa inovação. Segundo ela, as metodologias de ensino devem acompanhar as mudanças da sociedade, da visão nova do homem perante os problemas e novas conquistas, evolução da tecnologia, dentre outras mudanças. Gerando assim maior interação, interesse e absorção dos conteúdos. Métodos retrógados tendem a não deixar fluir os conteúdos, principalmente em salas de ensino superior.

A acadêmica também afirma que a era tecnológica em que vivemos atualmente contribui para o trabalho do docente do Ensino Superior. A mesma fundamenta sua afirmação pelo fato de constantemente utilizar a internet em sala de aula para complementação, porque como já mencionado a biblioteca possui um acervo muito pequeno e desatualizado. Além de complementar em sala de aula, na maior parte das vezes por pedido dos próprios professores, auxilia como base do conteúdo por completo e dúvidas em geral (baixar livros, vídeo aulas).

Quanto às fontes variadas, a acadêmica diz que com o tempo os alunos aprendem quais sites podem ou não confiar, muitas vezes recebendo indicação direta dos professores, sendo assim, vê a internet como mais um tipo de aprendizado.

De acordo com Ana, a principal novidade que a contemporaneidade trouxe para a docência no Ensino Superior foi a inserção assídua da internet na relação professor-aluno e vice e versa, tal como sua utilização para complementação e base dos conteúdos ministrados. Segundo ela, a tecnologia influencia e muda totalmente, positivamente, a dinâmica do professor na sala de aula.

Em relação aos meios que os professores devem utilizar para enfrentar os desafios, a aluna acredita que seja continuar trazendo novos meios/métodos à sala de aula que supram as necessidades da universidade, como por exemplo, livros atualizados para xérox dos alunos, mandar conteúdos para o e-mail das turmas, manter sempre uma relação estreita com os alunos (o melhor meio é a internet), para evitar possíveis desencontros e faltas.

Concordando com a acadêmica Ana Caroliny, a também acadêmica do curso de Direito da UESPI, Maria do Carmo Carvalho Sousa, diz que um dos maiores desafios enfrentados por seus professores é a distância até o local de serviço. Porque a maioria deles moram na capital. Somando-se a isso a falta de compensação salarial, ou seja, a desvalorização por parte do governo. Ressaltando-se que o Campus da UESPI de Piripiri conta com poucos professores efetivos, a maioria são por contratos provisórios.

A aluna Maria do Carmo também ressalta o fato dos professores encontrarem dificuldades em repassar os conteúdos, uma vez que eles não são formados em pedagogia, apenas são, ou bacharéis ou especialistas, sabendo muito para si. E apenas depois, com o tempo, é que começam a adquirir experiência.

Diferente da nossa primeira entrevistada Ana Caroliny, a acadêmica Maria do Carmo afirma que não há necessidade na inovação do ensino, pois acredita que não dá para padronizar métodos de ensino, pois cada professor tem um método de ensino próprio. Para ela, empolgação e envolvimento com a aprendizagem depende da disciplina, pois há umas mais envolventes, outras não.

Em relação à era tecnológica, a acadêmica Maria disse que não se pode negar que tem alunos que simplesmente fazem o famoso copia e cola da internet. Estes são pessoas descompromissadas com o que fazem, que não percebem que isso somente os prejudica, que não os levam a lugar nenhum. Por outro lado há aqueles que tem sempre em mente uma conquista a ser alcançada, querendo, de fato, adquirir conhecimentos. Para estes é bom ter o mudo tecnológico cheio de informações disponíveis, uma vez que os professores não dão conta de repassar a grande quantidade de conteúdos de uma determinada matéria, por conta do pouco tempo disponível. As informações facilmente encontradas são, na verdade, uma forma de adquirir maiores conhecimentos, e, com base nelas formar nossas próprias opiniões.

Ainda para Maria, entre os meios que os professores devem utilizar para enfrentar os desafios presentes na atual docência no Ensino Superior de Piripiri – PI estaria reivindicar ao poder público mais contratações efetivas. E que sejam treinados previamente, para que consigam repassar os conteúdos da melhor forma, possibilitando efetivamente o aprendizado.

A terceira entrevista foi a acadêmica do curso de Direito da Christus Faculdade do Piauí - CHRISFAPI, Rayssa Magalhães. Para esta, a desvalorização para com o trabalho do professor, vinda não só por parte dos alunos, em alguns momentos, mas também por parte das próprias instituições onde os professores trabalham, onde muitas vezes os salários não estão à altura da dedicação do professor, e também a descaso com o profissional, pois a instituição, por pagar pelo serviço prestado, sente-se “dona” do professor, deixando de lado muitas vezes a cordialidade na hora de lidar com o mesmo, são alguns dos principais desafios enfrentados pelo docente.

Em relação à inovação na metodologia, Rayssa afirma que passar horas dentro de uma sala de aula não é algo divertido. Tudo que puder ser feito pelo professor pra tornar aquelas horas menos cansativas e mais interessantes é válido. O professor deve procurar essa inovação não só pensando no corpo de alunos que ele possui, mas também em si próprio, e no próprio mercado de trabalho, que exige sempre mais de cada profissional, algo que possa destacá-lo no meio dos demais professores.

Sobre o meio de tecnologia avançada onde nos encontramos hoje, a acadêmica diz que pode ser extremamente benéfico ou extremamente prejudicial, dependendo de como é utilizado. Se tal meio servir para buscar uma forma de atualização com o mundo em que vivemos, buscando informações para enriquecer ainda mais nosso conhecimento, a era tecnológica é extremamente positiva. Contudo, se tal era é utilizada na má fé, os resultados de fato serão negativos.

Rayssa também acredita que as maiores novidades trazidas pela contemporaneidade se identificam no campo material. Por exemplo, os utensílios que o professor tem a sua disposição para auxiliá-lo no seu dia a dia de trabalho. Computadores, data show, entre outros. No campo não material, o que se percebe de diferente hoje na docência, é o relacionamento que existe entre professor-aluno. Antes, os professores buscavam sempre manter uma certa “distância” para com os alunos, até mesmo para deixar clara sua posição “superior” a eles. Atualmente, o relacionamento entre os dois já é mais amistoso, o que torna o ato de ensinar e aprender menos frio e mais amigável.

Por fim, a acadêmica relata que para que os desafios sejam vencidos, é necessário que o professor tenha muito amor pela sua profissão. Isso, com certeza levará o mesmo a buscar uma conversa com seus alunos ou com a instituição onde trabalham, buscando elencar suas dificuldades na arte da docência, na procura de um meio termo onde exista a valorização do seu trabalho e meios adequados para o serviço ser prestado.

 

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante do exposto, conclui-se através desse artigo, com embasamento nas entrevistas realizadas com os docentes e acadêmicos do ensino superior do município de Piripiri, que é um assunto muito complexo, que traz grandes divergências, mas que é de interesse de todos.

Observou-se através das entrevistas realizadas com os docentes, que há uma diferença nos desafios enfrentados pelo docente da instituição privada e os enfrentados pelo docente da instituição pública. Enquanto, para a mestra Ivonalda, docente da faculdade particular CHRISFAPI, os principais desafios enfrentados pelo professor seria o fato que este deverá estar muito bem preparado no que diz respeito ao conteúdo da disciplina e aos exemplos práticos da atuação profissional, visto que estará contribuindo para a qualificação profissional dos alunos; e a situação da competição entre o professor e a tecnologia, a qual vem tornando a escola um ambiente anacrônico e monótono.

Para a professora Dênis, docente da universidade pública UESPI, os desafios já estão mais voltados à infraestrutura e materiais pedagógicos insuficientes que possam contribuir para um aprendizado com mais qualidade.

Essa diferença entre os obstáculos enfrentados pelo professor de instituição pública versus o professor da instituição privada, também pôde ser percebida através da entrevista com os acadêmicos. Enquanto as duas alunas da UESPI relataram desafios semelhantes, voltados à má estruturação da universidade, ao pequeno acervo de livros na biblioteca, à dificuldade na compra dos livros, à distância entre a residência do professor e o seu local de trabalho, em contrapartida, a acadêmica da faculdade particular já enfatizou mais sobre a desvalorização do trabalho do professor, vinda não só por parte dos alunos, mas também das próprias instituições, referindo-se não só aos salários, mas também a descaso com o profissional, deixando de lado muitas vezes a cordialidade na hora de lidar com o mesmo.

Já em relação às novidades trazidas pela contemporaneidade para a docência do ensino superior, todas as entrevistadas entraram em um consenso, confirmando que a Internet e a tecnologia (utensílios como computadores, data show…) foram, sem dúvida, uma das maiores inovações no ensino atual.

Dessa forma, conclui-se que o projeto teve um excelente resultado, manifestando os docentes e os acadêmicos quanto a um assunto tão importante e de grande valia para a boa aprendizagem nos cursos superiores.

 

REFERÊNCIAS

 

CENSO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR 2010. Divulgação dos principais resultados do Censo da Educação Superior 2010. INEP, 2011. Disponívelem:. Acesso em: 27 jul 2016.

 

GAETA, Cecília; MASETTO, Marcos T. O Professor Iniciante no Ensino Superior: Aprender, Atuar e Inovar. Editora Senac. São Paulo, 2013.

 

GALLO, Sílvio. As múltiplas dimensões do aprender. São Paulo: COEB 2012(Congresso de Educação Básica: Aprendizagem e Currículo), 2012. Disponívelem: Acesso em: 28 junho 2016.

 

ISAIA, Silvia Maria de Aguiar; BOLZAN, Doris Pires Vargas. Compreendendo os movimentos construtivos da docência superior: construções sobre pedagogia universitária. Linhas Críticas, Brasília, v.14, n.26, p.25-42, 2008.

 

VALERIO, Kátia Modesto e LIBERTO, Heloisa. O professor de LE em formação –desafios e possibilidades na era digital. Linguagens e Diálogos, v. 2, n. 2, p. 1-16, 2011.

 

VERAS, Marcelo. Inovação e métodos de ensino para nativos digitais. São Paulo: Atlas, 2011.

 

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