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A Unificação da Língua Portuguesa


Autoria:

Lilian Candeia Landim


LL Advocacia Previdenciaria, Cível, Tributária e Empresarial.

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Resumo:

A introdução da nova ortografia, sobretudo com a perspectiva de ser a mesma provisória, poderá trazer enormes transtornos no sistema editorial e nos costumes das várias nações envolvidas.

Texto enviado ao JurisWay em 07/05/2009.

Última edição/atualização em 21/09/2010.



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Toda mudança nos costumes já estabelecidos numa sociedade, traz em si grandes impactos. Em princípio esses impactos devem ser analisados ponderando se as vantagens superam em larga escala o status quo reinante.

A introdução da nova ortografia, sobretudo com a perspectiva de ser a mesma provisória, poderá trazer enormes transtornos no sistema editorial e nos costumes das várias nações envolvidas, exigindo a reformulação de incontáveis obras literárias já em circulação.

Importante salientar que a idéia de uma nova ortografia constituída para unificação de um dicionário do idioma português, falado no mundo inteiro, alem de não se sustentar é utópica e, ainda que (exclui fosse) realizável, seria indesejável, uma vez que o idioma português, diferentemente de outros idiomas, se caracteriza pela extrema receptividade em relação a neologismos, pois a  facilidade com que se criam palavras novas constitui uma das riquezas do nosso idioma.                                                              

Uma das línguas mais complexas, o francês, não tem reformas ortográficas há séculos. Sua ortografia é considerada, até pelos franceses, extremamente difícil, tendo algumas palavras até três acentos. Isso não impediu, entretanto, de ser o francês a língua da diplomacia universal durante séculos, conhecida e falada até hoje por pessoas cultas de todo o mundo.

O Novo Acordo Ortográfico muda 0,5% do total das palavras usadas no vocabulário brasileiro. Em Portugal, esse percentual sobe para cerca de 1,6% das palavras usadas, o que representa mais que o triplo de alterações. Isso explica a maior resistência dos portugueses na adoção da nova ortografia que, para alguns, é um mero "abrasileiramento" da língua, pois as bases da unificação da grafia se baseiam em grande parte no critério fonético. O vernáculo vive de escritores, e estes não se impõem pela quantidade, senão pela qualidade de obras que expressem o belo sem protuberâncias vocabulares nem manifestações de desnutrição, de verdadeiras doenças gramaticais.

Interessante perceber que alguns linguistas portugueses defendem a ortografia etimológica, que leva em consideração a origem da palavra, não aceitando a reforma pelo critério fonético, que, segundo eles, corta o elo entre os praticantes atuais da língua portuguesa e os manuscritos deixados pelos seus antepassados. Em contrapartida, para o grupo dos otimistas, a padronização da língua portuguesa pode resultar na expansão do tímido mercado editorial brasileiro, além de aquecer as relações entre o Brasil e a África. Os céticos, por outro lado, lembram de iniciativas similares em décadas passadas - que não deram certo - e reforçam a noção do excesso de conservadorismo dos editores de livros, os quais investem apenas em títulos de sucesso em outros países, em sua grande maioria, bancados a granel pelas grandes editoras.

Com a unificação da língua, a importação de livros vai aumentar ligeiramente, uma vez que os leitores brasileiros e portugueses não vão mais se importar com as diferenças ortográficas.

 

 

Autora: Lilian de Fátima Candeia de Albuquerque

 

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Comentários e Opiniões

1) Leonardo De Araújo (07/11/2009 às 21:06:09) IP: 200.150.139.118
amor.. excelente artigo.. mas não coloque seu endereço é uma falha de segurança pra você!

2) Joselino Santos De Albuquerque (01/01/2010 às 17:09:50) IP: 189.81.115.178
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