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QUE SOCIEDADE QUEREMOS


Autoria:

José Marcio Gramacho Ferreira


EMPRESÁRIO DO RAMO COMERCIAL, ADVOGADO FORMADO PELO CENTRO UNIVERSITÁRIO GERALDO DI BIASI EM VOLTA REDONDA-RJ

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Resumo:

É PRECISO QUE DECIDAMOS QUE SOCIEDADE QUEREMOS, E TOMEMOS POSIÇÃO PARA ALCANÇAR ESSE OBJETIVO.

Texto enviado ao JurisWay em 07/12/2012.



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QUE SOCIEDADE QUEREMOS?

 

Há muito a sociedade brasileira reclama de sua classe política. É necessário reflexão quanto a essa constatação. É preciso uma autocrítica social racional para que possamos nos questionar que sociedade queremos.

            A classe política, quer queiramos ou não, representa uma amostra da sociedade em que vivemos, até por que é por ela escolhida. Então vejamos, quando temos uma lagoa contaminada e retiramos uma amostra para análise, o que é certo é que essa amostra também está contaminada. Não se pode esperar muito de uma classe política quando ela é a amostra de uma sociedade doente, corrompida, individualista, egoísta, e mal educada. Uma sociedade que critica os corruptos, mas dá propina pro guarda pra não levar uma multa, reclama dos ladrões, mas desvia material de escritório do seu local de trabalho como se isso não fosse furto, reclama dos políticos mas não cumpre seu papel de cidadão para denunciar quando é preciso, sob o argumento de que não quer se envolver. Outro dia recebi um e-mail que dizia que estamos muito preocupados em deixar um mundo melhor para nossos filhos, quando deveríamos nos ocupar em deixar filhos melhores para o mundo.

            A sociedade brasileira precisa se conscientizar que estamos caminhando a passos largos para um pântano de areias movediças, e que depois que adentrarmos nele, muito mais difícil ou quase impossível será de sairmos. O Brasil é grande, não pode ter uma sociedade medíocre. Precisamos definir um projeto de nação, e isso só é possível por um único caminho, o caminho da educação.

            O passo inicial para formarmos uma sociedade da magnitude de uma nação do tamanho que o Brasil merece ser, começa pela valorização da educação. Não podemos mais ficar estagnados no tempo nesse quesito tão importante. Só através da educação conseguiremos alçar a posição de destaque social que temos condição de alcançar.

            Não se pode deixar de reconhecer os avanços econômicos que nosso país conquistou nas últimas décadas, tivemos melhorias econômicas e sociais significativas que se iniciaram com a debelada da inflação, mal que tanto nos castigou durante tanto tempo, principalmente corroendo a renda das classes menos favorecidas. A estabilidade econômica e a pequena evolução de nossa legislação, no que tange a um controle mais rígido dos gastos públicos, através da Lei de Responsabilidade Fiscal, em muito contribuíram para uma maior limitação dos desmandos de nossa classe política com relação aos gastos descontrolados.

            O advento de políticas sociais que buscavam mitigar as desigualdades sociais e reduzir a miséria mudou a cara de nosso país, melhoraram, e muito, a vida de milhares de pessoas. Tudo isso é importante e tem que ser comemorado, mas não podemos nos acomodar, é preciso muito mais, pois como já dizia o poeta, “a gente não quer só comida, a gente quer comida diversão e arte”.

            A cada nova conquista mudam-se as necessidades, outras prioridades assumem seus lugares, está na hora de buscarmos uma consolidação dessas evoluções, políticas assistenciais são importantes, mas não podemos correr o risco de eternizarmos o assistencialismo, pois esse torna o povo indolente e o impede de evoluir. Precisamos construir uma sociedade forte, que não fique dependente de políticas públicas, mas que saiba exigir de seus governantes o cumprimento de suas obrigações para as quais foram escolhidos para cumprir.

            É hora de mudar, mas mudar com segurança, o Brasil não pode mais ser a sexta economia do mundo e não ter uma educação de qualidade universalizada em todas as camadas sociais. Somente a educação é capaz de criar oportunidades iguais a todas as classes, somente através da educação é que teremos um país mais justo, mais sério, mais comprometido com seu destino, ou melhor, mais capaz de construir um destino grandioso.

            Não podemos deixar escapar a oportunidade de fazer valer todos os sacrifícios que já vivemos para chegar aonde chegamos, todos os sofrimentos que esse povo teve devem valer a pena. Temos que buscar políticos comprometidos com esta causa, com a causa de fazer um Brasil grande, com a causa de criar um projeto de nação, uma nação que não precise de tantas leis, uma nação onde as pessoas se respeitem mais, onde os compromissos firmados sejam cumpridos, onde todos saibam seus direitos, mas mais importante, onde todos saibam seus deveres, porque assim todos terão seus direitos respeitados, mesmo aqueles que os desconhecem.

            Não, isso não é utopia, isso é um projeto sério e capaz de ser aplicado. Através da educação se consegue reduzir, e muito, os índices de violência, de criminalidade, de disputas judiciais, um povo bem educado é capaz de viver numa maior harmonia. Não será um mundo perfeito, mas com certeza será um país melhor de se viver.

            Eu acredito nisso.

 

 

José Marcio Gramacho Ferreira

Bacharelando de Direito (6º Período)

Centro Universitário Geraldo de Biasi (UGB)

Volta Redonda- RJ

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