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Avatar, o filme


Autoria:

Frederico A. Paschoal


18 anos de atuação jurídica. Pós-graduado em D. Público (IELF) e em D. Constitucional (PUCCamp). Mestrando em Filosofia Política (Unifesp). Professor de pós-graduação (Unisal) e Ciência Política (FACP). Coordenador acadêmico do Nucleojuris.

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Resumo:

Resenha do filme Avatar, traçando um paralelo com o recente julgamento do STF sobre a disputa de terras em Roraima.

Texto enviado ao JurisWay em 02/02/2010.



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Trata-se de um filme futurista, o argumento envolve muito de fantasia. No entanto, existem questões ao fundo que transcendem tempo e lugar, e, sendo assim, são relevantes como exemplos que podem vir a ser úteis na explicação de fenômenos sociais.

Me refiro a utilização de uma sociedade que não se preocupa em produzir excedente, que não tem a economia organizada para o comércio. Produz apenas o essencial, e isso é o bastante; de resto, tudo o que necessita pode ser retirado do ambiente. Vive em uma floresta, e a floresta lhe fornece tudo de que necessita. Existe uma harmonia perfeita entre a sociedade e a natureza. Existem outras comunidades, mas todas convivem harmoniosamente entre si e com a natureza. Não há invasão do espaço alheio e parece que todas compartilham da mesma religião. Cada uma é adaptada ao espaço em que vive, e são reconhecidas pelas habilidades que desenvolveram para se adaptar ao local.

Por outro lado, existem os humanos que querem invadir as terras de uma comunidade específica, pois abaixo da superfície acredita-se que haja um minério muitíssimo raro e extremamente valioso do ponto de vista econômico.

A tribo é arredia ao contato com humanos, já que esses não respeitam seus costumes, apenas querem ensinar “novos” costumes: os costumes humanos (que não são adaptados àquela realidade). Quando ganham a confiança do grupo, tentam impor seus valores sociais e culturais (que não respeitam a natureza).

 

Então a arte imita a vida. Faço um paralelo com o conflito da demarcação de terras da comunidade Raposa Serra do Sol, que são duas comunidades indígenas, que ficam em pontos distantes dentro do Estado de Roraima. Entre esses pontos, outras tribos se encontram ali fixadas. Mas são os interesses dos homens brancos que vêm minando a paz do local. São grileiros, posseiros, garimpeiros e principalmente, latifundiários, que querem dominar essas terras, que podem lhes render um alto faturamento.

Um colega meu, em momento anterior à decisão do STF, fez a seguinte colocação: trata-se de uma área muito grande e os índios não seriam capazes de produzir tanto quanto os homens brancos (que têm espírito empreendedor), e, dando azo à ambição, acabariam “loteando” as terras e ganhariam dividendos exorbitantes; além do que, dado que sua cultura era “atrasada” (sic) em relação a nossa, e que nunca atingiriam o “progresso” que nós atingimos, seria melhor que sua cultura sucumbisse, para que tivessem a oportunidade que nós tivemos, de conhecer o conforto e as maravilhas do mundo moderno.

 

Quando as forças que se opõem ao progresso vencem, lá no final do filme, pode ser que traga tristeza ao espectador que tenha vocação capitalista.

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