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Geração Y: Que DecepYção


Autoria:

Alexandre Motta


Consultor e Sócio Diretor da Inrise Consultoria em Marketing Jurídico, empresa atuante em São Paulo. Com formação e pós-graduação em marketing pela ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) e experiência prática em marketing jurídico.

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Resumo:

Quando os primeiros representantes da geração Y ingressaram no mercado de trabalho foram tidos como insubordinados, indisciplinados e informais. No entanto, o tempo e os resultados têm mostrado que eles têm agregado muito ao ambiente de trabalho.

Texto enviado ao JurisWay em 12/05/2015.



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A Geração Y, comumente pessoas que nasceram entre 1980 e 2000 - também conhecidos como filhos da geração X - tem, como característica marcante em suas vidas, a influência predominante da tecnologia. Eles são definidos como multitarefa, pois conseguem fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Eles assistem televisão falando ao celular, ao mesmo tempo que entram em vários sites, enviam mensagens e até mesmo ouvem música.  

 

Nota-se que, apesar de pessoas muito inteligentes, trazem consigo uma inquietude natural, ou seja, muita pressa na execução de qualquer atividade, e por serem mais pragmáticos, acabam, na maioria das vezes, perdendo o foco com facilidade.

 

Quando os primeiros representantes da geração Y ingressaram no mercado de trabalho foram tidos como insubordinados, indisciplinados e informais. No entanto, o tempo e os resultados têm mostrado que eles têm agregado muito ao ambiente de trabalho. Contudo, é preciso que essa geração se atente para que não perca uma das melhores características profissionais já existentes: a escrita.

 

Uma das maiores reclamações existentes sobre essa geração é que a maioria não sabe escrever direito e acabam cometendo inúmeros erros de ortografia e concordância. Além do que, parece que falam e usam outra língua, com gírias novas e abreviações que tornam incompreensível para muitas pessoas que ainda não se acostumaram com essa nova tendência.

 

Contudo, percebe-se que esses jovens não pensam assim. Acham que são entendidos por todos do jeito que são, pois suas prioridades são outras, ou seja, tanto faz a forma como eles escrevem. Querem mesmo é passar sua mensagem e, se para isso, na pressa, eles escreverem exceção com dois “s” não faz mal. Eles acreditam que seu interlocutor vai compreendê-los e o problema estará resolvido.

 

Enfim, o que preocupa é, se hoje os jovens escrevem errado, não entendem nada da língua portuguesa, muitos amanhã serão que tipo de professores? Será que não pensam que esses mesmos jovens de hoje que não sabem escrever serão aqueles que ensinaram seus filhos amanhã?

 

O fato é que, hoje a internet é uma nova forma de linguagem, que veio beneficiar a comunicação entre as pessoas, empresas e negociações, levando e trazendo informações de forma muito rápida. Na maioria das vezes, em conversas pela internet e devido a necessidade de se digitar com rapidez, não tem se exigido uma norma culta destes novos profissionais. Porém, estes mesmos entrantes necessitam ficar atentos pois esse é um tipo de linguagem para ser usada especificamente nesse ambiente e não em ocasiões formais ou de trabalho.

 

Não tem como negar que o uso demasiado da internet pode trazer certa influência negativa em alguns casos, gerando assim uma escrita totalmente deficiente, onde o texto de bate papo, se transforma, igualmente, em texto profissional.

 

O que torna-se necessário é que empresas revejam suas estratégias de atração, seleção e retenção desse público, exigindo que, além de todas as características pertinentes a essa geração, tenham também como requisitos básicos: saber ler e escrever no idioma português.

 

Adriana Poyato

 

Adriana Poyato é analista de RH da Inrise Consultoria e atua no recrutamento e seleção de profissionais, bem como, no estudo de reestruturação organizacional de empresas e escritórios jurídicos. 

 

www.inriseconsultoria.com.br

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