Já experimentou se aliviar no M.A.N.J.A? 1/3/2013
Banheiro público nada discreto instalado na Central ganha apelido dos cariocas
O fim do sufoco para os homens que andam apertados pelas ruas do Centro do Rio está garantido com a primeira Unidade Fornecedora de Alívio (UFA), que ‘estacionou' na Central do Brasil. Mas o formato pra lá de moderno do mictório público gratuito, que deixa boa parte do corpo do usuário à mostra, virou motivo de piada. Tanto que os cariocas já criaram uma nova sigla para apelidar o ‘cercadinho' instalado pela prefeitura: Muita Água No Joelho Acumulada, ou, simplesmente, M.A.N.J.A.
O assunto é delicado e os homens evitam falar disso, é verdade, mas a preocupação com a falta de privacidade do M.A.N.J.A. está sempre presente, afinal, ninguém quer ser surpreendido por um olhar indiscreto num momento de alívio e, por que não dizer, fragilidade. "É meio aberto, mas a gente vira de ladinho pra usar", ensinou o pintor Jorge Roberto Souza, enquanto aguardava a sua vez de usar o banheiro.
Já o mensageiro Renan Roberto, morador de Vigário Geral, diz que está sempre atento pra evitar ser vítima de qualquer espiadinha indesejada: "Tenho duas mãos. Uma fica ocupada, mas se aparecer um engraçadinho, afasto com a outra".
O maior problema, no entanto, é pros baixinhos. Que o diga o auxiliar administrativo Paulo Sergio Moura, de 1,60m: "Pô, tive que ficar na ponta dos pés e quase não deu para usar o mictório".
Número 2 só pagando
O M.A.N.J.A. alivia o desespero masculino, é verdade, mas caso a necessidade seja fazer o ‘número dois', aí só usando o banheiro particular do subsolo da Central do Brasil, que custa R$ 1,20.
"Espero que em breve encontrem logo uma solução. Esse banheiro novo é ótimo, mas na hora do desespero, de trocado em trocado, vocês gasta boa parte do salário", reclamou Evandro Souza.
Fonte: Jornal - Meia Hora