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Pela extinção da PM - Resposta à Folha.


Autoria:

Breno Sampaio Nunes


Policial Militar, Integrante da Polícia Militar De Minas Gerais. Aluno do 4º periodo do curso de Direito da Faculdade de Direito do Vale do Rio Doce.

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Resumo:

Resposta à matéria publicada pela Folha de São Paulo, no qual o colunista VLADIMIR SAFATLE, opina pela extinção da PM.

Texto enviado ao JurisWay em 01/08/2012.

Última edição/atualização em 07/08/2012.



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Já faz algum tempo, fiz um curso de redação, desses que tem por aí, com professores medianos, baixo custo e que muitos fazem para melhorarem sua escrita e/ou concursos e afins. Do curso lembro pouco, detalhes mínimos, como o cheiro de mofo da sala e uma regrinha que a professora sugeriu, da qual não me esqueço: “... sempre que apresentar-se um problema, não apenas critique, apresente uma solução...”. Do nome da professora, tenho dúvidas, mas a lição ficou e levo comigo.

 

No caminhar da vida, adquirir também o gosto pela leitura informativa, a qual alimento acessando “boas e confiáveis” fontes de informação. E foi em um desses acessos à versão on-line do popular jornal FOLHA DE SÃO PAULO (do dia 24 de julho de 12), que me deparei com um parecer do “respeitável” colunista VLADIMIR SAFATLE, sugere ou decreta (apesar do paradoxo) o fim da PM PAULISTA.

 

Eu, mesmo abaixo do nível acadêmico do honorável colunista e sendo frequentador de cursos medíocres de redação, resolvi respeitando minhas limitações, discordar do filosofo, professor e jornalista.

 

Começa o dito professor, anotando que o conselho de Direitos Humanos da ONU, sugeriu a extinção da Polícia Militar, o que segundo ele, foi sugerido pela Dinamarca, Espanha e Coreia do Sul. O dramaturgo alemão Bertolt Brecht, em momento de sabedoria plena, disse que: “Aquele que não conhece a verdade é simplesmente um ignorante, mas aquele que a conhece e diz que é mentira, este é um criminoso”. Portanto, atendendo ao clamor do “militante” dos Direitos Humanos, não é sensato condena-lo como criminoso, ainda. A verdade sobre a sugestão dos países mencionados, é que esta se deu somente pela Dinamarca, país que sugeriu a separação do sistema de polícia militar, retomando a velha discussão de unificação das forças policiais, momento em que seria prudente que o nobre jornalista tomasse nota em seu alfarrábio dos seguintes dados: O IDH 2011 (Índice de Desenvolvimento Humano) da Dinamarca é de 0,895 (considerado muito alto). Destaca-se também que a polícia dinamarquesa, tem entre policiais e funcionários aproximadamente trinta mil pessoas, enquanto no Brasil, só a polícia militar são aproximadamente quinhentos mil, mas ainda sim, o In dubio pro reo, prevalece (por enquanto), acreditando que o douto professor apenas esqueceu-se de pesquisar.

 

Continua o colunista: “... depois da ditadura militar, a Polícia Militar paulatinamente consolidou sua posição de responsável pela completa extensão do policiamento urbano. Com isso, as portas estavam abertas para impor, à política de segurança interna, uma lógica militar”. Sobre a primeira parte ressalta-se que a dita consolidação do policiamento urbano, deu-se pela Lex Fudamentalis, de 1988, esta sim atribuiu à polícia militar a função de policiamento urbano. Sobre a lógica militar, será coerente abordar em argumentos posteriores.

 

Contundente em sua postura, o filosofo, alega de que nada adianta uma melhor formação de policiais, confirmando que a extinção do modelo que é a solução acertada. Interessante é tal argumento, quando se percebe que o autor “esqueceu” de citar, que na receita de bolo produzida pelo famigerado conselho das nações unidas, a Espanha, recomendou justamente a melhora na formação das forças de segurança.

 

E por fim, aponta que a polícia militar paulista, matou nove vezes mais que toda polícia americana. Pois bem, foi aí, nesse momento que duvidei da formação do infeliz escritor, por ser tal argumento tão vazio e injustificado cheguei a fazer a leitura varias vezes acreditando que meus olhos estivessem equivocados. O ponto levantado pelo professor é tão logico quanto, o fato de que nenhuma pessoa de boa fé deva comparar realidades diferentes para estabelecer padrões, exceto se esta pessoa tiver um motivo pessoal muito forte, a fim de contrariar todos os padrões de logica.

 

Não é temeridade dizer, que nunca a polícia brasileira será igual à americana, dinamarquesa ou espanhola. Só em São Paulo esse ano morreram 40 policiais, no Brasil fez-se necessário o patrulhamento com viaturas compostas por quatro policiais com armamento de guerra, enquanto nos EUA, o policial trabalha sozinho e raras vezes precisa sacar sua arma. Talvez por ser um atrofiado mental, pergunto: Qual outro país no mundo é necessário à polícia utilizar armamentos de guerra? Onde mais no globo terrestre derrubaram um helicóptero da policia? Existe outra nação onde os agentes do estado são cassados ao bel prazer de alguma sigla criminosa? Terá algum outro lugar em que uma meia dúzia decretará a abertura ou não do comercio? A resposta para essas perguntas é SIM, situações semelhantes podem ser encontradas em outras nações... EM GUERRA! No Brasil temos uma guerra estabelecida, ou tem outra explicação para um “menor” desfilar por aí adornado com granadas, carregadores e um fuzil de fabricação russa a tiracolo? Somente os filósofos de internet e juristas de boteco, que não enxergam a realidade que se apresenta no cotidiano.

 

A logica militar se explica pela realidade do Brasil, e por mais ingênuo que sou não acredito que o filosofo desconheça o país onde vive. Disse também o letrado professor, que a sociedade não confia na polícia. Questiono... De onde vêm os policiais? De algum laboratório especial, tal como ROBOCOP? Não viriam eles da própria sociedade? Não seria este o motivo de não confiar? Aqui fica um conselho de um ignorante de classe média baixa, se querem uma polícia de primeiro mundo, façam uma sociedade de primeiro mundo, é simples e matemático.

 

Winston Churchill, ex primeiro ministro inglês, disse que não há opinião pública e sim opinião publicada, logo, entendo o “porque” dos argumentos obsoletos, manipulados e fracos do infeliz colunista, essa certeza vem quando me deparo com seu currículo, o qual é delator de sua verdadeira intenção, quando se constata que ele é professor de filosofia da USP (pasmem, se conseguirem). É como se um político usasse de sua oratória para analisar seu adversário, a diferença é que se utilizaria “vossa excelência” para abrandar as críticas, ao invés de argumentos “fuleiros” (como diz os nordestinos), dos quais fez uso o funcionário da Folha. Redundância é, relembrar a mágoa que os “filósofos da USP”, têm em relação a PM, haja vista a quebradeira que promoveram ao patrimônio público em consequência da prisão de alguns maconheiros que queriam curtir a onda e filosofar. Seria coincidência se o colunista fosse a favor da liberação da maconha? Não, não seria. 

 

Extraindo da antiga regrinha aprendida no cursinho, não posso me acovardar de apresentar uma solução lógica diante dos problemas sociológicos que surgiram nesta singela análise, motivo pelo qual indago... O que o curso de filosofia da USP tem produzido de útil para a nação? O dinheiro do erário destinado à formação desses ditos filósofos, não poderia ser mais bem utilizado pelo poder publico? E assim me assusto com o surgimento de um embrião de teoria, que talvez publicasse se fosse um colunista do jornal mais respeitado do país... O nome já tem! PELA A EXTINÇÃO DO CURSO DE FILOSOFIA DA USP!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Breno Sampaio Nunes

 

(Acadêmico do 4º período do curso de Direito da Faculdade de Direito do Vale do Rio Doce, Policial Militar, integrante da Polícia Militar de Minas Gerais).

 

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