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Uma Reflexão Acerca da Docência no Ensino Superior


Autoria:

Márcio De Carvalho Caciquinho Ferreira


Nome: Márcio de Carvalho C. Ferreira, natural de Januária-MG, formado em História - Licenciatura Plena,faculdade: ISEJ - Ceiva - Januária MG, pós graduado em história e cultura Afro-brasileira, Educação ambiental e Docência do ensino superior - FINOM

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Resumo:

O presente artigo tem como uma de suas intenções: propor uma reflexão acerca da prática da docência no ensino superior. Através da analise das praticas pedagógicas dos professores em sala de aula. Pretende enfatizar a importância da prática da pesqui

Texto enviado ao JurisWay em 07/04/2010.



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Uma Reflexão Acerca da Docência no Ensino Superior

 

Márcio de Carvalho Caciquinho Ferreira[1]

 

Resumo

 

O presente artigo tem como uma de suas intenções: propor uma reflexão acerca da prática da docência no ensino superior. Através da analise das praticas pedagógicas dos professores em sala de aula. Pretende enfatizar a importância da prática da pesquisa para o processo de ensino aprendizagem, pois por intermédio da pesquisa o professor sobressairá por uma postura autônoma e critica. Destacam-se as propostas curriculares dos cursos de formação de professores que necessita de reformulações visando atender a demanda existente na sociedade atual. Neste contexto, a Didática assume um papel de suma importância para uma educação de qualidade. Bem como o desenvolvimento de uma identidade profissional por parte dos professores.

 

Palavras Chaves. Docência. Ensino. Pesquisa.

 

 

 

Introdução

 

 

             A Docência não pode ser compreendida como sendo apenas um ato de ministrar aulas, visto que este conceito vai, além disso.

O conceito de docência passa a não se constituir apenas de um ato restrito de ministrar aulas, nesse novo contexto, passa a ser entendido na amplitude do trabalho pedagógico, ou seja, toda atividade educativa desenvolvida em espaços escolares e não-escolares pode-se ter o entendimento de docência. (LIBÂNEO: 2007 p. 23)

 

            A legislação nº. 11.301/2006 destaca que, o exercício do magistério consiste, também, as atividades não docentes exercidas por professores em estabelecimento de ensino em todo país.

            Destacaremos a docência no ensino superior e a importância dos cursos superiores na formação dos docentes.

Neste contexto educacional inserido na pós-modernidade propõe-se a revisão de práticas pedagógicas dos professores, e também os cursos de formação dos docentes em educação.

 

Desenvolvimento

 

A formação dos docentes deve acompanhar as mudanças ocorridas na sociedade.

De acordo com Libâneo:

Presentemente, ante novas realidades econômicas e sociais, especialmente os avanços tecnológicos na comunicação e informação, novos sistemas produtivos e novos paradigmas do conhecimento, impõem-se novas exigências no debate sobre a qualidade da educação e, por conseqüência, sobre a formação de educadores. Não cabe mais uma visão empobrecida dos estudos pedagógicos, restringindo-os aos ingredientes de formação de licenciados. Não se trata de desvalorização da docência, mas de valorização da atividade pedagógica em sentido mais amplo, na qual a docente está incluída. (LIBÂNEO: 2007 p. 40)

 

Deste modo, as novas exigências consistem em um docente que tenha qualificação profissional específica e tenha como prática não somente a docência, mas também a pesquisa. Isto se torna bastante relevante no ensino superior, pois:

Só recentemente os professores universitários começaram a se conscientizar que a docência, como a pesquisa e o exercício de qualquer profissão exigem capacitação própria e especifica. O exercício docente no ensino superior exige competências específica, que não se restringem a ter um diploma de bacharel, ou mesmo de mestre ou doutor, ou ainda, apenas o exercício de uma profissão. Exige isso tudo, além de outras competências próprias. (MASETTO. 1998.p.11)

 

            A docência no ensino superior requer uma atenção especial às necessidades dos discentes, para nortear a sua “prática” no processo de ensino aprendizagem. Pois, o “papel docente é fundamental e não pode ser descartado como elemento facilitador, orientador, incentivador da aprendizagem”. (MASETTO. 1998. p.12.)

            O papel do professor atualmente, não está mais centrado na racionalidade técnica, neste contexto torna-se de suma importância que o professor, seja também um pesquisador. Uma vez que, a prática da pesquisa concede-lhe uma autonomia e criticidade, já que, “amplia sua consciência sobre sua própria prática, a da sala de aula e a da escola como um todo, o que pressupões os conhecimentos teóricos e críticas sobre a realidade”. (Vasconcelos: 2005. p. 63)

            Deste modo, o professor torna-se um importante protagonista na transformação da qualidade social dos estabelecimentos de ensino.

(...) os professores colaboram para transformar a gestão, os currículos, a organização, os projetos educacionais e as formas de trabalho pedagógico das escolas. Assim, reformas produzidas nas instituições sem tomar os professores como parcerias/autores não transforma a qualidade social da escola. (Vasconcelos: 2005. p. 64)

 

            Percebe-se, que, o docente tem uma função social no processo ensino aprendizagem do aluno, para isso este profissional deve desenvolver uma postura intelectual crítica, e possibilitando, deste modo, aos discentes a chance de tornarem, também, produtores de conhecimento e de assumirem uma postura crítica.

            Ao adotar esta postura o docente contribui para a ruptura de antigos paradigmas vigente no sistema educacional. Pois, rompe com o tradicionalismo impera em várias instituições de ensino superior e propõe uma prática docente crítica, autônoma e mais democrática.

            A citação abaixo demonstra uma prática tradicional nas instituições de ensino superior, pois:

Na maioria das instituições de ensino superior, incluindo as universidades, embora seus professores possuam experiência significativa e mesmo anos de estudo em suas áreas especificas, predomina o despreparo e até um desconhecimento cientifico do que seja um processo de ensino e de aprendizagem, pelo qual passam a ser responsáveis a partir do instante em que ingressam na sala de aula. Geralmente os professores ingressam em departamentos que atuam em cursos aprovados, em que já estão estabelecidas as disciplinas que ministrarão. Ai recebem  ementas prontas, planejam individual e solitariamente, e é nesta  condição individual e solitariamente- que devem se responsabilizar pela docência exercida. (PIMENTA. 2008. p.37)

 

            Nota-se que as atitudes acima citadas contribuem para o “castramento” da autonomia e criatividade dos docentes, visto que, ocorre uma imposição dos departamentos de ensino, pois não priorizam uma participação democrática e coletiva e isso acaba refletindo negativamente no processo de ensino aprendizagem desenvolvida nas universidades.

            Soma-se a isto o grande número de profissionais desqualificados, sem uma formação especifica na área de licenciatura. Consequentemente, não apresentam uma didática no exercício da docência. Não há intenção de generalização, mas, observa-se, isso, principalmente em profissionais com formação em outras áreas, como por exemplo, advogados, médicos, engenheiros, químicos, dentre outras, que exercem a docência simultaneamente a sua atividades como profissionais autônomos.

Agrava-se a situação quando o professor não tem nenhuma formação pedagógica. Sua ação docente, normalmente, reflete e reproduz a proposta dos professores que atuaram em sua formação. Em alguns casos, superara as dificuldades e tornam-se autodidatas em virtudes do interesse e do entusiasmo que os envolve na docência. (BEHRENS: 2005. p.58)

 

            Destaca-se que a formação dos docentes torna-se imprescindível para um ensino de qualidade, pois, “o grau de qualificação é um fator chave no formento da qualidade em qualquer profissão, especialmente na educação, que experimenta constante mudança.” (PIMENTA. 2008. p.42)

            Torna-se importante que os docentes desenvolvam, também, uma identidade profissional, pois:

A construção da identidade com base numa profissão inicia-se no processo de efetivar a formação na área. Assim, os anos passados na universidade já funcionam como preparação e iniciação ao processo identitário e de profissionalização dos profissionais das diferentes áreas. Quando passam a atuar como professore no ensino superior, no entanto, fazem-no sem qualquer processo formativo e mesmo sem que tenham escolhido ser professor. (PIMENTA. 2008. p.132)

 

            O desenvolvimento de uma identidade profissional corrobora para o profissionalismo dos docentes.

A docência no ensino superior exige não apenas domínio de conhecimentos a serem transmitidos por um professor como também um profissionalismo semelhante aquele exigido para o exercício de qualquer profissão. A docência nas universidades e faculdades isoladas precisa ser encarada de forma profissional, e não amdoristicamente. (MASSETTO: p.13)

 

            A especialização efetiva do docente torna-se uma necessidade constante, pois, “exige-se de quem pretende lecionar que seus conhecimentos e práticas profissionais sejam atualizados constantemente por participações em cursos de aperfeiçoamentos, especializações, congressos e etc.” (MASETTO. p. 19)

            A “reciclagem” constante do docente é importante para tentar sanar a carência do professor na aérea pedagógica. Uma vez que, o domínio de didática é importante para o dia a dia na sala de aula e torna-se um facilitador no processo de ensino aprendizagem. “A docência no nível superior exige do professor domínio na área pedagógica. Em geral, esse é o ponto mais carente de nossos professores universitários, quando vamos falar em profissionalismo na docência.” (MASETTO. p. 19).

Sem reduzir o mérito dessa grande massa de professores que estão envolvidos em sala de aula e pesquisa nas universidades, um ponto de reflexão a ser discutido seria como esse professor seleciona conteúdos a serem trabalhados com os alunos e a significação desses referenciais na formação dos acadêmicos. (BEHRENS: 2005. p.58)

 

            Sendo assim, para o exercício pleno da docência o profissional deve possuir algumas habilidades básicas, tais como: pesquisa, domínio na área pedagógica, didática, trabalhar em equipe, seleção de conteúdos, desenvolverem atividades multidisciplinares e principalmente, saber integrar no processo de aprendizagem o desenvolvimento cognitivo e afetivo-emocional.

            O papel do docente requer a utilização de estratégias para facilitar a aprendizagem dos alunos.

Está em jogo a motivação e as estruturas cognitivas do aprendiz, a natureza da tarefa a realizar, o contexto da comunicação. È, também, aqui que sobressaem a pessoa do professor, com os meio e as estratégias de que se serve para disponibilizar os saberes, e a do aluno com aquilo que faz para se apropriar do que é proposto. (BEHRENS 2005. p. 42)

 

 

            Assim, o que sugerimos aqui é que o docente assuma postura constante de reflexão sobre a sua prática em sala de aula. Pois, o professor “precisa ser critico, reflexivo, pesquisador, criativo, inovador, questionador, articulador, interdisciplinar e saber praticar efetivamente as teorias que propõe a seus alunos. (BEHRENS:2005.p.66)

            A prática metodológica também de ser repensada e aperfeiçoada de modo que possa acompanhas as transformações ocorridas na sociedade e que possa adequar a sua pratica para atender essas demandas do ensino superior.

A metodologia, a opção metodológica, precisa vir assentada em novos pressupostos, que nesse momento histórico, parecem indicar forte tendência para uma abordagem progressista (com relações dialógicas, trabalho coletivo, discussões críticas e reflexivas) aliada ao ensino com pesquisa (visando à investigação para produção de conhecimento), que contemple uma visão holística (resgate o ser humano como um todo, considere o homem em suas inteligências múltiplas, leve à formação de um profissional humano, ético e competente), alicerçada numa tecnologia inovadora (com utilização de recursos informatizados e bibliográficos inovadores) (BEHRENS: 2005 p. 67)

 

            O docente deve-se, ainda, calcar-se na dialética para propor a construção do conhecimento de forma autônoma e democrática, contribuindo assim, para uma prática docente de qualidade no ensino superior.

 

Considerações Finais

           

Conclui-se que a docência configura numa atividade suma importância para a construção de sujeito critico e responsável. No entanto, a docência no ensino superior inserida no contexto atual necessita ser repensada, culminando com a reformulação curricular dos cursos de formação de docentes. Enfatizamos o papel da pesquisa para Docência, visto que contribui para o processo de ensino aprendizagem.

 

 

 

 

 

REFERÊNCIAS

 

BEHRENS, M. A. O paradigma emergente e a prática pedagógica. Rio de Janeiro:

Vozes, 2005.

 

FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.

 

GIL. Antonio Carlos. Didática do Ensino Superior. São Paulo. Atlas, 2009.

 

LIBÂNEO, J. C. Pedagogia e pedagogos, para quê? São Paulo: Cortez, 2007.

 

MASETTO, Marcos. Docência Na Universidade. São Paulo, Papirus. 1998.

 

PIMENTA, Selma Garrido. Docência no Ensino Superior. São Paulo: Cortez, 2008.

 

VASCONCELOS. Maria Lucia. Docência e Autoridade no Ensino Superior: Uma Introdução ao Debate. IN: Ensinar e Aprender no Ensino Superior. 2.ed. São Paulo: Cortez. 2005.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



[1] Graduado em História pelo Centro de Educação Integrada do Vale do São Francisco- CEIVA. Pós-Graduado em História e cultura Afro-Brasileira, Docência do ensino superior e Educação ambiental pela Finon.

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Comentários e Opiniões

1) Dalza (09/03/2012 às 00:13:19) IP: 201.11.140.28
Gostei desse artigo porque é claro e objetivo. Vou me empenhar para aplicar o que se propõe.


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