JurisWay - Sistema Educacional Online
 
É online e gratuito, não perca tempo!
 
Cursos
Certificados
Concursos
OAB
ENEM
Vídeos
Modelos
Perguntas
Eventos
Artigos
Fale Conosco
Mais...
 
Email
Senha
powered by
Google  
 

Insistente violência contra as mulheres na sociedade.


Autoria:

Ana Mariana Barbosa Laranjeira


21 anos, cursando Direito na cidade de Ituverava.

envie um e-mail para este autor

Resumo:

A violência contra a mulher no Brasil, de várias formas e trejeitos, monopolizadas pelas amarras de uma sociedade patriarcal.

Texto enviado ao JurisWay em 04/11/2016.



Indique este texto a seus amigos indique esta página a um amigo



Quer disponibilizar seu artigo no JurisWay?

Vivemos em um país que ainda não conseguiu se desprender das amarras da sociedade patriarcal. Isso se dá porque, ainda no século XXI, existe uma valorização do sexo masculino e de punições lentas e pouco eficientes por parte do Governo. Foi constatado em um estudo científico que durante o período paleolítico, ou pré histórico, as pessoas se organizavam em tribos de coletores e caçadores e homens e mulheres tinham a mesma influência sobre as decisões dos grupos. Vivemos em um país, pra não generalizar o assunto como mundial nessa pequena discussão opinativa, onde estará a beira de uma decadência sem volta. Temos também como uma forte sustentação para o assunto aqui em tese, o filósofo Jean Jacques Rousseau (1712-1778) que refletia sobre a oposição entre natureza e sociedade e o possível equilíbrio entre as necessidades básicas do ser humano com as do meio físico. Para ele, a origem dos males da civilização, como a desigualdade, estava no aparecimento da propriedade privada, que produzia uma forma de conduta moral degenerada das pessoas, com sentimentos como o egoísmo e o desejo de posse. Parece somente uma busca pela liberdade na modernidade, mas além de uma grande descoberta, é na verdade apenas uma prova científica do que teóricos falam há bastante tempo. Alias, a liberdade em questão e a igualdade são assuntos conexos, onde no direito a liberdade o cidadão tem o direito de ir e vir, praticar sua religião, sem ser censurado e expor suas opiniões contra alguém, desde que possua argumentos e justificativas para tal. E o direito a igualdade garante que todos são iguais perante a lei e portanto, não deve ocorrer discriminação de qualquer tipo. Ambos estão presentes no artigo 5º da nossa Constituição Federal, e juntos. Mas isso se torna apenas letras em uma constituição, quando se cita os inúmeros aumentos de casos de abusos contra as mulheres, tanto físicos, como psicológicos. O aumento visível, apesar de deplorável pelo menos mostra que o assunto se tornando midiático, esta tirando mulheres de sua invisibilidade e fazendo com que elas se sintam confortadas em denunciar os abusos que passam. Somente no primeiro semestre do ano de 2016, houve um total alarmante de atendimentos realizados pelo ligue 180 (A Central de Atendimento à Mulher), 12,23% (67.962) corresponderam a relatos de violência. Entre esses relatos, 51,06% corresponderam à violência física; 31,10%, violência psicológica; 6,51%, violência moral; 4,86%, cárcere privado; 4,30%, violência sexual; 1,93%, violência patrimonial; e 0,24%, tráfico de pessoas. São apenas dados baseados, com uma imensidão de mulheres sofrendo e passando por algo do tipo, sem que possam se defender, há basicamente um caso constatado a cada sete minutos, de violência contra a mulher. Casos esses, que mulheres conseguem de alguma forma tentarem pedir algum tipo de ajuda, na maioria das vezes não atendidas ou falhas no governo em que vivemos. Mas por fim, cabe ao Governo possuir mais agilidade e punibilidade, pra que possam encaminhar, mais rapidamente, os casos de agressões às Delegacias da Mulher e o Estado fiscalizar severamente o andamento dos processos. E além disso passar a ser uma função também das instituições educativas, uma educação que  enfatiza a igualdade de gênero, com o intuito de amenizar e, futuramente, acabar com o patriarcalismo e reestabelecer uma nova idéia de sociedade, a idéia correta. Várias medidas a mais podem ser tomadas, como disse Oscar Wilde: “O primeiro passo, é o mais importante na evolução de um homem ou nação. ”, mas eles preferem viver da espera de uma revolução, a enfrentaram uma realidade de igualdade entre os sexos, medo de abrirem os olhos e verem que sexo frágil já é cliché demais para ser utilizado. Medo de deixarem o comodismo e de serem uma sociedade retrógada, de se desprenderem de idéias culturais mal formadas. Se te disserem que você é frágil, diga a frase de nossa Simone de Beauvoir: “Ninguém nasce mulher: torna- se mulher”, enquanto o resto, não se refaz, nem se reinventa, só se fecha para um idealismo traumático e ridículo. Vitória na guerra para as mulheres que procuram uma melhoria nesse país!

Importante:
1 - Conforme lei 9.610/98, que dispõe sobre direitos autorais, a reprodução parcial ou integral desta obra sem autorização prévia e expressa do autor constitui ofensa aos seus direitos autorais (art. 29). Em caso de interesse, use o link localizado na parte superior direita da página para entrar em contato com o autor do texto.
2 - Entretanto, de acordo com a lei 9.610/98, art. 46, não constitui ofensa aos direitos autorais a citação de passagens da obra para fins de estudo, crítica ou polêmica, na medida justificada para o fim a atingir, indicando-se o nome do autor (Ana Mariana Barbosa Laranjeira) e a fonte www.jurisway.org.br.
3 - O JurisWay não interfere nas obras disponibilizadas pelos doutrinadores, razão pela qual refletem exclusivamente as opiniões, ideias e conceitos de seus autores.

Comentários e Opiniões

1) Ana (09/08/2018 às 14:47:32) IP: 201.48.81.225
Nossa, artigo magnífico!
Você está de parabéns. Me ajudou muito.
Obrigada


Somente usuários cadastrados podem avaliar o conteúdo do JurisWay.

Para comentar este artigo, entre com seu e-mail e senha abaixo ou faço o cadastro no site.

Já sou cadastrado no JurisWay





Esqueceu login/senha?
Lembrete por e-mail

Não sou cadastrado no JurisWay




 
Copyright (c) 2006-2021. JurisWay - Todos os direitos reservados