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 Defesa do Consumidor
 

O que seu filho faz na internet?

Fonte: Consumidor RS 13/12/2010

Texto enviado ao JurisWay em 13/12/2010.

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Mais da metade dos jovens sabe esconder dos pais o que faz na rede. Aprenda a vigiá-los sem isolá-los da riqueza da rede.

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Na família Gonçalves, as regras de acesso à internet são claras e duras. Com três adolescentes em casa, Alessandra e Antônio Carlos Gonçalves, que vivem em Santos, no litoral paulista, se esforçam para proteger os filhos de tudo o que há de ruim na rede, sem isolá-los do mundo de possibilidades culturais, educacionais e de entretenimento que ela pode oferecer. Mas não tem sido fácil, tanto para os pais, que não podem ficar no pé dos filhos sempre que eles estão on-line, quanto para os garotos, que, como adolescentes, já querem alguma privacidade e têm o sangue encharcado do desejo de transgredir.

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RISCO
A internet é o ponto de encontro dos adolescentes: trocam
fotos, falam com estranhos, conhecem pessoas. Aí está o perigo
 

Talles Gonçalves, o caçula de 14 anos, aprendeu que não pode, em hipótese alguma, apagar o histórico de navegação depois de visitar os sites de jogos e as redes sociais que costuma frequentar. Já Távini, 16 anos, se acostumou a deixar armazenadas as conversas que tem com amigos e até com o namorado pelo MSN Messenger, serviço de mensagens instantâneas. A rédea curta também vale para Thaís, a mais velha, 18 anos. Ela foi proibida de proteger o notebook que ganhou de aniversário com uma senha particular que impediria o acesso dos pais. “Eles reclamam muito do monitoramento, mas aqui em casa é assim”, sentencia Alessandra. “Leio as conversas e revejo o histórico de tudo o que eles fazem”, diz.

Será que não há nada que escape aos olhos dessa meticulosa mãe? Sim, há. Um estudo conduzido recentemente pela empresa de segurança da informação McAfee com 400 adolescentes brasileiros mostrou que 53% dos meninos e meninas com idades entre 12 e 17 anos sabem esconder dos pais o que fazem na rede. Talles, por exemplo, gosta de participar de disputas em um jogo de guerra virtual e admite que, através do game, poderia conversar com colegas e trocar experiências sem deixar rastros. “Não tenho por que esconder nada, e não escondo, mas o que converso no jogo não fica disponível para a consulta dos meus pais”, explica. Não há motivo para duvidar de Talles, mas se a possibilidade de se comunicar sem monitoramento dentro de um computador vigiado chegou a alguém tão desinteressado quanto ele, imagine essas e outras ferramentas na mão de quem esmiúça a rede atrás de formas de burlar os controles impostos pelos pais (leia quadro abaixo).


O caso de A.Z., 12 anos, é uma espécie de síntese do estrago que um adolescente pode fazer na rede, mesmo sob supervisão. Autodidata, aos 11 ele conseguiu ludibriar um sistema de segurança que replica, como uma câmera escondida, o que se passa em seu computador para a máquina de um responsável e comprou créditos virtuais para um jogo com o cartão de crédito internacional do pai. “Só soubemos quando recebemos uma ligação da operadora nos avisando de compras estranhas no Exterior”, lembra M.S., a mãe. A. também cruzou involuntariamente com pornografia durante uma pesquisa para o colégio e repassou os links para os amigos via MSN Messenger. “O computador do meu filho tem tudo quanto é tipo de bloqueio, mas ele dá um baile nos controles e na gente”, diz M., que chegou a contratar um perito p rofissional para ajudá-la na fiscalização do menino e já chegou a tirar o computador do filho, proibindo-o de acessar a rede. Até se convencer de que a atitude era ineficiente e contraproducente. Primeiro, porque, ao proibir a internet em casa, ela bloqueava uma poderosa ferramenta educacional. Segundo, porque o filho sempre dava um jeito de acessar a rede. E, uma vez nela, ainda mais fora de casa, o céu era o limite.

E olha que, dentro da escala criada por especialistas em segurança na rede, como Gregory Smith, autor do livro “Como Proteger seus Filhos na Internet” (Ed. Novo Conceito, 2009), para avaliar as chances que um adolescente conectado tem de se complicar no mundo virtual, A. Z. não está na zona de maior risco. Smith dividiu a escala em três faixas que vão dos 8 aos 18 anos do usuário da rede. A primeira, e mais tranquila, vai dos 8 aos 11. Nela, é comum que os pais entendam mais de computação do que os filhos. O controle, portanto, é fácil e há poucas transgressões. Já dos 12 aos 14 anos, como é o caso de Talles, o uso da internet, que antes se restringia aos jogos e às pesquisas, ganha um novo componente: a comunicação entre amigos por e-mail, redes sociais e sistemas de mensagens instantâneas. O celular com acesso à web também entra em cena e o adolescente dá um salto tecnológico à frente dos pais. Quando chega a terceira e última fase, que vai dos 15 aos 18 anos, o jovem está no auge de seu conhecimento virtual e do aventureirismo natural da idade. Passa a ser uma necessidade recorrer a softwares para controlar o acesso à rede (leia quadro ao lado). “Tenho filhos adolescentes e me vejo pensando como um criminoso para estar à frente deles”, reconheceu Smith à ISTOÉ.

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Afinal, em algum momento, o adolescente fatalmente se verá sozinho diante de um dispositivo com acesso à rede sem nenhum tipo de controle de software ou supervisão dos responsáveis. Seja esse dispositivo um desktop, seja um notebook, um tablet ou um celular – plataforma de acesso à internet que vem crescendo tanto entre a faixa etária que as operadoras de telefonia já oferecem planos que atendem, diretamente, às demandas dessa turma. “Vendemos pacotes que habilitam celulares pré-pagos a acessar a internet por um dia inteiro por apenas R$ 0,50”, explica Roger Solé, diretor de marketing consumer da TIM. O preço é inferior ao cobrado por boa parte das lan houses, casas que oferecem computadores ligados à rede por um valor fixo cobrado por hora.

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