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Texto enviado ao JurisWay em 05/02/2013.
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A facilidade de obter dinheiro por meio do crédito pessoal, fartamente oferecido por bancos e financeiras, até pela internet e em caixas eletrônicos, geralmente custa caro para quem toma esse tipo de empréstimo. Uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) apontou que o Custo Efetivo Total (CET), ou seja, o somatório dos juros e das demais taxas cobradas pela concessão do dinheiro pode fazer com que o montante pago seja mais do que o dobro da quantia que a instituição financeira repassou ao cliente, ao fechar o negócio.
Um crédito de R$ 2 mil pago em 12 parcelas, por exemplo, custa ao todo, para o consumidor, de R$ 2.474,76 a R$ 4.637,64, dependendo do banco ou da financeira. Entre as 13 instituições pesquisadas, o maior CET foi encontrado na financeira IBI Cred: 499,93% ao ano.
A Proteste também destaca o prazo de financiamento. Muitas vezes, o cliente prefere os mais longos, atraído pelo menor valor da prestação. Mas se esquece de que, quanto mais tempo o banco dá para pagar, maiores são os juros que cobra.
Outro problema apontado pelo órgão de defesa do consumidor é que não há margem de negociação. O crédito pessoal oferecido na internet ou nos caixas eletrônicos tem uma taxa de juros preestabelecida. Nesses casos, o cliente deve procurar seu gerente, para buscar uma condição melhor.
A orientação é evitar, ao máximo, o endividamento, especialmente com o crédito pessoal, que tem taxas altas. Se, contudo, não houver jeito, vale a pena pesquisar bastante para buscar os juros mais baixos. Veja, abaixo, os cálculos dos financiamentos simulados pela Proteste.
