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A estudante de relações internacionais Letícia Pelegrini Altero, de 18 anos, nunca se esquece do dia em que descobriu que tinha pedra nos rins. Ela começou a perceber que sua urina estava “com cor de Coca-Cola” e a sentir dores fortíssimas.
— É uma dor horrível. Não tinha uma posição em que eu ficava para ela diminuir.
Tanto sofrimento a levou ao hospital, onde foi diagnosticada com cálculo renal, como é conhecida no meio médico a doença.
Desde então, Leticia procurar ter alimentação saudável e exagera sem dó na quantidade de água que toma por dia. Diz consumir “aproximadamente quatro litros”.
Ela está no caminho certo. Os cálculos renais são formados pelo excesso de precipitação de cristais, o que acontece quando se bebe pouco líquido. O tamanho das pedrinhas pode variar de milímetros a até mais de 2 centímetros de diâmetro.
Doutor em nefrologia pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia, Daniel Rinaldi dos Santos explica que alterações no metabolismo e fatores genéticos podem facilitar o surgimento da doença.
— O principal sintoma é a cólica renal, caracterizada por uma dor intensa de caráter agudo, que se inicia na região das costas e se irradia para o abdome anterior e pode ser acompanhado por náuseas e vômitos.
O especialista revela que a dor é provocada pela movimentação das pedras nas vias urinárias. Muitas vezes, a pedra pode sair sozinha, com a urina, mas em outros casos é preciso retirá-la. Antes de sentir a dor, só é possível descobrir os cálculos com exame radiológico ou de ultrassonografia.
Doutor Rinaldi explica qual é a melhor forma de evitar a doença é bebendo muita água, como faz Letícia. Mas sem exageros. O cálculo é bem simples: para cada quilo, a pessoa precisa beber 30 ml de água. Ou seja, alguém com 70 quilos precisa tomar 2,1 litros de água por dia. A alimentação também não pode ser descuidada, como lembra o médico.
— Em relação aos hábitos alimentares deve ser evitado o excesso de carnes vermelhas, sucos industrializados, excesso de sal nos alimentos e ingerir frutas, principalmente laranja, limão e lima, que contêm citrato, uma substância que impede a formação e crescimento dos cálculos.
Houve avanços no tratamento. Dependendo do tamanho dos cálculos, em vez da cirurgia clássica, só usada em casos extremos, pode-se fazer um procedimento mais simples: o uso da litotripsia, aparelho que quebra o cálculo por ondas de choque, bem como a retirada por meio de um canal.
Dor acordou engenheiro na madrugada
O engenheiro de software Tarik Feres, de 24 anos, morador de São Paulo, também já teve pedra nos rins. Numa madrugada, a dor o acordou.
— Levantei, não conseguia andar direito e tinha ânsia de vômito. Com certeza, foi a dor mais forte que já senti.
Ela só diminuiu quando ele tomou medicamento na veia no hospital. Assim como Letícia, o fator genético contribuiu. Tanto o pai dele quanto o dela também tiveram pedra nos rins. Tarik ficou mais atento.
— Tenho medo de ter novamente. Basicamente, tudo o que eu tento fazer é tomar bastante água.