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Texto enviado ao JurisWay em 08/08/2012.
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Rio de Janeiro - O maior desafio do setor atacadista distribuidor nacional, atualmente, é a falta de investimentos na infraestrutura viária do país, disse o presidente da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (Abad), Carlos Eduardo Severini, ao participar, no Riocentro, no Rio de Janeiro, da 32ª convenção anual do setor.
“Temos poucas estradas pavimentadas”, reforçou o dirigente. Segundo ele, isso cria dificuldades para atender aos cerca de 5,6 mil municípios brasileiros. O setor atacadista distribuidor continua trabalhando também na capacitação de vendedores e varejistas, em articulação com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), Getulio Ursulino Netto, o grande desafio do setor é sair do litoral e ir para o interior. Somente a indústria de confeitos nacional, segundo ele, tem 800 mil pontos de venda. Esclareceu que o trabalho do atacado é levar os produtos, comercializá-los “e desenvolver o interior do Brasil”.
As 3,5 mil empresas associadas à Abad apresentaram um faturamento de R$ 164,5 bilhões no ano passado. Isso respondeu por 51,8% da movimentação do mercado de consumo nacional, o que equivale a cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) - a soma dos bens e serviços produzidos no país. Em termos nominais, o aumento registrado em relação a 2010 atingiu 8,8% e, em termos reais, 2,2%.
Carlos Eduardo Severini informou que, no primeiro semestre de 2012, o setor atacadista distribuidor experimentou aumento nominal de 10% sobre o faturamento e aumento real de 5,2%, devido, em especial, ao consumo das classes C e D. A expansão do setor neste ano será conhecida somente em fevereiro de 2013. Severini adiantou, entretanto, que a expectativa é chegar um pouco acima do PIB, que tem previsão de ficar em torno de 2%.
Embora o PIB do primeiro semestre tenha evoluído apenas 0,2%, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o consumo das famílias continua em ascensão, confirmou o presidente da Abad. Nem a crise externa foi capaz de prejudicar o setor. Disse que um dos segmentos que sofreu menos foi o de higiene e beleza, que “continua bem” e tem na mulher uma consumidora importante. “A base é a classe C, cujo crescimento se mantém”, avaliou.
A 32ª Convenção Anual do Atacadista Distribuidor prosseguirá até o próximo dia 9, com expectativa de atrair mais de 33 mil visitantes, com geração de negócios superior a R$ 15 bilhões.