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Resumo da obra "A Cidade Antiga" do autor Fustel de Coulanges .
Texto enviado ao JurisWay em 29/04/2011.
COULANGES, Fustel de. A Cidade Antiga. São Paulo: Martin Claret, 2002.
*Osvaldina Karine Santana Borges
Trata-se de um texto que procura analisar a formação das cidades na antiguidade, passando pela constituição da família individualmente, pela religião, até tornar-se um grande aglomerado de pessoas. O presente trabalho, realizado a partir da obra de Fustel de Coulanges é concernente a terceira parte, intitulada ‘livro terceiro’ que fala sobre a cidade em dezoito tópicos sucintos e muito bem explicativos. Na sua parte inicial ressalta-se que existiam as famílias, seus Deuses eram os antepassados, cultuados em sua própria casa, e essas famílias não se misturavam com as demais. Com o tempo começaram a surgir associações que não pararam de crescer e as cúrias e fratrias formaram-se em tribos. Partindo dessa premissa, pode-se notar que várias fratrias formavam uma tribo e cada tribo passou a ter uma religião que não se fundia com a de nenhuma outra tribo, no dia em que se firmou a aliança das tribos é que finalmente surgiram as cidades, sempre ligada a religião. Mais adiante o texto apresenta que toda cidade tinha um fundador que ficava incumbido de realizar o ato religioso, decidia onde deveria brilhar o fogo sagrado e convocava os Deuses. Existiam também os banquetes públicos que reuniam todos os cidadãos por acreditarem que daquele ato dependeria a salvação das cidades. A análise do governo e política da cidade se constrói relacionando-se com o poder religioso que era exercido com tanta veemência na época, a necessidade de um rei era crucial, porque o estilo de governo já estava intrínseco em cada cidadão desde a formação da cidade, visto que na família existia o sumo-sacerdote, na tribo tinha o chefe religioso, então nada mais plausível que na cidade também fosse importante a figura de um chefe. Posteriormente implantou-se o regime republicano, no qual o rei foi substituído pelo magistrado que ficava no poder durante um ano, houve apenas uma transitoriedade no cargo, pois, por muitas vezes utilizava-se do título sagrado de rei. O intuito é o de evidenciar o quão interligado está a religião de tudo que diz respeito a cidade; suas leis eram redigidas a partir dos ditames da mesma; eram considerados estrangeiros e consequentemente desprovidos de direitos civis e políticos aqueles que não participavam do mesmo culto; eram travadas guerras, celebrava-se a paz ou eram feitas alianças em seu nome. Com as bases da cidade fundada numa base tão forte como a religião, o individualismo não existia e a cidade tornava-se dona do corpo e da alma de todos que nela residia.
Palavras-chave: família; cidade; religião; governo; rei.
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*Estudante do Curso de Direito da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais – AGES.
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