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Texto enviado ao JurisWay em 04/02/2013.
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RIO- Apesar de a hepatite C ser transmissível na maioria das vezes pelo contato sanguíneo, seja por transfusão de sangue contaminado ou compartilhamento de seringas e equipamentos que cortam, como alicates de unha e agulha de tatuagem, a transmissão sexual não pode ser ignorada. De acordo com o Ministério da Saúde, ainda que seja uma forma rara de transmissão, há registro na literatura médica de que a contaminação por contato sexual desprotegido pode acarretar na transmissão do vírus. A hepatite C é uma doença de ação silenciosa, que pode demorar até 20 anos para manifestar sintomas, sendo a cirrose e o câncer de fígado as piores consequências, se não houver o diagnóstico precoce.
Ellen Zita, coordenadora-geral da unidade de Direitos Humanos, Riscos e Vulnerabilidade do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, diz que mesmo em relações estáveis e monogâmicas, o portador de hepatite C, assim como qualquer outra pessoa, não pode deixar de usar preservativo nas relações sexuais.
— Não podemos dizer que a hepatite C não se transmite pelo contato sexual. Não é um entendimento apenas deste departamento, mas da literatura científica sobre o assunto. Pessoas com múltiplos parceiros e com prática sexual de risco têm chances de contaminação. A determinação do departamento é de que qualquer relação sexual, mesmo as de parceiros estáveis, tem que ocorrer com uso do preservativo. No caso do planejamento familiar, a decisão do casal em ter filhos deve ser acompanhada com toda a segurança — informa Ellen.
Nesta sexta-feira, O GLOBO publicou uma reportagem sobre uma pesquisa científica da Universidade de Oxford que revela que os usuários de drogas injetáveis são os mais propensos a disseminar a hepatite C. O estudo, feito com base na análise de material genético colhido do plasma sanguíneo de voluntários europeus, conclui que cada usuário com hepatite C pode transmitir a doença para até 20 pessoas, a maioria nos primeiros dois anos de infecção.
— Há lógicas diferentes sobre como a sociedade civil lida com a hepatite C. Os portadores não querem se estigmatizar, ser confundidos com grupos de risco, pois contraíram a doença em transfusões de sangue ou com objetos contaminados. Mas a hepatite C requer mais estudos e a determinação do departamento é para o uso do preservativo e a detecção precoce da doença. O Brasil é o único país que oferece o teste rápido para a doença gratuitamente — completa Ellen.