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Texto enviado ao JurisWay em 24/10/2012.
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta terça-feira (23), que o governo criará 1.623 novas vagas de residência médica em 2013 para ampliar o atendimento na rede do SUS (Sistema Único de Saúde). No próximo ano serão investidos R$ 46,4 milhões em 19 especialidades consideradas prioritárias e que hoje têm carência de profissionais.
As vagas de residência multiprofissional (enfermagem, nutrição, entre outras), também serão ampliadas no ano que vem, com investimento de R$ 36,3 milhões. De acordo com os dados do governo, 1.270 bolsas dessa categoria serão criadas em 2013.
Hoje, os recém-formados têm disponíveis 10.434 vagas de residência médica e 4.227 vagas de residência multiprofissional. As novas vagas devem representar, respectivamente, 129% e 152% de aumento na oferta. O valor da bolsa é de R$ 2.861,79 por mês.
O Brasil tem um dos menores índices de médico por habitante, 1,83 médicos para cada 1 mil habitantes. Enquanto a vizinha Argentina tem 3,2 médicos para cada 1 mil habitantes, os Estados Unidos têm 2,4 médicos e a Espanha, 4 médicos.
A região brasileira com a menor quantidade de médicos é a região Norte, 0,9 médicos por 1 mil habitantes. Em seguida está o Nordeste (1,09), Centro-Oeste (1,77) e o Sul (1,9). A região Sudeste têm o melhor índice, 2,49 médicos por 1 mil habitantes.
O ministro reforçou que as vagas serão criadas nas regiões onde faltam médicos e nas especialidades que os hospitais precisam.
— Não se garante atendimento sem médicos e médicas bem formados. É a gestão do sistema público que define a abertura de vagas, de forma que vamos abrir mais vagas nas especialidades que o Brasil mais precisa.
Uma pesquisa do Ministério da Saúde com gestores de hospitais em todo País mostrou que as especialidades que mais fazem falta são pediatria, psiquiatria, anestesia e neurologia.
Capacitação
Além da criação de bolsas no programa Pró-Residência, o governo também investirá em capacitação de supervisores, os chamados preceptores, e investir R$ 80 milhões em reforma e melhora na infraestrutura dos hospitais e Unidades Básicas de Saúde que aumentarem o número de vagas de residência.
Serão R$ 200 mil para o hospital investir em reformas do espaço físico e de R$ 3 mil a R$ 8 mil por vaga durante 12 meses para hospitais que criarem pelo menos dez vagas de residência.
O ministro reforçou também que os estímulos serão diferenciados para que o governo consiga combater também um problema antigo, as vagas que ficam ociosas e não são preenchidas.
— Nossos maiores problemas com vagas não preenchidas são a pediatria e a saúde da família. No caso da pediatria queremos ampliar cada vez mais as vagas nessa especialidade, diminuindo a concorrência para que mais pessoas tentem a residência. Já a saúde da família a ideia é aumentar o investimento nos municípios para que possam pagar bolsas melhores e isso seja um estímulo para o médico.