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Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac) mostra que o número de jovens que fecharam contrato de imóveis passou de 45 mil em 2006 para 85 mil até setembro deste ano
A formação superior em Economia ajudou Carlos a escolher o que, segundo ele, é a melhor forma de conseguir a sua casa. Foram vários dias em cima da calculadora. Como não tem urgência em receber o imóvel, ele optou pelo consórcio, sistema de crédito aprovado pela família. “Hoje, temos quatro carros na garagem, todos comprados por consórcio”, diz o jovem.
Simulação
Para se ter uma ideia da diferença de valor na prestação entre consórcio e financiamento, vale fazer um comparativo. O preço médio para adquirir uma carta de crédito no valor de R$ 100 mil é de R$ 800, valores consultados pela reportagem nas administradoras Ademilar e Racon. Já um financiamento do mesmo valor pela Caixa Econômica Federal teria uma prestação de R$ 1.440.
Segundo Claudir Antônio dos Santos, gerente comercial da Ademilar Consórcio de Imóveis no Paraná, muitos jovens moram ainda com a família e não pagam aluguel. Sendo assim, fica muito mais fácil assumir uma parcela mensal. “As contemplações são feitas mensalmente: por sorteio, por lance livre e por lance limitado (de acordo com as regras de cada grupo).”
Atualmente, as administradoras de consórcios estão cobrando, em média, 20% de taxa de administração para grupos de imóveis de 150 meses, é o que afirma Gilberto Marenda Pereira, presidente da Abac no Paraná. “Esse percentual é baixo, se comparado a juros de financiamento, que por menor que seja, é quase sete vezes maior.”
Quando não vale a pena
Marcos Kahtalian, professor de administração da UniFAE, diz que o financiamento custa mais caro que o consórcio, no entanto, o bem pode ser utilizado logo após a aprovação do crédito. Já no consórcio, não é possível afirmar o tempo exato da espera. “Esse sistema é recomendado para as pessoas que querem fazer uma compra planejada a médio ou a longo prazo, mas certamente não é um bom negócio para quem tem a necessidade imediata do imóvel”, avalia.
Esse foi o caso do jovem casal Andrew e Tatiana Del Colle. Em 2005, quando casaram, foram morar em uma casa cedida pela mãe da noiva. No início do ano seguinte, eles adquiriram uma cota de consórcio no valor de R$ 100 mil. Valor suficiente para comprar a casa dos sonhos. Sonho, que virou pesadelo. Tatiana acompanhou as assembleias do consórcio durante dois anos e nada de serem sorteados. Nesse período, o casal havia pago mais de R$ 10 mil em prestações e, devido a necessidades pessoais, tiveram de deixar a casa onde moravam.
Depois de visitar diversas feiras de imóveis, encontraram a casa que queriam. “A única opção para fugir do aluguel foi um financiamento pela Caixa Econômica Federal”, diz Tatiana, que é contadora. O maior problema foi ficar com dois carnês de pagamento: um do financiamento e outro do consórcio. Andrew lembra que naquele momento não poderiam continuar com as duas prestações. “Para não perder tudo, resolvemos baixar o crédito do consórcio para R$ 20 mil e as parcelas para R$ 80. Quando sair a gente usa o crédito para reforma.”