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heróis assassinados
Por Carlos Eduardo Rios do Amaral
Definitivamente entramos numa nova fase de horror social, criminosos já deixaram para trás aquele velho código da bandidagem que advertia a principiantes: “não mexa com policial, não!”. Bons tempos que se foram, em que a figura impávida e portentosa do policial militar era suficiente para por em debandada os fora-da-lei.
Armados até os dentes, dominando comunidades inteiras, criminosos sem dó nem piedade agora violentamente tiram a vidas de nossos heróis policiais militares, consolidando cada facção criminosa seu feudo pernicioso. A cada dia, a extensão territorial republicana de nosso País, das pessoas de bem, vai se abreviando.
Sabemos bem que a morte de policiais militares não são mais fenômenos ocasionais de combate ou troca de tiros decorrentes de prisões em flagrante. Como em um País devastado por sanguinária guerra civil, as baixas de cada lado são muito parecidas. Estar policial militar já é motivo suficiente para lhe ser arrancada a vida.
Nossa cômica legislação não socorre nossos soldados nessa luta do bem contra o mal. Ao contrário, nossos códigos e estatutos com seus lânguidos dispositivos blindam nosso inimigo, devolvem nossos prisioneiros de guerra ao front adversário. Só nos resta recuar, sepultar heróis, chorar nossos mortos. É uma batalha invencível quando se sabe que nossas próprias regras realçam e alimentam a tropa hostil.
O Poder Público, do alto de sua catatonia, colabora no recrutamento da base inimiga. Permitindo todo tipo de sacanagem e ostentação na música e na televisão, na cultura em geral, adolescentes e jovens querem ser convocados para a vida louca, custe o que custar, nada parece dissuadi-los de aderir ao narcotráfico. Afinal, foi a vida “normal” que ouviram e assistiram desde pequeno. O grau de perversidade destes é preocupante, talvez nem os kamikazes japoneses estivessem tão prontos para matar e morrer quanto esses pequenos.
Não podemos permitir que atinjam nossos heróis policiais militares. A história da supremacia do bem contra o mal demonstra que uma vida clandestina e acuada é coisa de patifes e bandoleiros. O preço da liberdade e da dignidade é manter viva e altiva nossa polícia militar. É a regra número um da vida, temos que cuidar de quem cuida de nós.
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Carlos Eduardo Rios do Amaral é Defensor Público do Estado do Espírito Santo
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