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Neste artigo o Dr. Celso Gioia destaca algumas informações e curiosidades jurídicas, tendo também, o vídeo-matéria sobre o tema disponível em nosso canal no Youtube, assista e saiba mais: https://www.youtube.com/watch?v=dJ09Uqc96LM
Texto enviado ao JurisWay em 06/08/2014.
Nos dias de hoje, a informação é fundamental. A maioria das pessoas quer saber o que está acontecendo na sua vida e de seus próximos e há até quem se interesse por detalhes da vida alheia, como os amantes de “reality shows”. Quanto às questões jurídicas não é diferente, o cliente quer estar por dentro de como deve agir em seus negócios e, também, quer conhecer detalhes do andamento de seus processos.
Neste afã, de obter as melhores e mais rápidas informações, alguns se precipitam e buscam ou recebem orientações de qualquer pessoa, sem avaliar a fonte da informação. Em que pese o Brasil ter 1.260 faculdades de direito, que oferecem um total de 215 mil vagas, – quase quintuplicou o número nos últimos 15 anos - contra 1.100 do resto do mundo (é isto mesmo, somos campeões em mais um quesito inútil e campeão com tanta sobra que nem todos os concorrentes juntos conseguem nos vencer!), os informantes parecem não estar preparados.
Ressalte-se que em São Paulo temos cerca de 300 mil advogados e 30 mil estagiários, sendo que, a cada ano, 10 mil causídicos são acrescentados a este total. Sem contar os bacharéis que são reprovados no Exame de Ordem (no último foram cerca de 100 mil). Ademais, segundo dados de Jefferson Kravchychyn, do CNJ – Conselho Nacional de Justiça, há no país cerca de 3 milhões de bacharéis não inscritos na OAB e quase metade – cerca de 1,4 milhão – está no estado paulista. Restam os estudantes de direito, estimados em São Paulo em quase 200 mil. No total, temos aproximadamente 2 milhões de pessoas na área jurídica, num estado de 42 milhões de pessoas, chegando-se à média de 1 em cada 21 pessoas podendo passar informações jurídicas.
Então, como obter a informação necessária? Dos 10 palpiteiros de plantão, como vimos acima, apenas 1 vai ter a qualidade que você precisa. Elimine, portanto:
Estudantes do 1º ao 5º ano das faculdades de direito;
Estagiários com ou sem OAB;
Bacharéis em direito que prestaram o Exame de Ordem nenhuma ou muitas vezes; e
Advogados que não exercem a profissão.
Você pode achar que houve excesso de rigor nesta dica, mas os eliminados acima possuem conhecimento restrito, não sabem as dificuldades do exercício da profissão, não tem a dimensão da morosidade da justiça, não assimilam a onerosidade da estrutura adequada de um escritório de advocacia, bem como, não responderão perante o Tribunal de Ética da OAB em caso de prestar informação inadequada ou até mentirosa.
Essa falta de experiência acarreta conselhos absurdos como “este processo é rápido”, “ganhou a ação e ainda não recebeu seu dinheiro?!”, “seu advogado deve estar fazendo alguma coisa de errado, se fosse eu faria isso...”, “cobrou tudo isso?!” e outros mais.
Outra dica é não confiar em informações de escreventes ou cartorários, responsáveis pelos processos, pois, em geral, tentam esconder suas falhas e de outros servidores da justiça, como juízes, escrivães, oficiais de justiça, promotores, peritos etc. Neste anseio, acabam por responsabilizar, levianamente, o advogado de quem está consultando os autos no balcão, porque não se sentem comprometidos com aqueles que não são funcionários públicos e não apreciam certo corporativismo do qual eles se protegem.
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