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POR UMA VISÃO JURÍDICA MAIS PLURALISTA, DEMOCRÁTICA E ANTIDOGMÁTICA DO DIREITO
Cuidado, Democracia!
Por Carlos Eduardo Rios do Amaral
Era uma vez um País que ia de mal a pior. Seu povo envergonhava-se de seus representantes eleitos. A inflação devorava o bolso das famílias, corroía salários dos trabalhadores e elevava os preços. O inconformismo era geral.
Neste País, aos poucos, deixava-se de se reconhecer a autoridade do Estado. Administradores, parlamentares e juízes assistiam, paulatinamente, ao enfraquecimento da soberania de suas decisões.
Sem uma identidade política, sem uma figura simbólica que se identificasse com essa Nação aos pedaços, crescia a impopularidade de tudo e de todos que tivessem relação com a máquina pública.
O bom futebol desse País não entorpecia mais sua sociedade civil. Nem mesmo uma Olimpíada realizada em seu território aliviou as tensões advindas da ausência de políticas públicas e sociais.
Impaciente, o povo tomava as ruas. Sem uma representação, sem uma ideologia, essa massa acéfala reivindicava o óbvio, o bem-estar geral de todos, o controle da inflação, a busca do pleno emprego e, enfim, a retomada do crescimento nacional.
Jovens, intelectuais, empresários, artistas, esportistas, inclusive com o uso da mídia de vanguarda, uniam-se sob um denominador comum, todos queriam que esse País se levantasse. Bandeiras e flâmulas tremulavam nas mãos dos manifestantes, sinalizando o amor à Pátria e a necessidade de mudanças radicais em todos os setores do Estado.
Um dia, esse País, finalmente, encontrou seu líder. Alguém jovem, um grande entusiasta, que hipnotizava multidões. Era a pessoa certa, sua retórica fazia com que todos voltassem a acreditar na reconstrução da Nação, rumo ao fortalecimento da economia. Um verdadeiro Aquiles.
De origem humilde, abandonado pelo pai, vindo a perder a mãe desde cedo, solteiro convicto, sempre dizendo estar casado com a Pátria, esse líder de fala convincente conseguiu submeter as massas populares e a imprensa ao seu jugo. Manifestações e atos de vandalismo chegaram ao fim.
O nome desse homem: Adolf Hitler.
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Carlos Eduardo Rios do Amaral é Defensor Público do Estado do Espírito Santo
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