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Texto enviado ao JurisWay em 28/01/2013.
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Educação infantil ajuda a melhorar inteligência das crianças, conclui estudo Foto: Fábio Rossi/ 11.11.2003
RIO- Introduzir o óleo de peixe na dieta das crianças, matriculá-los em pré-escolas de qualidade e incentivá-los à leitura são formas eficientes de aumentar a inteligência de seu filho, de acordo com um novo artigo científico publicado na revista “Perspectives on Psychological Science”.
Usando uma técnica chamada de meta-análise, uma equipe liderada por John Protzko, doutorando na Escola Steinhardt de Cultura, Educação e desenvolvimento Humano, da Universidade de Nova York, combinou informações de estudos existentes para avaliar a eficiência geral de cada tipo de intervenção no cotidiano infantil.
“Nosso objetivo é criar um banco de dados para aprender o que funciona ou não para aumentar a inteligência das pessoas. Por muito tempo, descobertas científicas ficaram desencontradas e espalhads em periódicos” declarou Protzko.
Todos os estudos reunidos no banco de dados recaem em uma população normal — sem diagnóstico de deficiências intelectuais — e são focados em intervenções que podem se manter no tempo, usem diferentes medidas para a inteligência e, o mais importante, que sejam testes controlados randomicamente, ou seja, cujos participantes são escolhidos aleatoriamente para receber uma ou outra intervenção no cotidiano.
Aumentar o consumo de ácidos graxos poli-insaturados e alimentos ricos em ômega 3, seja em mulheres grávidas como em recém-nascidos, por exemplo, pode aumentar o QI da criança em até 3.5 pontos, de acordo com a análise dos pesquisadores americanos.
Matricular crianças pobres em escolas de educação infantil foi considerado uma intervenção que pode aumentar o QI em mais de 4 pontos. Os pesquisadores acreditam que a educação infantil pode ajudar a aumentar o QI da criança porque a escola é um ambiente onde se é exposto a tarefas mais complexas e estimulantes em termos cognitivos. Não está claro, no entanto, se os mesmos resultados podem ser atingidos em crianças de diferentes grupos socioeconômicos.
Já a leitura interativa — que consiste no incentivo dos pais à leitura dos filhos enquanto foleiam um livro — pode aumentar o QI em até seis pontos. Essas intervenções não parecem surtir efeito em crianças acima de 4 anos, o que sugere que o incentivo à leitura é eficaz durante o desenvolvimento da linguagem.