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Texto enviado ao JurisWay em 25/01/2013.
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Num ano em que o projeto da família Cardoso era colocar o orçamento em dia, a chegada do 13º salário do 3º sargento da Marinha Marcos Hilton Chaves Cardoso, de 36 anos, em dezembro passado, foi mais do que bem-vinda. Para ficar com o contracheque livre de boa parte dos descontos em folha do empréstimo consignado, Hilton juntou os R$ 3.197,88 do abono de Natal (a primeira parte já tinha sido adiantada com as férias) com os R$ 11.800 da venda do Palio 2002/2003. A partir do mês que vem, o militar já vai respirar mais aliviado. Ao todo, serão economizados R$ 355,56 mensalmente.
— Peguei o dinheiro e quitei dois empréstimos consignados que tinham as maiores taxas de juros, como me orientou o professor da FGV (o economista Fernando de Holanda Barbosa Filho) — contou Hilton.
Os empréstimos quitados foram também os de prazo mais longo: no primeiro, as prestações de R$ 110,62 teriam de ser pagas até setembro de 2015, totalizando um desembolso no valor de R$ 3.539,84; no segundo, as parcelas de R$ 244,94 iriam ser descontadas até janeiro de 2016, somando R$ 8.817,84.
Para fazer bom uso do 13º, o Fernando de Holanda recomenda que o trabalhador analise as prioridades. A primeira destinação para o dinheiro a ser avaliada é a quitação das dívidas com os maiores juros. Cartão de crédito e cheque especial, por exemplo, encabeçam a lista. A orientação é procurar o gerente do banco e negociar o pagamento da conta com abatimento do valor. Atenção também para quem está atrasado com mensalidades escolares e contas de luz e telefone. Se não pagá-las, você pode ter o nome incluído em cadastros como o SPC e a Serasa, o que corta seu crédito na praça. Um outro destino para o abono pode ser o pagamento de despesas típicas de início de ano, como IPVA, IPTU, matrícula e material escolar.
Mercado 30% mais barato
Quem acompanhou desde o início a série de reportagens — que se encerra nesta sexta-feira — sobre a virada financeira da família Cardoso deve se recordar que uma das medidas aventadas pela dona de casa Andreia Cardoso, de 32 anos, para ajudar o marido foi economizar nas compras do supermercado. No carrinho do Guanabara do Centro de Itaguaí, os sucos em caixinha deram lugar a frutas da estação, e os biscoitos recheados, aos mais simples. Guloseimas, como Ruffles e Fandangos, foram abolidas. O corte de supérfluos, associado ao planejamento das compras, que passaram a ser feitas no fim do mês e $aos domingos — quando não há promoções —, rendeu uma economia de quase 30%.
— Antes, a gente gastava R$ 500, porque sempre ficava faltando alguma coisa para complementar. Agora, a conta não passa de R$ 360 — orgulha-se Andreia.: — No ano passado, fiz as sobremesas do Natal com as latas de leite condensado que comprei numa promoção.
A dona de casa percebeu que há mais promoções nos últimos dias do mês do que no início. E ela tem razão: especialistas dizem que é possível economizar até 20% se as compras forem feitas entre os dias 23 e 27.