Prova Concurso Público - TRT/PR - Analista judiciário - Área Judiciária - Novembro/2015 - FCC - (Gabarito Definitivo)

Dificuldade Média
(30% a 60% de acertos)

Até agora, cerca de 40% acertaram esta questão.

208 pessoas responderam.

Língua Portuguesa

Anexo para as questões 9 a 15

Atenção:      As questões de números 9 a 15 referem-se ao texto que segue.
Questão de ênfase
A ênfase é um modo suspeito de expressão. Se há casos em que ela se torna indispensável, como nas tragédias ou na comicidade extrema, na maioria das vezes é um artifício do superficial que se deseja profundo, do lateral que aspira ao centro, do insignificante que se pretende substancial.  É a fala em voz gritada, o gargalhar sistemático, a cadeia de interjeições, a  produção de caretas, o insistente franzir do cenho, o repetitivo arquear de sobrancelhas, a pronúncia caprichosa de palavras e frases que se querem sentenciosas e inesquecíveis. 
Na escrita, a ênfase acusa-se na profusão de exclamações, na sistemática caixa alta, nos grafismos espaçosos. Na expressão oral, a ênfase compromete a verdade de um sentimento já de si enfático: despeja risadas antecipando o final da própria piada, força o tom compungido antes de dar a má notícia e se marca no uso indiscriminado de termos como "com certeza" e "literalmente", por exemplo: "Esse aluno está literalmente dando o sangue na prova de Física." Com a ênfase, todos os gestos compõem uma dramaturgia descontrolada.
A ênfase também parece desconfiar do alcance de nossa percepção usual, e nos acusa, se reclamamos do enfático. Este sempre acha que ficaremos encantados com a medida do seu exagero, e nos atribui insensibilidade se não o admiramos. Em suma: o enfático é um chato que se vê a si mesmo como um superlativo. Machado de Assis, por exemplo, não suportava gente que dissesse "Morro por doce de abóbora!".  Por sua vez, o poeta Manuel Bandeira enaltecia a "paixão dos suicidas que se matam sem explicação". Já o enfático vive exclamando o quão decisivo é ele ser muito mais vital do que todos os outros seres humanos.
(Augusto Tolentino, inédito)


Exibir/Ocultar texto completo deste anexo.


14ª Questão:

Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:



a) Suspeita-se de que o emprego da ênfase implique quase sempre à exageros inconvenientes.

37 marcações (18%)
b) A ênfase é um recurso do qual, sempre que possível, devemos abrir mão, para não incorrermos em excessos imprudentes.

84 marcações (40%)
c) Um sentimento de cuja expressão queremos verdadeira não deve submeter-se à formas descontroladas de teatralização.

25 marcações (12%)
d) O efeito da ênfase em que costumamos nos orgulhar costuma ser o contrário daquilo pelo que aspirava a nossa intenção.

18 marcações (9%)
e) Os excessos de linguagem, de cujos tanta gente faz uso, constituem um defeito em que nem todos se dão conta.


44 marcações (21%)


Danilo Borges - Equipe JurisWay Danilo Borges
Equipe JurisWay


Estou desenvolvendo um método para resolver questões da OAB por raciocínio, sem depender de memorização. Quero testar com algumas pessoas gratuitamente. Se tiver interesse, deixe seu e-mail:




Lembre-se: Salvo disposição em contrário, as questões e o gabarito levam em consideração a legislação em vigor à época do edital desta prova, que foi aplicada em Novembro/2015.