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O PODER DO PENSAMENTO TRANSFORMADOR


Autoria:

Ézio Luiz Pereira


Juiz de Direito;Doutorando em Teologia;Mestre em Direito e Teologia;Membro da Academia Brasileira de Mestres e Educadores; Pratitioner em PNL; Palestrante;Autor de 14 livros.SITE:www.ezioluiz.com.br

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Resumo:

Analisando o comportamento humano movido pelos pensamentos, com as suas crenças e seus valores, o auor traz uma reflexão sobre a transformação dessas crenças.

Texto enviado ao JurisWay em 23/08/2011.



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O PODER DO PENSAMENTO TRANSFORMADOR

 

 

Somos exatamente aquilo que acreditamos ser: afirma, em outras palavras, o texto bíblico em epígrafe. Assim é que, as nossas atitudes são movidas pelas nossas crenças, tais as que arquitetamos e construímos. Se dissermos que conseguiremos ou dissermos que não conseguiremos, nas duas afirmações estaremos certos, porque nós mesmos criamos a ambiência e fazemos o nosso destino. Depende daquilo que cremos e verbalizamos reiteradamente. Quando agimos, somos movidos pelos valores e esses valores são produzidos pelas crenças com as quais convivemos desde a infância.

 

Escrevemos a nossa história, ao longo de nossa existência, com as escolhas com as quais trabalhamos e essas escolhas são frutos de nosso pensamento e das "verdades" que criamos (ou que deixamos alguém criar dentro de nós) e ninguém as tira de nós. Somente nós as varremos (ou guardamos) de nossos pensamentos, se quisermos. Não repitamos e não verbalizemos rótulos ruins para nós. Quando nós verbalizamos rótulos e acrescentamos: "sou assim mesmo e as pessoas têm que me aceitar assim e vou morrer assim..., criamos o "complexo de Gabriela": "eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim... Isso não precisa ser "assim". Quando nos acomodamos e não queremos mudar, realmente vamos "morrer assim...". Afirma a Bíblia que é próprio do sábio mudar de opinião. E ninguém merece conviver com nossa inflexibilidade arrogante.

 

Sob outra ótica, não existem obstáculos no mundo exterior. Eles estão em nossas mentes, nós os construímos ou destruímos, conquanto não saibamos, muitas vezes. Então, culpamos os nossos queridos pelos nossos fracassos. Culpamos o "sistema", culpamos as autoridades, culpamos o "passado", culpamos os nossos pais ou nossos filhos, culpamos o "destino". culpamos a vida, culpamos a "falta de tempo". "Falta de tempo"? Todos nós temos 24 horas por dia. Depende do que fazemos com elas e de nossas prioridades. Se não tenho tempo para estudar é porque ocupei o meu tempo com outras atividades e o estudo não foi importante o suficiente. Depende do que escolho. Quando se quer, arruma-se tempo. Tudo isso é discutível e questionável.

 

Entrementes, o "fracasso" é fruto da limitação que criamos em nossas mentes. Não existem obstáculos; existem desafios. Depende de como lemos a vida. Essa leitura da vida pode ser alterada; pode ser reprogramada; pode ser modificada. Podemos colorir a vida com a cor que quisermos: branco, preto, azul, verde, amarelo etc. Ou deixar de colorir. Tudo depende da leitura que fazemos das circunstâncias. A conclusão depende do olhar interpretativo e de como fazemos as nossas leituras de vida. Dos fatos, podem ser extraídas inúmeras conclusões. Para as perguntas existem milhares de respostas. Qual delas vamos abraçar? Contudo, precisamos culpar alguém e esbravejar sobre alguém, mas no fundo, há sentimentos recalcados e inseguranças sombrias plantadas, que podem ser arrancadas. Desistir ou persistir? Depende do pensamento transformador.

 

Sob esse viés, não olhamos a realidade como ela é; nós a olhamos como nós somos. Encontramos nas pessoas os mesmos defeitos que combatemos em nós. Decerto, o autoritário enxerga autoritarismo no outro. Transferimos a nossa culpa para alguém ou para algo e não admitimos que a culpa esteja em nós. Sempre temos razão; errado está o outro, porque "não reza na mesma cartilha nossa"; "não bebe do mesmo cálice nosso". Isso é falso. Tornamo-nos vítima e gostamos de sermos vítimas para atrairmos a atenção do outro. Não admitimos isso, porque não está no consciente; está no inconsciente e esse inconsciente é inacessível, em tese e a rigor.

 

Criamos os nossos medos, manias e fobias, criamos os nossos "fantasmas", com o tamanho que a nossa mente quiser, e muitas vezes somos guiados pelos "fantasmas" de nosso passado, que nos assombram e deixamos que isso aconteça, "fantasmas" cuja presença teima em projetar respingos em nosso futuro. Porém, eles podem ser extirpados. Depende de nós. Somos o que acreditamos ser; não somos o que as pessoas pensam que somos. As nossas crenças e valores nos conduzem. Nós criamos as nossas "fantasias" e as alimentamos, muito ou pouco, não raro inconscientemente. Podem ser boas ou ruins.

 

Nós combatemos no outro aquilo que queremos, inconscientemente, combater em nós e não conseguimos. O pecado imperdoável no outro é aquele que não conseguimos nos livrar, porque ele nos amedronta, ele nos ronda, mas não admitimos. Não lutamos porque "não temos tempo", porque o outro "não ajuda", porque o "sistema é contra nós", porque "não somos inteligentes o bastante", porque as pessoas nos "perseguem". Na verdade, quem persegue é o nosso "alter ego" ("outro eu"), mas não admitimos. Tudo isso é falso. Somos vítimas dos "monstros" que criamos e alimentamos. Na realidade (o que é a "realidade"?), não existem. Contudo, podemos deles nos livrar. Se quisermos.

 

A Bíblia assevera: "TUDO posso nAquele que me fortalece". Não existem inteligentes e não-inteligentes; existem persistentes e desistentes. Se algum ser humano consegue realizar algo, todos conseguirão, se houver paixão, se houver determinação e paixão. Santo Dumont criou o avião porque se esqueceram de dizer para ele que era impossível o ser humano voar. Então, ele foi lá e fez, como tantos outros corajosos e destemidos, porque havia paixão no que fazia. Porque o seu pensamento transformador estava ativado. A mirra – uma planta da palestina – é curiosa: quanto mais a esmagamos, mais ela exala um bom perfume que se apega à mão daquele que a esmaga! Ela sempre tem um bom cheiro! Assim pode ser o ser humano: dar bons resultados. Também depende de seu pensamento.

 

Gostamos de vingar o que fazem conosco. Isso é altamente pequeno, porque estamos nos igualando àquele que nos ofendeu. Orgulhamos de afirmar que "não levamos desaforo para casa". Isso é minúsculo e revela uma pobreza de espírito. O melhor troco é ignorar e manter um silêncio inteligente. Ciúme? Ciúme é sinal de insegurança. Quando temos ciúmes estamos dando poder àquela pessoa da qual temos ciúmes, pois acreditamos que ela é suficientemente forte para nos afetar. Devemos nos colocar numa dimensão maior, acima de "coisicas" e "questiúnculas". Cristo nos deu o maior exemplo de humildade e, afinal, a humildade é característica dos grandes e dos nobres.

 

Conta-se, numa fábula, que a cobra estava tentando devorar um vaga-lume, com os "botes" contra o inseto. Num determinado momento, o vaga-lume parou e se dirigiu a cobra: "Dona cobra, posso lhe fazer três perguntas?". Ela disse: "sim". Então, ele lançou as três perguntas: 1) "eu faço parte de sua cadeia alimentar?". Ela disse: "Não". Ele retrucou: 2) "Eu lhe fiz alguma coisa ruim?". Ela disse: "Não". Ele finalizou: 3) "Então, por que você quer me devorar?". Ela, em tom amargo, lhe respondeu: "Porque não suporto ver você brilhar"! Quantas vezes nos deparamos com essa fábula transformada em realidade? Contudo, não devemos revidar com o mesmo comportamento. Continuemos brilhando e ignorando os pequenos de espírito, devemos ignorar as "cobras que rastejam", pois não conseguem voar! Menino só joga pedra em árvores que dão frutos.

 

No Antigo Testamento, a ordem divina era: "Dize aos filhos de Israel que marchem" (Êxodo 14:15). Em o Novo Testamento a ordem divina era: "Levanta-te, toma a tua cama e anda" (Marcos 2:11). A ordem bíblica sempre e sempre é seguir em frente. Nunca retroceder; nunca ficar inerte e não depende do outro; depende de nós; tão somente de nós. Podemos, todavia, sentarmos e chorarmos feito meninos, talvez por um tempo ou, possivelmente, a vida toda. Abraçamos, no entanto, um fato do passado e nos apegamos de tal forma que ele nos castra e não raro nos guia, como um guia imaginário e destrutivo. Somos encarcerados por líderes imaginários porque "precisamos" (precisamos?) de líderes. Entretanto, isso não precisa ser assim. Outros, com melhor pensamento, dirão: "não sou conduzido; conduzo". Que bom!

 

Conduzir, todavia, não significa tentar mudar o outro. Ninguém consegue mudar ninguém, a menos que o outro queira. "Cada um é cada um". Queremos que o outro se amolde ao nosso jeito, porque não aceitamos que o outro seja diferente, daí os desencontros nos relacionamentos. Pensamos que o nosso jeito é o correto e o outro não consegue compreender que ele está "errado". Mas, quem disse que nós é que estamos certos? Nós somos juízes de nós mesmos, contudo ninguém é bom juiz em causa própria. Queremos medir o outro com a nossa medida, sem respeitar a diferença. Tudo isso também depende de corrigir o pensamento e colocá-lo no trilho. Afirmamos que o outro não nos ama, mas existem mil formas de amar e cada um expressa o amor de forma diferente. Não necessariamente da nossa forma. Rompemos várias vezes os relacionamentos não por falta de amor, mas por falta de linguagem!

 

De outro ângulo, entre nós e o nosso sonho, surgem elementos e esses elementos levam o rótulo que nós quisermos: obstáculos ou desafios! Depende de nosso olhar interpretativo. Não existem barreiras externas. Nós as criamos com os nossos medos e limitações. Ninguém nos irrita; nós é que nos deixamos irritar e o desenvolvimento dessa irritação depende de nós. E quem consegue nos irritar, consegue nos controlar, do ponto de vista emocional e, se consegue nos controlar, é porque demos poder ao controlador. Afinal, do ponto de vista emocional, do ponto de vista psíquico, as pessoas só fazem conosco aquilo que deixamos que elas façam, pois nós, com o nosso comportamento, determinamos a forma de sermos tratados.

 

Se abaixarmos a cabeça, ficamos suscetíveis de levar "cascudos". Sim, nós também determinamos a forma de sermos amados e o tamanho desse amor depende do nosso amor próprio e de nossa auto-estima. Aliás, amor, amizade, atenção, carinho e outros sentimentos semelhantes, não devem ser cobrados; devem ser conquistados, do contrário serão apenas obrigações; não sentimentos verdadeiros. Todavia, a conquista é um desafio. Envolve paixão, envolve persistência, envolve estratégias. Afirma a Bíblia: "fazei as vossas guerras com inteligência" (Provérbios 24:6).

 

Quem reclama de enfermidades, atrai para si enfermidades, sobretudo pela ingratidão que nutre pelas bênçãos recebidas. Vezes há em que não é interessante que a enfermidade vá embora, pois há um "ganho" indireto e inconsciente com ela. Ganha-se carinho dos filhos, dos irmãos, dos netos, dos amigos, dos vizinhos, dos colegas, de maneira que o inconsciente alimenta a enfermidade para termos a atenção necessária e uma dessas enfermidades vem da necessidade de aceitação social e de aplausos. Um de nossos anseios é a aceitação do outro, por isso fazemos e deixamos de fazer, por isso dizemos "sim", quando gostaríamos de dizer "não", por isso comparecemos em horríveis e enfadonhas "reuniões", seja de categoria for, porque ficamos receosos de faltar. Afinal, o que vão pensar de nós? Isso não precisa ser assim. Devemos exercer um dos maiores bens que o ser humano possui: a liberdade (desde que não prejudique ninguém, é claro).

 

Carregamos, inutilmente e sem explicações razoáveis, uma mochila cheia de pedras pesadas e pontiagudas pelas montanhas e pelos vales, sem que isso seja necessário. Criamos comportamentos com os quais convivemos durante anos e deles não abrimos mão, até que um dia descobrimos que aquilo não passa de ilusão e não era imprescindível. Contudo, resistimos às mudanças, resistimos ao novo. É necessário remover o antigo para estabelecer o novo, seja qual for esse novo. Devemos ser ousados. Por que seguir ditames da moda, da mídia, regras de religiosidade, opinião de outros, imposições sociais sem razoabilidade, como aqueles adolescentes que arrepiam o cabelo, ou modas semelhantes e se fazem ridículos porque a televisão assim ditou e precisam se afirmar no grupo social? Por que seguir a manada que não sabe para onde vai? Por que ser mais um na multidão, na massa? Por que? Devemos criar diferenciais e deixarmos boas marcas em nossa passagem!

 

Se acreditarmos que somos tímidos, assim seremos, porque – repita-se – somos guiados por nossos pensamentos, que, por sua vez, são sustentados pelas crenças que construímos. Mas, isso foi um rótulo com o qual nos rotularam na infância. E quando lançamos esse rótulo para a dimensão da identidade, do verbo "ser" ("sou tímido"), então passamos a nos comportar como tal, porque acreditamos naquilo. Mas isso é uma falsidade. Ninguém nasceu, ou é, tímido. Comporta-se como tal, desnecessariamente por medo. Medo de quê? Do outro? Por quê? Inútil e desnecessário. Devemos enfrentar; do contrário, seremos reféns de dominadores que se acham "líderes". O verdadeiro líder não é autoritário. O verdadeiro líder é seguido espontaneamente. Quem lidera no grito, na força e no medo, nunca foi líder; é apenas um autoritário cheio de complexos e recalques do passado, daí o seu discurso sempre será marcado por contradições, porque ele nada sabe e não se encontrou. A verdadeira liderança não grita; ela sussurra eficientemente; ela não está nas muitas palavras e nos berros; ela está no silêncio sutil e na sabedoria.

 

Seguimos regras, seguimos dogmas e imposições sociais, culturais e religiosas, muitos das quais "em nome de Deus", mas Deus não massacra; não pesa. Essa imagem de um Deus castigador foi criada por conveniência, por subserviência, para "catequese" e domesticação humana, vem da forma inconsciente com a qual encaramos os nossos pais. Deus não deseja seres encarcerados pelo outro. Ao revés. Ele não é opressor; Ele é libertador. Deus deu ao ser humano domínio sobre os peixes do mar, as aves do céu, os animais do campo, mas não deu domínio sobre o outro ser humano (vide capítulo primeiro do livro de Gênesis). Esse é um cativeiro cuja chave está em nossas mãos. Trata-se de uma usurpação humana e ilegítima de poder. Devemos destruir isso dentro de nós e nos libertar. Esse grito de liberdade sempre faz bem.

 

Criamos e alimentamos as nossas enfermidades. Foi descoberto que mais de 80% das enfermidades (câncer, osteoporose, gastrite, dermatites etc.) são frutos de distúrbios emocionais e psíquicos, em verdadeira autoflagelação, na ausência de perdão, no mau-humor, no orgulho, no pessimismo, na inveja (repita-se: menino só joga pedra em árvores que dão frutos), na vaidade, no egoísmo, nas mágoas que guardamos; na falta de um sorriso amigo etc. São verdadeiras doenças psicossomáticas. Acredite se quiser. Isso, entanto, pode ser alterado, pode ser modificado, com o pensamento. Deveríamos nos conhecer mais e ao outro. "Não diga a Deus que você tem um grande problema (Ele sabe tudo); diga ao seu problema que você tem um grande Deus".

 

E a crítica que fazemos do outro? Crítica, em seu sentido pejorativo, é nítido sinal de desdém, despeito e inveja. Decerto, quando o macaco não consegue alcançar a banana que está no último galho da árvore, ele diz que ela está podre! Critica-se o que não se consegue obter e não se consegue porque não se tenta com o mesmo afinco do que conseguiu. Ninguém está autorizado ou legitimado a criticar aquilo que não conhece e que não alcançou. Criticar por criticar demonstra falta de inteligência. Assim é que, a perseguição é fruto de uma inveja inconsciente, daí aquela implicância gratuita sem explicações. Isso faz parte da personalidade do pequeno de espírito e do pobre de alma.

 

Decerto, a nossa existência é norteada pela busca, busca de significados, busca de sentidos e essa busca muitas vezes não é bem discernida. Então, mudamos de esposa(o), mudamos de emprego, mudamos de cidade, mudamos e mudamos. Mas, o que estamos procurando? Estamos tentando fugir de nós mesmos! Ou tentando nos encontrar em algum lugar! Casam-se várias vezes e nunca dá certo, porque estamos à procura de uma perfeição que não existe; estamos à procura de nós mesmos ou repelindo defeito que há em nós e que se encontra no outro. A vida é um grande espelho e enxergamos nela o que há dentro de nós. Tudo reside no mundo do pensamento, guiado por um inconsciente inacessível, cujo espaço traz recalques construídos no passado. Usamos, assim, máscaras sociais para dar respostas à sociedade com hipocrisias. Aliás, os mais rígidos e inflexíveis, os rigorosos com todos, escondem, sob uma capa de "santidade", mil defeitos num farisaísmo disfarçado.

 

Somos arrogantes na medida em que nutrimos inseguranças advindas de uma educação opressora ou da falta de conhecimento de algo, pois – na linha de Francis Bacon – quem tem conhecimento tem poder; quem não tem não tem poder e se fragiliza, de maneira que precisa construir um falso castelo em torno de si e esse castelo é a arrogância, pois começa a agressividade quando faltam os argumentos. Assim, precisamos gritar como os primitivos. E somos assim: frágeis. Quanto maior a arma empunhada, menor o que está por trás dela, porque precisa dela, mercê de sua pequeneza. Somos assim. Para oprimir, esconde-se atrás do cargo, da investidura, da capa sacerdotal, dos rótulos de "excelências", da "otoridadi", mas não sabe que é um fraco de espírito. Esse pensamento precisa ser alterado. Não precisamos superar o outro; precisamos superar a nós mesmos. Se cairmos, muitas vezes ficamos prostrados esperando alguém que nos levante. Isso precisa ser repensado!

 

Quantas vezes estamos encarcerados por pensamentos que oprimem. Quantas vezes estamos no cativeiro das crenças sem fundamentos que estão ali há anos e nem se sabe o porquê. Criamos falsas idéias e "verdades" altamente questionáveis e – o que é pior – brigamos por elas, porque são "nossas". Contudo, é preferível ser feliz a ter razão. Ninguém vence uma discussão. No final, restam as mágoas e ninguém convence ninguém de nada, pois cada um olha a realidade com o seu olhar. Isso é subjetivo. Isso é relativo. E todos têm razão sob pontos de vista diferentes. Então, para quê perder tempo brigando? Criam-se mil doenças em auto-agressividade, sem fundamento razoável. Sofremos, na maior parte das vezes, em vão.

 

Criamos imagens grandes e pequenas sem sentido em torno de crenças humanas e não questionamos essas nossas crenças, abraçando-as como algo absoluto, como "verdades antigas intocáveis". Experimentemos questioná-las! Fará bem! Até Deus sugeriu, na Bíblia, que fizéssemos prova dEle. É certo que a boca fala do que está cheio o coração e o coração está cheio de sentimentos produzidos pelos pensamentos. Ou o pensamento nos controla ("síndrome do pensamento acelerado" - SPA) e enlouquecemos ou controlamos o pensamento e obtemos vitória. Somos escravos ou senhores em relação aos nossos pensamentos. Dominamos ou somos dominados em nossa casa (leia-se: nosso cérebro). Quem considera tudo bonito é porque dentro de si prepondera a beleza. Quem considera tudo feio é porque dentro de si prepondera a feiúra. Certo é que o pensamento pode ser construtivo ou destrutivo. Depende do que se pensa! Nós não exploramos nem 10% de nosso cérebro!

 

A felicidade não está nas coisas externas; não está lá fora; está dentro de nós. Escolhemos, ou não abraçar a felicidade. Nós criamos o nosso mundo e conduzimos o nosso destino com as nossas escolhas emanadas dos pensamentos que criamos e alimentamos. Com efeito, nós damos aos nossos problemas o tamanho que quisermos, dependendo de como nós trabalhamos com as nossas emoções e sentimentos. A rigor, nada é bom e nada é ruim; nada é feio e nada é bonito, porque essas adjetivações nós as escolhemos com os nossos valores e isso é convencional, relativo e subjetivo. Afinal, a adjetivação não está na coisa em si; está no pensamento do observador. Podemos olhar um "problema" e, com desdém, darmos de ombros e ignorá-lo ou podemos enfrentá-lo. Também podemos superdimensioná-lo e sofrermos a vida toda com ele. "Preocupar" significa "ocupar" previamente; antes da hora. Desespero e preocupação são nítidos sinais de ausência de fé. Contudo, fé só se admite em 100%. Quem tem 99% de fé, não a tem. Bom é podermos confiar e entregarmos a vida ao Criador.

 

Está em nossas mãos escolhermos: sermos "filtros" ou sermos "esponjas". Se escolhermos nos colocar como filtro, não absorveremos o lixo que sobre nós podem lançar e não internalizaremos a ofensa e até podemos não encará-la como ofensa. Podemos rir dela. Se escolhermos adotar a postura de esponja, tal como ela faz, absorveremos a água suja do ambiente e sofreremos. Podemos, assim, dar a dimensão que quisermos às adversidades que surgem. Aliás, não devemos achar problemas; devemos achar soluções e aprendermos que, no final, tudo dá certo (para o pessimista, tudo dá errado). Depende do pensamento transformador. Tudo está em nossa esfera de controle. Então, por que continuar sofrendo? Transformemos o nosso pensamento. Usemos o que de mais sublime Deus nos deu e implantou em nosso cérebro. Esse é o poder do pensamento transformador!

 

 

"Porque, como imagina em sua alma, assim ele é..."

(Provérbios 23:7)

 

 

Por: escritor Ézio Luiz

Juiz de Direito – ES

Mestre em Direito das Relações Privadas pela FDC – RJ

Doutorando em Teologia Sistemática pela Fatef - RJ

Mestre em Teologia (ênfase em Bibliologia) pelo SBTe – MG

Especialista em Direito Constitucional pela Consultime - ES

Membro da Academia Brasileira de Mestres e Educadores

Membro da Academia Cachoeirense de Letras

Practitioner em Programação Neurolingüística pelo INDESP

Autor de quatorze obras literárias publicadas

 

site:

www.ezioluiz.com.br

 

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Comentários e Opiniões

1) Elaine (05/09/2011 às 10:30:43) IP: 187.5.221.87
Este artgio é muito bom.
2) Aline (24/09/2011 às 13:35:06) IP: 177.44.8.16
Fantástico este artigo!Me serviu muito! Estou precisando muito mudar a forma de pensar sobre determinadas circunstâncias em minha vida!Excelente mesmo!
3) Fernanda (01/11/2011 às 22:06:16) IP: 177.35.217.124
Nossa que maravilha, obrigada! Agora falta aplicar pois muita coisa tenho que mudar para meu próprio bem e dos demais.


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